Meio Termo Morno
Reencontro efêmero
Você é capaz
De reativar o meu amor
Transformar o morno em voraz
Me fazer ressentir o sabor
De uma paixão nada fugaz
Cada palavra
Cada olhar
Me motiva acreditar
Que esse amor nunca se acaba
E muita coisa vai rolar
Pode parecer inocente
Mas esse amor transcende
Quem foi maledicente
E ninguém compreende
O porque de voltar tão de repente
Parecia o fim
O estopim
De uma relação prematura
Ou seria madura?
Que não entrou na moldura
É fácil querer ser feliz
E esquecer que por um triz
Uma relação desaba
Não sobra nada
O amor parece que acaba
E ninguém faz nada
Depois começa o tormento
É só sofrimento
Cada um em seu desalento
Pensando que por um momento
Podia ter sido feliz
Tudo tem o seu devido tempo;
Para tomar uma sopa deliciosamente bem, têm que se tomar morno;
Nem quente...
Nem frio...
Morno.
Cotidiano
Quente, morno, frio
Preto, branco, cheio e vazio
Claro, escuro, fim do mundo
Sentido, amigo, eterno abrigo
Sorrir, brigar, deitar e sonhar
Contar, chorar, extravasar
Noite, céu, calor do dia
Nuvens brancas, chuva, agonia
Liberdade, linda felicidade
Paixão, amor, caridade
Criança, menino e menina
A paz, a bela, saudade antiga
Porta e janela a alma da Vida!
Tudo nela é intenso.
Morno com ela não rola.
Nem no café, muito menos no amor.
Pois ela é fogo que queima.
E mar onde quero mergulhar
E virar imensidão de nós dois.
Não tenho vocação para o morno, ou vem com tudo pra mim ou não queira nada, não venha me oferecer inconstância, sou fã da regularidade e tenho apreço ao que é de verdade.
És tu que tiras-me o sono
Molhas-me com o líquido morno
Por ti, punha a mão no forno
Tu não tens dono tens filhos em seu trono
És tu que atravessas mares, em todos os lugares
Conquistas para amares
Propagas-te pelos ares como bombas nucleares
Ignoras olhares e conforto dos lares
Com a verdade andas aos pares
Malícia vares, tocas em bares
Em auriculares, seguidores tens milhares
És resistente, como os pilares
És tu o inimigo dos políticos
Pelos temas críticos e verídicos
Causas e efeitos deixas explícitos
Em curto tempo expões
Problemas em poemas rítmicos
És tu criação da mentalidade negra
Aceitamos-te não, precisamos de uma adaga
Em termos de raça, sua visão é cega
Branco, Negro até Amarelo tu não negas
Foste fragmentada ao passar do tempo
Ganhaste ramificações «bounce» por exemplo
Discípulos que fazem do estúdio seu templo
E os que usam-te como profissão, cairão com o tempo
És tu razão da minha metamorfose
Uma mente e um espírito no corpo simbiose
Tu bem sabes que abuso da dose
Se fosses droga morreria de overdose
Tornaste-me marujo neste mar de letras
Metaforizaste os remos em canetas
Provérbios e aventuras anoto em sebentas
Não precisas de cadernetas aqui não há tretas
És mal interpretado, não és culpado
O teu afilhado é que tem-te marginalizado
Empenhado no pódio e no trocado
E outros preocupado em deixar o pessoal informado
Tu cá em África és considerado vício
Em América, és como ofício
Mas continuas uma arma desde o início
Sabes o que fazer no momento propício
És tu o dedo na ferida, do político e sua política enfraquecida
Forneces ao pessoal o que censuram no jornal
És a reflexão lógico-racional em nível mundial.
Tenho medo do morno, não me atrai a ideia de caminhar em cima do muro. Gosto da altura das emoções e fujo constantemente do medo rasteiro que impossibilita a alegria, o novo, o manejo.
Se for pra viver, que seja transbordando de emoções e sorrisos.
Lágrimas? Ouvi dizer que existem e que são salgadas, mas doce é minha esperança e alegria de viver!
Sobre a sexualidade...
O morno pode aquecer, o quente arde a valer, o frio estagna... Mas sempre se pode aprender!
Era por isso que chamavam de tentação - ela nunca se apresentava como algo feio, morno ou inofensivo; não, vinha sob o disfarce de sentimentos gloriosos e uma sensação de total retidão, mesmo quando estava errado.
Tenho preguiça de quem não comete erros.
Tenho profundo sono de quem prefere o morno.
Gosto do risco.
Dos que arriscam.
SOU PERECÍVEL AO TEMPO, VIVO POR UM SEGUNDO... RESPIRANDO O AMOR, ASPIRANDO LIBERDADE!!!
Meu bem, sua companhia é macia feito leite morno. Eu te beberia todos os dias, principalmente quando eu busco aquele conforto que só a sua brancura me dá. Corre cá me dar seu colo, um beijo também, e ficar falando baixinho o que ainda vai ser, só para eu ter a garantia de que seu querer tá aqui juntim do meu.... Tarda não.
Amor morno
Eu sei que amar morno é bonito
É quando o amor finca, estabiliza...
Mas eu não sei simplesmente amar assim.
Porque você é apaixonante
E esse é seu ponto forte.
Eu consigo te amar constante
Te ver dormir em sonhos errantes
Ou Certeiros...
Consigo ter ternura, cumplicidade...
Consigo ter amizade.
Mas amar morno não é da minha natureza.
Então me aceite exagerada, escancarada
E sua...
Amar assim é minha certeza.
Feiura e beleza é tal qual quente e frio. Pxs do morno, ambos tem conceitos subjetivos, mas de um ponto em diante, ninguém discorda.
