Medo de Mim
"Porque o medo de subir o andar de cima, se é o local onde todos voltaremos, mas cabe a virtude de cada um para sabermos se encontraremos a facilidade ou não dos degraus a nossa frente"
Antes ela sonhava com coisas extraordinárias, difíceis de serem alcançadas. E embora lhe surgissem pedras, ela não desanimava. Estava sempre pronta para mais um dia. Hoje, ela estacionou na tristeza, lhe vêm às incertezas que talvez, uma vida, não queira...
Às vezes tudo parece tão escuro à nossa volta que ficamos perdidos, com medo e angustiados. Paramos num canto qualquer e nos perguntamos o porquê de tudo e, muitas vezes, nos deixamos levar pelo desespero, este que corrói nossa alma, consome nossa lucidez e nos leva ao mais profundo dos medos. Mas, se nos acalmarmos e tatearmos as paredes encontraremos uma janela e, ao abrirmos, a luz entrará e ficaremos surpresos ao perceber que, na verdade, o ambiente que parecia opressor pode oferecer grandes possibilidades. Percebemos, então, que o que faltava era a coragem para buscar essa luz que sempre esteve atrás daquela janela que não podíamos enxergar. Por isso, nunca tenha medo de encarar novos desafios, pois, com certeza, se você procurar, achará a janela que fará a diferença na sua vida
O medo é apenas a sombra do que ainda não tentamos, e a única forma de dissipá-lo é seguir em frente.
A força não é ausência de fragilidade, mas a coragem de seguir em frente mesmo quando tudo dentro de nós treme.
A incerteza nunca foi o verdadeiro obstáculo. O que nos paralisa é o medo de descobrir que poderíamos ter vencido, mas escolhemos não tentar.
A procrastinação limita o ser humano de dentro para fora. Impede que as pessoas extraiam da vida tudo que ela lhes pode oferecer. É preciso romper com esse medo, com a demora e sanar as dúvidas. Saia dessa inércia desmedida. Há algo novo te esperando, para além dessa paralisia. Arrisque-se e veja a mudança acontecer.
Não, não posso mais te amar desse jeito, você é um enigma o maior segredo, não te descobri TENHO MEDO....
Janela da alma
Quando olho pela janela e não vejo mais as crianças brincando lá fora. Pergunto-me, o que aconteceu?
O que aconteceu com a espécie humana que estava aqui, na bolha artificial do mundo?
Um vírus! Um vírus, meu Deus, está acabando com os seres humanos.
Mas, espera! Veja! Alguns humanos ainda sobrevivem e usam máscaras.
Máscaras, não da vergonha que são alheia, mas da proteção. Pessoas morreram, crianças nasceram. Uma nova sociedade está surgindo com o nascer do Sol desta manhã. Lá fora, pela janela da alma, já não vejo, no silêncio das grandes cidades, a ansiedade humana. Nem a luxúria do consumismo. Apenas vejo o horizonte e, no silêncio, distante de mim, o inconformismo da ignorância alheia. E eles usam máscaras, parecem humanos, mas ainda resistentes. Ainda resistentes, meu Deus, a luz do novo mundo que vai surgir!
