Medo de Falar
O mar leito nu, centelha de paz
Seu medo encanta, tanto fez
Ou tanto faz.
Luxúria que os versos
Reversos, seduz
tantos, fosse ondas em cor
Suplício de dor.
Quisera fosse só
Os passos na areia
Assim, umidecidos
De volta pra o mar...
Depois
Depois de amanhã, talvez...
me explique.
Depois do susto ,
Depois do medo ,
Depois de amar , quem sabe eu fique...
a ver o sol pintar o céu em sua janela ,
Depois um café , um cafuné de sorriso solto...
Depois resolvemos , depois...
Depois, talvez Justifiquemos um ao outro.
Medo, sentimento subjetivo que nos permite a reflexão.
Se não houvesse o medo, a vida nos seria mais curta, escorreria por nossas mãos imersas em coragem.
Medo é o termômetro dos nossos atos.
É com o medo que se ganha ou se perde "batalhas", quem de fato é ausente de medo, muitas vezes não consegue enxergar o próprio futuro, colocando-o nas mãos de outro sentimento incerto, ou seja, a sorte.
A vida e a morte, os realistas e os subjetivistas confundem-se quando trata do medo, a arte o materializa de tantas quantas inimagináveis formas.
A personificação do medo, muitas vezes ocorre por caras e bocas; gritos, gemidos, barulhos inerentes à escuridão, ao que não se vê e ao que não se entende.
Reprimir o medo é alimentá-lo; viver o medo é refletir sobre o que de fato lhe causa supracitado sentimento inerente a todos os seres vivos.
Nos momentos difíceis de sua vida, dê ouvidos ao medo, pense sobre ele e haja conforme se nunca tivesse sentido medo, tomar uma decisão é sempre necessário, desde que seja cautelosa, refletida, segura, sensata, só não deixe que o medo lhe impeça de agir, pois a ausência de atitude por medo é fracasso, lamento, decepção e arrependimento.
