Medo de Falar
Eu tenho medo...
Medo da morte? Também.
Ah, mas há outros medos que me dão mais medo...
Esses medos a que me reporto, a história poderá contar.
Refúgio nas Linhas
Eu poderia me declarar, mas o medo de ser rejeitada me faz recuar. Não nasci para o desprezo – nasci para ser aceita, amada e adorada. São as minhas exigências como mulher. Trago em mim a convicção de que a mulher nasceu para ser amada, admirada e idolatrada. É a minha essência: romântica, inteira e sonhadora. Prefiro recolher-me em mim mesma do que receber um “não” ou um “talvez” sem coragem. Há dentro de mim um lugar sagrado, reservado ao amor e o amor, quando chega, precisa ser inteiro.
Eu poderia ligar, mandar mensagens, áudios – qualquer outra coisa revelando o que sinto. Poderia fazer surpresas, enviar músicas que tocam meu coração e minha alma, músicas que talvez tocassem a dele também. Eu poderia escrever uma carta manuscrita. Cartas a próprio punho são tão românticas –revelam a presença íntima de quem escreve, o perfume do papel, o calor das mãos que desenharam palavras amorosas. É como se o coração encontrasse refúgio nas linhas.
Há tantas formas de se declarar. No amor são infinitas as possiblidades. Eu saberia como fazê-lo, mas e se...e se desse errado? E se ele apenas achasse graça da minha declaração? E se não entendesse minha intenção? E se não sentisse o mesmo que eu? Esses “e se” ficam pipocando na minha cabeça e não me deixam seguir adiante. Deixam-me em polvorosa, só de imaginar-me tentando me declarar – e recebendo um “não” como resposta.
Preciso tratar esse meu ferimento interno. Cuidar da autoestima que, talvez, ande em baixa. Não sei responder às perguntas que me faço diariamente sobre esse medo da rejeição. Já pensei, repensei, tentei encarar o que pode ter acontecido num passado não tão distante. Tentei relembrar fatos que me deixaram assim, mas nada vem à mente. Talvez, eu precise reorganizar meu mundo interno, entender que é coisa da minha cabeça, que esse medo não existe de verdade. Talvez essa rejeição que sinto seja apenas fruto da minha imaginação. Talvez seja só isto. Talvez.
Talvez eu escreva uma carta ou mande uma mensagem me declarando. Amar é se arriscar. É colocar o coração na beira do precipício. E se ele dizer não, aceitarei, pois terei dito o que sinto – e isso, por si só, já é uma forma de liberdade.
Rita Padoin
Escritora
A vida me ensinou a ser batalhadora e a seguir sem medo. Ensinou-me a não parar, a não me acostumar com o meio-termo nem com o pouco. Ensinou-me que, lá fora, a vida grita, esperando que eu vá ao seu encontro, e que parar é morrer lentamente.
Ensinou-me que, quando caminhamos sem olhar para o passado, seguimos sem medo de viver plenamente o presente. O futuro, esse, pertence somente a Deus. Lá fora, há um mundo nos esperando de braços abertos. E quando temos fome de viver, encontramos coragem para ir além das nossas próprias possibilidades.
Rita Padoin
Acredito que o medo da rejeição tenha origem em experiências passadas, como reflexo de algum trauma.
Deixamos o Criador de lado, abandonamos o amor e a igualdade social para dar espaço ao medo, à raiva e a tudo que há de pior na nossa essência corrompida.
O medo e a fúria tomaram o lugar da paz, e a vida perdeu o valor diante de corações empedernidos que só sabem semear a desgraça e o desespero.
Nem tudo que parece ser ruim é exatamente ruim,usam o medo para te manipular...
Não temo as sombras,as sombras são nossos aliados,necessários à nossa evolução.
Se todos lutassem unidos pela verdade ,sem medo ,o Brasil não estaria desse jeito.
Mas a preocupação maior, está , em ver se saiu bem na foto.
“Depois da faculdade, o medo tentará cercá-lo de regras e limites. Busque, porém, a sabedoria para distinguir aquelas que merecem ser seguidas das que precisam ser desobedecidas.”
A mentalidade antiprodutiva veste o medo com roupas técnicas e chama de ordem aquilo que muitas vezes é apenas esterilidade organizada
O chicote estralando, cabeça a milhão, o medo me forçando a parar, mas continuo repetindo em meu pensamento coração vai dar certo já deu certo....
Perazza . '.
Em todo o mundo, muitos homens se deixam dominar pelo medo diante das perseguições e das adversidades da vida, quando deveriam mostrar fé, confiança e sabedoria divina para viver dias abençoados, ousados e plenos.”
O Pai
Deus não fala comigo
nem uma palavrinha das que sussurra aos santos.
Sabe que tenho medo e, se o fizesse,
como um aborígine coberto de amuletos
sacrificaria aos estalidos da mata;
não me tirasse a vida um tal terror.
A seus afagos não sei como agradecer,
beija-flor que entra na tenda,
flor que sob meus olhos desabrocha,
três rolinhas imóveis sobre o muro
e uma alegria súbita,
gozo no espírito estremecendo a carne.
Mesmo depois de velha me trata como filhinha.
De tempestades, só mostra o começo e o fim.
Tempo
O tempo me chegou como um feroz devorador, mas devorou meu medo e a minha dor. Ele me deixou mais livre, solta e leve feito vento.
O tempo me fez ventar!
Nildinha Freitas
“Não quero uma fé que tenha medo das minhas perguntas! Quero uma fé que, depois de enfrentá-las, ainda encontre razões para permanecer.”
(Jasc)
