Medo de Falar
Hoje em dia, o medo e o mundo viraram uma coisa só.
Medo de ficar pobre;
Medo de perder alguém;
Medo de arriscar;
Medo de sentir dor;
Medo de se magoar;
Medo de ficar sozinho;
Medo de confiar;
Medo de amar;
Medo de ser julgado;
Medo de ser criticado;
Medo de causar má impressão;
Medo de ser mal visto;
Medo de ser a si mesmo;
Medo de andar por aí;
Medo de ser assaltado;
Medo das pessoas;
Medo de morrer;
Medo de viver...!
O medo tomou conta do mundo de tal forma que virou parte da nossa vida. Ele guia nossas escolhas, limita o que fazemos, nos impede de agir. Está em todas as partes, e muitas vezes nem percebemos, mas ele está lá, afetando nossas decisões e, muitas vezes, nos paralisando.
Esse medo, que se disfarça de proteção, nos impede de arriscar, de confiar, de viver de verdade. Ele nos faz viver em um estado constante de preocupação, pensando no que pode dar errado, nos fazendo focar no medo ao invés de aproveitar o momento. A insegurança nos faz esconder quem somos, seguir o que os outros esperam de nós, e nos afasta de nossa verdadeira essência.
Quando não enfrentamos esse medo, ele nos prende em uma rotina de cautela, onde a vida se torna uma série de passos pequenos e seguros, mas sem realmente vivermos. O maior medo que podemos ter é o de não viver, de deixar a vida passar enquanto tentamos evitar o medo. Ao encará-lo, podemos viver com mais autonomia, confiança e espontaneidade.
"A base do sistema tem sido sempre a mesma: manter as pessoas na ignorância, no medo e em guerra entre elas mesmas."
As pessoas têm medo de pensar, de questionar, de refletir, de tomar consciência do que acontece na sociedade, porque serão obrigadas a perceber a responsabilidade delas nesse estado de coisas. Mas, enquanto não querem tomar consciência do que acontece, a angústia fica ali dentro, gritando. E a cura para essa angústia é tomar consciência do que está acontecendo e fazer a sua parte, para que sua vida comece a ter sentido dentro do fluxo evolutivo da humanidade.
Já vivemos um apocalipse zumbi; e os zumbis se alimentam da carne do medo, do ódio e do ego, para manter vivo suas vidas mortas.
Fugir de algo que tem medo é um ato de medo, e o medo atrai o que você tem medo, até aprender a não ter mais.
O medo das consequências de viver o que quer obriga as pessoas a viver presas no que não quer, por medo.
"Habitar a desconfiança deixa cicatrizes profundas; a maior delas é o medo constante de que a verdade seja apenas uma máscara prestes a cair.
Esse estado de alerta nos rouba a leveza de caminhar desarmados. Esquecemos o prazer de apenas ser, sem o fardo de decifrar o mistério alheio.
Afinal, a paz começa quando compreendemos o limite: as atitudes dos outros pertencem a eles e ao tempo; a nós, cabe apenas o governo do próprio peito."
Quem evita matar a carência do afeto por medo de ser considerado "fraco", envelhece fraco e carente com medo da morte por falta de afeto.
