Medo de Falar
Quantas vezes paramos na frente do desconhecido e lá petrificamos? Ficamos sem entender: "dou o próximo passo? Será que vai dar certo?". E como o danado do tempo não perdoa, consome. Ah, como consome! O momento se vai e com ele nossos sonhos, nossas metas, anseios de felicidade ficam estagnados na incerteza de um movimento incompleto. Não restam dúvidas que o "se" ficará presente em instantes de reflexão. Hoje verifico que eu quero que o "se" se dane, para que em um futuro - ainda que ausente nas bases da moral e da ética - eu possa dizer: eu tentei!
A timidez é o mais vulgar de todos os fenômenos. O que há de mais vulgar em todos nós é termos medo de sermos ridículos…
Ela já atingiu diversas pessoas, já nos machucou e um dia sabemos que irá nos paralisar eternamente, porém sempre é um choque sua presença.
(A morte)
Todos temos o mesmo instinto para lutar ou fugir. Você foge quando tem medo, mas luta quando tem ira.
CARÍCIAS
Quero um dia sentir teu corpo como nunca senti antes...
Sem pressa... Sem medo... Sem segredo.
Quero te ter em meus braços e te explorar,
Mapear cada centímetro do teu corpo,
Sem temer o tempo que insiste,
Em não parar quando estou com você.
Quero sentir teu beijo de maneira suave
Para deixar guardado na lembrança,
Teu sabor inebriante... Sentir tua entrega
E por uma fração de segundos,
Fazer-te meu.
Acho que ela adora filmes de terror porque os motivos pra ter medo fazem sentido. Porque as coisas realmente assustadoras não seguem regras.
E também às vezes, quando estou deitada o medo volta a assaltar-me, o terror profundo do silêncio e do que me poderá sair desse silêncio para me atingir.
Eu então bato nas paredes, no chão, para acabar com o silêncio. Bato, canto, assobio com persistência até mandar o medo embora.
Se ao menos o medo me fizesse recuar, pelo contrário, avanço mais e mais na mesma proporção desse medo. É como se o medo fosse uma coragem ao contrário.
Às vezes, acordo no meio da noite e o medo toma conta de mim. E se minha vida for só isso? E se este for o meu lugar?
Descobri que, às vezes, momentos marcam nosso corpo. Eles estão ali, alojados sobre a pele como sementes pintadas de surpresa, tristeza ou medo. E se você virar para um lado ou cair, uma delas pode se soltar, pode se dissolver no sangue ou fizer surgir uma árvore inteira. Às vezes, quando uma se solta, todas começam a se soltar.
Quando encaramos todos os nossos medos
Aprendemos nossas lições através das lágrimas
Fizemos lembranças que sabíamos que nunca se apagariam
O medo de tentar novamente, de se entregar mais uma vez a alguém, um coração ferido e duramente machucado que um dia só deu amor, e por este mesmo motivo só se machucou
Será que devo mesmo tentar, e novamente acreditar, que um coração que se tornou frio pode mesmo voltar a amar sem medo algum de se machucar?
