Medo da Mulher Letrada
Por que o medo?
Se é tão clichê,
por que o medo de acabar em ruínas?
Porque o clichê sente.
E quando se ama inteiro,
até o final tem gosto de ferida.
O amor pode até parecer repetido,
mas o coração sabe,
nenhuma flor desabrocha igual,
nenhuma sombra é feita do mesmo sol,
nenhum mar reflete o mesmo céu,
nenhuma chama queima do mesmo jeito.
O medo não é do fim.
É de não deixar beleza
mesmo depois do adeus.
Com o tempo troquei o choro pelo medo,
engulo as lágrimas pela garganta e
puxo a saudade para os pulmões,
o medo é combatido pelas noites pinceladas de
solitude ou de toque que de longe se assemelha ao teu.
Mas a noite arrasta-se, longa e silenciosa,
sem promessa de alívio. Mesmo com o tempo eu ainda me
perco nos ecos do que já foi, que se escondem entre
as paredes frias da memória,
elas vêm como fantasmas, pálidas, distantes, mas
ainda tão vivas, lembrando-me daquilo que outrora fomos.
Como uma sombra que nunca nos abandona.
Entre o Riso e o Silêncio
Dizem que sou feito de risos soltos,de palavras que dançam sem medo,de uma leveza que não se aprende, de uma luz ímpar.
"Você tem um brilho no olhar", repetem, sem notar, o quanto arde, às vezes, esse brilho.
Eu me identifico com o Chapeleiro maluco, louco aos olhos do mundo, mas lúcido demais por dentro.
Veem loucura no meu sorriso,mas não enxergam a tristeza nos meus olhos.
E talvez nem queiram ver.
Carrego o riso como escudo,a piada como armadura, o exagero como alívio.
Porque mostrar a dor assusta, e calar é mais fácil do que explicar esse nó que a alma não desata.
Dentro de mim mora um vendaval, mas por fora... só o vento suave.
Sou tempestade em corpo de primavera torta.
E mesmo assim sigo,entre gargalhadas e silêncios, dançando com minhas sombras, abraçando minhas fendas, sendo loucura e lucidez, tudo ao mesmo tempo.
Os silêncios da minha alma
São feitos de ecos que se arrastam,
Com o peso do medo e da dor,
Que se enterram fundo no peito
E a voz se apaga antes de sair.
São silêncios de batalhas invisíveis,
Onde o corpo sorri, mas a alma sangra,
Onde os gritos não são ouvidos
E as palavras se perdem nas sombras do medo.
Na multidão, a solidão grita, em meio ao riso, o vazio se esconde,
A mente, uma tormenta constante,
Que nunca se aquieta, que nunca se rende.
São silêncios que falam muito mais
Do que qualquer palavra poderia dizer,
Dúvidas e certezas que dançam
Em um ciclo que não termina, mas insiste.
São silêncios de uma luta silenciosa,
Onde o corpo resiste, mas a mente se curva. E, no fim, talvez o silêncio seja apenas ogrito que nunca se permite ser ouvido.
Eu sou Guerreiro
Pra mim, a vida é um aprendizado.
A gente expressa o que sentir, sem medo de estar errado.
A vida é um labirinto, ninguém pode fugir.
Somos guerreiros de coração, prontos pra vir.
Seguindo sempre em frente, é difícil a caminhada,
Caindo e levantando, tirando as pedras da estrada.
Eu tenho fé em Deus, e nunca irei Desistir
Sou sonhador e isso tá em mim
A vida é traiçoeira, ela tentou me derrubar.
Levou a minha mãe, eu não quis acreditar.
Foi como uma tempestade que caía sobre mim,
Meus sonhos apagando... e eu nem aí.
Só vontade de sumir, de nunca mais voltar.
Perder quem amamos, não dá pra acreditar.
Saí pelas ruas pra poder refletir,
Pensamentos cheios, sem saber pra onde ir.
Lembrei das palavras que ela me falava:
"Não fique contra Deus, é Ele quem te salva."
A dor foi muito grande, mas eu tive que aceitar.
Deus sabe o que faz, não vou reclamar.
Só tenho a agradecer por estar aqui,
Com as pessoas que amo, que estão perto de mim.
Sou um guerreiro, e não vou parar.
Enquanto o sol brilhar, eu sempre vou lutar.
E recomeço uma nova caminhada,
Acreditando em mim, que esperança nunca acabar,
Eu sou guerreiro, e sempre vou lutar.
Vou seguir o meu caminho, e se eu cair, vou me levantar.
Porque guerreiro não pode desistir,
Luta até o fim, tá pronto pra vir.
AMARÉ
Passo a vida em mar aberto —
às vezes calmo, ora tempestade sem aviso.
Mesmo com medo de ondas altas,
há um receio ainda maior:
te perder em meio à extensa praia,
mesmo estando tão longe do perigo.
Ambos precisamos sempre tocar com os pés no fundo.
Como quem esquece que já aprendeu a nadar...
Por que ainda nos sentimos tão inseguros?
Quando o vento nos empurra
e o corpo, num súbito, mergulha,
buscamos um porto seguro
onde seja possível atracar.
Mas não tem jeito —
mesmo à deriva, só há uma alternativa.
Há momentos em que o coração
nos convida a saltar,
por mais turbulento que o meu mar possa estar.
E, em meio à queda, a pergunta:
Você não vem?
Mesmo sabendo que pode doer,
que depois de tanto esforço ainda podemos nos afogar,
te convido a seguirmos juntos —
nem que seja até uma próxima enseada.
E se lá também houver tempestades,
que ao menos sejamos abrigo um no outro,
pelo tempo que escolhermos estar.
E se houver calmaria,
que saibamos aproveitar a dádiva de flutuar sem medo.
Porque amar, no fim,
é escolher mergulhar —
mesmo sem saber, ao certo,
em que profundidade podemos chegar.
Prefiro morrer errando do que perder algo pelo meu próprio medo de errar.
Se eu tivesse que fazer a escolha entre morrer por dirigir no volante ou perder pontos numa simples prova, eu preferiria morrer sabendo que minha consciência errou em me criar, e não errou numa falsa interpretação por sua própria sabedoria.
A lógica é algo incrível, e perigoso. Ela cega o óbvio em troca de acertar afirmações difíceis. Prefiro errar todo o difícil e acertar todo o fácil, pois é muito mais fácil começar a treinar o difícil do que ter que reaprender todo o fácil. Minha consciência errou comigo em diferentes provas, e me senti pior do que quando errei de verdade.
tenho medo que interpretem demais minhas palavras:
que coloquem significados onde não existem
que fiquem focados em compreender muito esta ou aquela expressão
que se iludam buscando profundidade no raso e luz onde só há escuridão
que espelhem demais suas próprias frustrações naquilo que eu disse
porque eu raramente digo o que não queria dizer
é quase sempre direto, reto, sem arrodeios
mesmo quando invento palavras apenas porque acho mais bonitas de ler
tenho medo de quem perscruta cada colocação pronominal
caçando explicação que eu nunca desejei oferecer
trocando os verbos, pintando a roupa, tirando a tinta, podando o verso
quando tudo o que eu falo é tão simples
tão simples
tão simples
é coisa mais sobre sentir do que sobre entender...
A ânsia de ter e o medo de possuir.
O desejo ardente de usufruir o mundo - mas o receio de que, ao tocá-lo, ele se desfaça.
É a saudade do que nunca foi, De lembranças que habitam não o passado, mas o possível que não ousou acontecer.
São ecos do Ser, que sussurram verdades nas frestas do silêncio.
Verdades que — talvez — tenham ocorrido, não no tempo linear, mas na liberdade de Sócrates, onde o pensar é mais livre que o próprio corpo.
Ali, onde a mente fala, e revela, sem vergonha, que ela também mente.
O Porão
No fundo do poço tem um porão,
com paredes pintadas de frustração,
onde o medo sussurra um grito,
e um trauma vira manuscrito,
com gotas de sangue e suor,
cada linha descreve um terror,
uma lágrima marca o papel,
o choro pedindo socorro pro céu,
rimas de dores, nas nuvens escuras,
implorando respostas tão duras,
vozes perdidas, na calada elas vem,
trazendo memórias que fere também,
verdades malditas, rasgam o peito,
ecoam saudades, um vazio sem jeito,
riscar, apagar, deletar, já não é possível,
por mais previsível, um arquivo invisível,
tatuado na pele, realismo sem cor,
sombreado que marca, hà rumor,
se eu pudesse, amassar essa folha,
reiniciar, começar, faria outra escolha,
No fundo do posso tem um porão,
quadros, retratam passos sem chão,
meu corpo levita, e não sinto leveza,
me deixo levar, pela correnteza,
gelada, escura e lodo, exala o terror,
a fé se dissolve, enriquece o pavor,
arregalo os olhos, parece uma luz,
se apaga na grade, eu vejo o capuz.
Desejo poder expressar os meus sentimentos,
sem medo das consequências.
Optar, sem pensar no que virá pela frente,
ser mais emoção e menos razão.
Ter coragem para viver meus sonhos,
sair da bolha.
Permitir que as pessoas conheçam quem realmente sou:
intensa, dos pés à cabeça.
Uns escondem suas histórias, em segredo. Eu as compartilho, sem medo.
Erros e acertos, na jornada, são sinais.
Não importa a origem, destinos ou fins.
Como tratamos os outros revela quem somos, afinal.
Livro: O Respiro da Inspiração
Mãos trêmulas, o medo que prende
Como um aviso, uma premonição
Trazendo confusão e a mente se rende
Ao terror do acaso tirando o atraso
De um amanhã melhor
Que só vejo em sonhos distantes.
Talvez o medo de decepcionar
Acaba sendo o meu próprio inferno.
O nosso melhor nunca é suficiente,
Apenas o resultado importa.
Ninguém percebeu como eu tava
me esforçando
para me manter viva.
ninguém nunca quis saber como eu realmente estava,
apenas olharam e disseram:
"Não pode desistir ",
Quando tudo já caminhava pra isso.
O meu desejo nunca foi "vencer na vida" ,
e sim me sentir amada, vista e importante.
Até porque,
Não me trate como criança se for pra me cobrar como um adulto.
No final de tudo,
Eu sou uma jovem tentando entender a vida.
Alma triste
Alma triste delirante...
Ouviu na porta alguém bater.
O medo a paralisou...
‘Será a saudade que veio aqui me ver?’
Tem-na perseguido a dor...
Tem-na feito sofrer.
Alma triste e palpitante,
Pra bem longe tens que correr.
Anoitece quando o sol nasce.
Anoitece no meu coração.
Meu espírito melancólico
vive um infeliz viver.
( Amor alcoólatra.)
Em um fim de semana qualquer, sem tem medo de meter o pé, a cachaça já tava na mesa um cheiro forte de cerveja.
E quando te conheci, não tive pra onde ir, uma alcoólica de mim, me dá um tempo ai pra essa ressaca de você passar.
Desliga o celular! Meu bem vou te falar agora o que eu mais quero só serve gelada na hora, não demora.
( Refrão) Deixa eu te beijar, sentir que posso ser feliz, mostrar, mudar, não quero mais brigar, falar, gritar só se for pro coração que eu to morrendo de paixão. 2x
Deixa eu te beijar, sentir que posso ser feliz 2x
Essa cachaça doe em mim!
Pois desse mais uma garçom, põe uma caixa e aumenta som!!
Que eu vou esvaziar o bar inteiro, se essa mulher não admitir que sou seu amor cachaceiro.
( Refrão) Deixa eu te beijar, sentir que posso ser feliz, mostrar, mudar, não quero mais brigar, falar, gritar só se for pro coração que eu to morrendo de paixão. 2x
Amor deixa os problemas na TV, no nosso canto eles vão desaparecer.
Deixa eu te beijar, sentir que posso ser feliz, mostrar, mudar, não quero mais brigar.
Berrar, fingir, negar, mentir, deixa isso pra lá, do nosso jeito vamos nos cuidar.
Só vocês!
Deixa eu te beijar, sentir que posso ser feliz, mostrar, mudar, não quero mais brigar, falar, gritar só se for pro coração que eu to morrendo de paixão. 2x
Mais uma vez o culpado é o coração.
Medo de Ser Esquecido
por Marcos, escritor da literatura brasileira
No silêncio do peito bate um tambor,
eco de um medo antigo, disfarçado em amor.
O homem calado, o copo na mão,
esconde a insegurança em falsa razão.
Acha que vai ser trocado,
por alguém mais novo, mais ousado.
Mas não vê que o amor não se mede na idade,
e sim na alma, na cumplicidade.
Falta coragem de se mostrar frágil,
de dizer: "Eu tenho medo de não ser mais ágil."
Chora por dentro, mas ninguém vê,
vira tempestade pra não se perder.
A bebida embriaga, mas não apaga,
a dor da mente que sempre divaga.
Fica agressivo, grita, se fecha,
mas tudo isso é só a alma que se queixa.
Homem que ama, também sente frio,
mas prefere o orgulho ao desafio.
E no fundo, só quer ser amado,
sem o risco de ser trocado.
Captura insana que é olhar
Que saturação é a ação que pela empatia
Traz o dia a quem com medo deixou de pensar.
O foco ajusta, a luz clareia,
A lente revela o que antes era sombra.
No clique da vida, o instante se fixa,
E, mesmo sem planejar, a foto sai perfeita.
O que aconteceria de pior ou de extraordinário, se eu abraçasse plenamente quem eu sou?
O medo de ser julgada, o peso da expectativa alheia, a solidão de ser verdadeira em um mundo de máscaras?
Explorar quem sou, poderia revelar caminhos desconhecidos ou afastar aqueles que não estão prontos para ver além das aparências.
Mas, talvez, a maior tragédia seria negar a mim mesmo, sufocando a chama única que arde dentro de mim, minha essência.
