Medo
Quem tem medo de ser, já deixou de se tornar aquilo que sonha.
Pois quem sonha, consolida a razão no fazer,
entende que entre sonhar e viver existe uma escolha:
ou transformar o sonho em passos,
ou permanecer parado, vivendo só na imaginação.
Mesmo se o medo voltar
Me deixa só te lembrar
Que teu sonho tem raiz
E nasceu pra florescer — - Frase da música Enquanto Você Acreditar do dj gato amarelo
O Fraco foge da competição porque tem medo de descobrir o quanto é pequeno. O forte busca a competição porque quer descobrir o quanto pode crescer.
"A base do sistema tem sido sempre a mesma: manter as pessoas na ignorância, no medo e em guerra entre elas mesmas."
As pessoas têm medo de pensar, de questionar, de refletir, de tomar consciência do que acontece na sociedade, porque serão obrigadas a perceber a responsabilidade delas nesse estado de coisas. Mas, enquanto não querem tomar consciência do que acontece, a angústia fica ali dentro, gritando. E a cura para essa angústia é tomar consciência do que está acontecendo e fazer a sua parte, para que sua vida comece a ter sentido dentro do fluxo evolutivo da humanidade.
Fugir de algo que tem medo é um ato de medo, e o medo atrai o que você tem medo, até aprender a não ter mais.
Estou apaixonado por alguém que gosta de mim, e tem medo de sofrer, tem medo de viver uma vida desnorteada. E eu estou apaixonado por ela!
O cinismo é a armadura dos covardes, um escudo frio usado por quem tem medo de se decepcionar. O verdadeiro ato de rebeldia, em um mundo que cultiva o tédio e o escárnio, é manter-se apaixonado pelo que se faz. O entusiasmo não é uma euforia passageira, mas uma decisão espiritual de ver beleza onde a maioria só enxerga o óbvio.
A dor tem ouvidos finos, escuta o som exato do teu medo. Ela percebe quando você hesita, quando sorri por educação, quando diz “tá tudo bem” só para não mostrar o caos por dentro, ainda que a verdade escape pelos dedos.
A dor tem instinto, não tem pena. Sabe onde você se esconde quando finge estar forte. Aparece de mansinho… num silêncio, num sonho, num arrepio que não se explica. E cresce ali, no intervalo entre o que você sente e o que ousa admitir. Você pode mudar de cidade, trocar de corpo, de cama, de assunto. Pode se embriagar de vozes novas e promessas antigas. A dor não se apressa, ela sabe esperar o momento em que o barulho cansa.
No fundo, ela só quer ser reconhecida. Quer um nome, um rosto, um espaço pra existir. E quando, enfim, você a encara, percebe: ela sempre foi tua. Uma mensageira indesejada, mas sábia, apontando o que ainda pulsa mal curado.
Fugir dela é correr de si — e quanto mais rápido vai, mais se encontra. Há uma beleza triste nisso: descobrir que até a dor te ama o bastante pra não desistir de te ensinar. Encare-a, ela só quer que você saiba quem tu és e te mostrar o que você insiste em evitar.
(Douglas Duarte de Almeida)
