Medir
Mapear a eternidade exigiu dos homens medir a sombra do cosmos: às margens do Nilo, ergueu-se o infinito na exata proporção em que a terra recua ante o céu.
Reno Fioraso
Sentir rica é um estado de espírito"
O mundo tenta medir o sucesso por coisas que o tempo apaga, mas a verdadeira riqueza é um tesouro que a gente carrega na alma. Eu me sentir rica acontece todas as manhãs quando acordo e percebo que nossos caminhos se cruzaram nesta existência. Olhar para a nossa vida, celebrar nossas conquistas e sentir o abrigo dos teus braços é ter a certeza de um reencontro abençoado. Cuidar do teu ser e me sentir cuidada por ti é o que me faz rica, em uma sintonia que vai muito além desta vida."
Sentir rica na simplicidade de ser
"O mundo costuma medir o sucesso pelo que acumulamos, mas o meu sentir
mora no invisível. É sentar na minha casa, olhar ao meu redor e honrar cada pequena coisa que me cerca. É ter saúde para comer o meu alimento, receber o calor de um abraço sincero e ouvir o canto de um pássaro na janela. Mesmo quando as pessoas olham para mim e acham que eu não tenho nada, eu sorrio em silêncio. Eu sei que sou rica, porque a verdadeira abundância não está nas posses, mas na paz de agradecer por tudo o que a vida me dá.
Saudades
Saudade é uma distância
que o coração se recusa a medir.
É olhar para o caminho percorrido
e descobrir que alguma parte de nós
ainda mora onde tudo começou.
Saudade é a voz de quem amamos
atravessando os anos em silêncio,
é um olhar guardado na memória,
um portão, uma despedida,
um “Deus te abençoe”
que o tempo nunca conseguiu apagar.
Partimos porque tínhamos sonhos,
mas ninguém nos contou
que alguns sonhos carregam ausências.
E seguimos…
entre conquistas e lembranças,
aprendendo que vencer também dói
quando não podemos abraçar
quem nos ensinou a sonhar.
Hoje compreendo:
quem parte não deixa tudo para trás.
Leva consigo os afetos, as raízes,
os gestos e as vozes.
Porque saudade talvez seja isso:
o amor quando já não cabe no presente
e decide morar para sempre
dentro de nós.
"Presença sem aprisionar, cuidado sem sufocar, doação sem medir: eis o que significa amar e permanecer."
Medir a justiça pela a própria dor e um erro Moralmente perigoso, pois ao sofrer uma injustiça permitimos que ela determine quem nós tornaremos depois. Como dizia Marco Aurélio: “O melhor modo de se vingar de um inimigo é não se tornar-se semelhante a ele.”
nossa liturgia.
Entre nós há uma distância
que nenhum mapa saberia medir,
porque não se mede em léguas
o que duas almas precisam conter
quando nasceram querendo se encontrar.
Há cidades entre nossos passos,
noites inteiras entre nossas mãos,
e uma espécie de silêncio
que aprendemos a chamar de prudência
para não chamar de paixão.
Tu sabe.
Eu sei.
E talvez seja justamente isso
o que torna tudo tão difícil
não há dúvida que nos salve,
nem inocência que nos proteja.
Há apenas essa certeza mútua,
quieta e quase cruel,
de que se fosse fácil,
nós já teríamos vivido tudo.
Porque há um amor reprimido
morando no intervalo das palavras,
um incêndio educado pela distância,
uma vontade que baixa os olhos
toda vez que o desejo ameaça dizer seu nome.
E quando penso em ti,
não penso somente no encontro.
Penso naquilo que viria depois dele
a demora dos dedos,
o repouso da cabeça junto ao peito,
o abraço que não teria pressa de acabar,
como se nossos corpos finalmente descobrissem
uma língua que a boca jamais aprendeu.
Talvez nossas mãos já se procurem
sem que saibam.
Talvez, em alguma noite distante,
quando o sono demora e o quarto se cala,
tu também imagine minha presença
chegando devagar,
como quem atravessa a escuridão
sem querer acordar a saudade.
E eu te imagino fazendo o mesmo.
Dois desejos separados por quilômetros,
dois corações fingindo serenidade,
duas vontades absurdamente próximas
vivendo em geografias diferentes.
É estranho amar assim.
Ter alguém tão perto do pensamento
e tão longe da pele.
Saber o caminho até os olhos,
mas não poder percorrê-lo.
Conhecer a curva do sorriso,
mas não poder guardar o rosto entre as mãos.
Querer dizer fica
quando tudo ao redor insiste em dizer longe.
E talvez seja por isso
que nosso amor pareça tão pequeno por fora
e tão imenso por dentro.
Porque aquilo que poderia ser vivido
precisa ser imaginado.
O beijo se torna hipótese.
O abraço, memória de um futuro.
O toque, uma espécie de oração
que ambos fazemos em silêncio.
Mas há uma coisa que a distância não conseguiu levar
a vontade.
Ela permanece.
Permanece quando conversamos,
quando nos despedimos,
quando fingimos que certas palavras
não carregam segundas intenções.
Permanece naquela fração de segundo
em que nossos olhos se encontram
e ninguém sabe muito bem
quem desviou primeiro.
E se um dia a distância ceder,
se o acaso for gentil conosco,
se as estradas finalmente resolverem
terminar no mesmo lugar,
não haverá muito o que explicar.
Talvez apenas silêncio.
Porque depois de tanto tempo
reprimindo o que sentimos,
o primeiro toque dirá tudo.
E haverá nos nossos corpos
a estranha familiaridade
de quem esperou demais
por algo que sempre soube reconhecer.
Então talvez descubriremos
que não era exagero,
nem carência,
nem fantasia.
Era somente amor
sem espaço suficiente para acontecer.
E quando houver espaço,
quando não houver mais quilômetros
entre a tua mão e a minha,
não haverá pressa.
Haverá fome de presença.
Haverá o abraço demorado
de quem finalmente pode tocar
aquilo que passou tanto tempo
amando de longe.
E talvez seja essa a nossa tragédia
não nos falta amor.
"O perigo de medir o outro com a própria medida, é que os canalhas e os mau-caráter, costumam medir as pessoas de boa índole com as suas medidas, com base naquilo que eles são. Jamais isso deveria ocorrer, mas infelizmente ocorrem constantemente. Os que procedem de modo justo, continuam sendo injustiçados pelos perversos. No entanto, não podemos esperar justiça de quem ignora o que é justo e que prática a iniquidade constantemente. Por tanto, os canalhas procedem de modo covarde e hediondo em meio as sua malícias"
Olhos De Poesia
Há quem veja o mundo com os olhos da poesia
e aprenda a medir o tempo pela luz do amanhecer
e pelo jeito que o sol se curva ao partir,
deixando nas janelas o rastro de ouro que ficou.
O vento empurra nuvens como barcos de algodão,
a vida acontece nos intervalos que ignoramos,
o café esfriando, a xícara vazia,
o silêncio entre duas palavras ditas.
As coisas ordinárias são as mais extraordinárias,
só porque poucos se dão ao trabalho de notar.
Um minuto pode virar saudade doce,
uma tristeza pode marcar a alma como cicatriz palpável.
A maioria caminha por esse mundo como errante,
sem experimentar a poesia que a própria vida é,
sem perceber que tudo exige aprender a dualidade,
entender o fim, a morte, o ponto final,
e saber também que tudo pode reiniciar,
que mesmo no meio do caos mais denso
ainda há possibilidade de um final bom,
de um raio de sol atravessando a tempestade.
Quem enxerga assim vive de verdade.
Medir os outros com nossa RÉGUA, me faz lembrar aquela velha história!!!
O marido todos os dias parava diante da sua janela, olhava as roupas dos vizinhos no varal e dizia: Olha mulher, as roupas dos vizinhos são sujas e encardidas!!!
Um dia sua mulher respondeu: Não meu marido, o que está SUJO e ENCARDIDO são os vidros da nossa janela!!!
Medir os outros com nossa RÉGUA, podemos citar este exemplo:
José sempre espiava a casa do vizinho pela sua janela, um dia disse para sua mulher: Você já viu como as roupas no varal dos vizinhos estão sujas e encardidas!!!
A mulher do José olhou para as roupas no varal do vizinho e disse: José, não são as roupas no varal do vizinho que estão sujas e encardidas, são os vidros da nossa janela que estão sujos e encardidos!!!
Se me perguntarem o quanto te amo, não saberei responder. Porque medir esse sentimento seria como tentar contar as estrelas ou alcançar o fim do céu… impossível saber onde começa ou termina algo que simplesmente não tem fim.
"Submeter a inteligência do sujeito a um teste psicométrico é como medir a pegada no barro para dizer a capacidade do caminhante: você fica com a régua na mão analisando o tamanho do sapato, enquanto o sujeito já está a dez quilômetros de distância, pensando e decidindo-a sem a sua tabela nem desconfiar."
Quem lhes deu autoridade para medir
a profundidade da comunhão entre uma alma e o seu Senhor? miriamleal
Caí tantas vezes que aprendi a medir a altura do chão. Levantei com precisão, passo a passo. Hoje caminho sem medo do vão.
- Relacionados
- O Amor não se pode Medir
