Me Perdoa mas eu Tentei

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Ter o controle total do meu destino perde o sentido quando o destino que eu realmente queria construir foi cancelado sem o meu voto.

Eu não tô mais esperando ela voltar. Eu tô esperando eu mesmo voltar pro meu corpo.

Eu me sinto um museu vivo de uma história que já faliu.

O algoritmo é o ex mais tóxico que eu já tive.

Hoje eu percebi que eu parei de cair. Não que eu esteja de pé, firme e forte, mas eu parei de despencar.

É como se eu tivesse achado um degrau no meio do poço e resolvido sentar ali por um tempo.

Eu virei um profissional em carregar esse luto sem deixar ele transbordar no meio da rua.

Hoje a cor que eu quero é o dourado dessa cerveja, que é a única coisa que brilha sem me cobrar um sorriso de volta.

Eu sou o único responsável por colorir o meu dia de novo. Ninguém vai vir com uma paleta de cores me resgatar.

Hoje eu preciso de uma bebida que não tenha história, que não tenha safra e que não me lembre de nenhum brinde que a gente deixou de fazer.

Tenho saudade de mim
Do abraço apertado que eu nunca darei
Do amor prometido que não pagarei

As vezes eu queria ter alguém a quem pudesse me sentir conectada. Saber ser um porto seguro, um espelho de algum modo. Cada vez mais percebo o quanto estou distante, e sempre estive, de todas as pessoas que conheço. Acho que nunca tive esse tipo de conexão, nem com a minha família, nem com ninguém. Sempre fui um pato fora d'água, sem ter ideia de pra onde ir.
- Marcela Lobato

Tem momentos onde percebo muito claramente que nunca vou encontrar alguém como eu, e nem que seja capaz de me entender em algum nível. Eu sempre vou estar sozinha. Sempre será assim. Mesmo que houvesse milhões de pessoas aqui, ainda estaria completa e absolutamente só.
- Marcela Lobato

Eu quero ser a sua bainha para guardar a minha loucura;

Das exigências de vida


A vida exige demais da gente... e eu não acredito que a gente tenha sido feito pra viver correndo... correndo atrás de algo que nem sabemos se vamos ou não alcançar... e se a gente alcançar... vai continuar a correr pra outra coisa mais lá na frente alcançar... e assim a gente vai vivendo... correndo!
Correndo... chegando... alcançando... recomeçando... correndo... ad infinitum...
Precisa ser assim? Diz pra mim? A gente tem de correr do começo ao fim?
Correndo não dá pra ter qualidade de vida... e eu acho que nem vai aumentar a quantidade... é bem provável... que correndo... será menos qualidade e quantidade, inclusive.
Então, vamos lá... devagar caminhar... a paisagem ao seu redor admirar... é primavera... que tal parar para o perfume das flores aspirar?
Cittaslow... uma organização não governamental lá da Itália... fundada em 1999. Qual o objetivo? Reduzir a velocidade nas cidades para aumentar a qualidade ... qua-li-da-de.... de vida de seus habitantes.
Eu procurei, na lista das cidades que fazem parte dessa organização, uma cidade aqui do Brasil... ia fazer as malas e me mandar pra lá. Encontrei nenhuma!!! O jeito é ficar no meu lugar e por conta mesmo o meu entorno lento... lento... bem lento tornar ;) vou começar a andar mais devagar!!

Vamos!?


Rosangela Calza

Eu tenho mil faces e, de tanto mudá-las,
Já por tanto tempo, já não lembro mais
Do meu verdadeiro rosto.

Também acho que falta para essa geração uma bandeira. Cada geração tem uma causa: eu, por exemplo, fui da geração das Diretas Já. Essa rebeldia da juventude nasce na dor, na indignação, e essa indignação está demorando para surgir. Eu me ressinto da falta de renovação, do quão distante a nossa juventude está da política, dos movimentos sociais e partidários.


(Simone Tebet)

O Império da Ignorância e a Busca pelo Eu e o Sentido da Vida Inatingível"
A pergunta que atormenta o mundo e a nós mesmos é quem verdadeiramente somos, já que até o nosso nome foi escolhido por outros e nossa vida virou um amontoado de números, documentos, títulos, cargos e posses materiais — nos transformamos em tudo, menos em nós mesmos. Vestir a imagem e a máscara que a sociedade espera é uma forma lenta de desaparecer, tornando-se um mero personagem da própria história sem saber em que momento tudo começou. A grande maioria sequer é capaz de raciocinar sobre o existencialismo; nela reina a prevalência da ignorância em detrimento da busca do eu, da existência e do sentido da vida. Esse mal, que é a mais pura, cruel e terrível ignorância, mata o sujeito por dentro, mas ironicamente o deixa sob o alívio anestesiado, esvaziado da capacidade de questionar qualquer coisa, inclusive a si mesmo, vegetando como um barco sem velas à deriva.Por outro lado, os poucos que buscam a contestação parecem carregar o sofrimento libertador de quem busca a verdade. Na busca faminta de si mesmos, do porquê da existência e de seus objetivos, vivem em uma lapidação constante e dolorosa, quase uma eterna retrogradação. Buscam uma verdade real do 'eu' que se mostra inatingível neste plano, uma realidade oculta que fomos iludidos a acreditar, fazendo com que muitos nasçam, cresçam e morram sem respostas.Essa verdade absoluta permanece inalcançável aos vivos. Só estaremos de frente com ela após a morte.Diante desse cenário, a verdadeira coragem não está em sustentar a aparência exterior, mas em ousar adentrar em nosso eu para perguntar qual é a própria e verdadeira identidade. Buscar conhecer a si mesmo — sabendo que o que nos faz genuínos é justamente não tentar ser, pois a essência morre no instante em que vira esforço."

Eu sou uma sobrevivente, hoje, amanhã e sempre.

Eu me refaço em silêncio todos os dias.

Enquanto o mundo acredita que nada mudou, por dentro eu reconstruo ruínas, recolho pedaços, costuro feridas e reaprendo a existir.

Meu coração grita em um barulho sem voz.

Ninguém ouve, porque nem toda dor faz som. Algumas apenas ecoam dentro da alma, transformando quem somos antes mesmo que a gente perceba.

E, ainda assim, eu continuo.

Porque sobreviver também é uma forma de renascer. E há batalhas que são vencidas sem aplausos, apenas com a coragem de acordar e recomeçar mais uma vez.