Me Perco dentro da Saudade
08 de abril - Dia do povo cigano 💃
Oração Cigana 💃
Salve a Lua, salve o Sol!
Salve a Noite, salve o Dia!
Salve a Força do Universo,
salve o Poder da Natureza!
Salve os quatro Elementos:
salve a Água e a Terra,
salve o Fogo e o Ar!
Salve a Fauna, salve a Flora!
Salve o meu Anjo Guardião,
e todas as Entidades de Luz
que me guiam,
que me guardam,
que me protegem!
Salve a Vida,
e todo o sagrado aprendizado
que nela pulsa e floresce.
💃 ✍️ @MiriamDaCosta
Ela aprendeu a ler
não somente
as letras,
as frases,
os textos
e os livros ...
qualquer pessoa
alfabetizada
é capaz disso.
Ela
já cursava a leitura
e a interpretação
dos sinais,
das entrelinhas
e dos mistérios da natureza,
do tempo e das pessoas,
antes mesmo de ser alfabetizada.
✍@MiriamDaCosta
Um verdadeiro poeta
não faz poesia para os leitores,
prefere fazer leitores
para as suas poesias.
Ele escolhe descrever
as nuances da alma humana
em seus versos,
e assim vai...
acariciando
ou golpeando
cada leitor.
Um verdadeiro poeta
não corteja aplausos,
não se curva à pressa
do entendimento,
nem adestra palavras
para caberem em bocas distraídas.
Ele escreve
como quem acende incêndios
em territórios ainda intactos,
como quem abre fendas
na superfície lisa do pensamento.
Escolhe habitar
as multifaces da alma humana,
as zonas de sombra,
os excessos de luz,
os silêncios que gritam
e as verdades
que ninguém ousa nomear.
E assim vai...
verso após verso,
sem pedir licença,
ora acaricia,
como quem reconhece feridas
e sopra delicadeza sobre elas,
ora golpeia,
como quem rompe couraças antigas
e expõe o que o leitor
passou a vida inteira evitando ver.
Porque sabe,
não é o leitor que encontra o poema,
é o poema que encontra o leitor
e o atravessa.
E, quando isso acontece,
já não se sai ileso,
algo se desloca,
algo se inaugura,
algo se ganha ou se perde
para sempre.
E é nesse instante,
silencioso, íntimo, irreversível,
que nasce, enfim,
um leitor.
✍@MiriamDaCosta
Ser
tem um valor elevadíssimo
e cobra um preço
que não se parcela,
não se negocia,
não se adia.
Ser exige sangue, suor,
pele, carne, coragem,
determinação, resiliência
e a renúncia dolorosa
de todas as máscaras confortáveis.
E a maioria dos “eus”
que transitam
nesse mundo apressado e raso
prefere o disfarce, a superfície,
o aplauso fácil e estantâneo
do não-ser.
Porque não possuem crédito,
nem lastro,
nem a ousadia necessária
para sustentar o peso
de existir em verdade.
Então vivem…
mas não são.
✍@MiriamDaCosta
Paz de espírito?!
É um poder espiritual interior
que bem material algum
consegue negociar.
A paz de espírito
é um poder silencioso e íntimo,
um território sagrado,
onde nenhum bem material
tem moeda suficiente
para sequer tentar entrar.
✍@MiriamDaCosta
É terrível ver
tantos seguidores
da ignorância.
É triste ver
tanta cafonice
cultural.
É terrível
ver a ignorância
com tantos fiéis.
É triste
ver a cultura
reduzida ao raso.
✍@MiriamDaCosta
Assim como a aquarela
confia à água
o destino das cores,
eu confio ao tempo
o desdobrar do que sou.
Porque há uma sabedoria silenciosa
no que escorre,
no que amadurece sem pressa,
no que se transforma
sem anunciar o instante
exato da mudança.
E assim caminho,
não em disputa com os dias,
mas em suave
convivência com eles.
Trabalhando minha evolução
como quem pinta devagar
sobre o papel da existência,
deixando que o tempo,
com sua natureza fluida,
também participe da obra
que sou...
✍@MiriamDaCosta
A dona Vergonha
perdeu a vergonha na cara...
E, toda desavergonhada,
anda se exibindo pelo mundo
despudoradamente orgulhosa
e cheia de si.
Desfilando em palanques,
em telas, em discursos vazios,
vestida de cinismo fino
e perfumes de hipocrisia.
Já não cora,
já não baixa os olhos,
já não se esconde nas sombras
como outrora fazia.
Agora gargalha alto,
aplaudida por plateias cegas,
que confundem ausência de pudor
com coragem e ousadia.
E assim, sem rubor,
sem freio, sem medida,
a Vergonha, outrora virtude discreta,
virou espetáculo,
virou moeda corrente na vida.
E eu, do lado de cá,
ainda procuro, entre os escombros,
um resto dela…
nem que seja um vestígio,
um sopro,
um rubor tardio
na face da humanidade.
✍@MiriamDaCosta
Quem sou eu?
Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.
Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.
Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.
Quem sou eu?
Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.
O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.
Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.
Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.
Quem sou eu?
Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.
Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.
Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.
Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.
No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...
✍@MiriamDaCosta
Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...
um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre.
Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência.
O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência.
E eu,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de moralidade e de humanidade.
O mundo é um enorme lixão
que transborda sujeira e fedor
por todos os lados,
até no espaço extraterrestre!
✍@MiriamDaCosta
Ando cansada de todos os absurdos
que, de forma quase banal,
se apresentam como pontuais
enquanto se espalham
feito praga silenciosa
pelos dias do Brasil
e do mundo.
Cansada dessa coreografia grotesca
onde o incoerente se veste de lógica
e o injusto se disfarça de ordem.
Cansada de ver o espanto morrer
aos poucos, porque tudo já parece
esperado demais.
E o mais exaustivo não é o absurdo em si,
mas a naturalidade com que ele se instala,
se acomoda e passa a ser considerado normal.
✍@MiriamDaCosta
Ode às Sete Belas Artes
Óh! Sete faces do indizível,
sete caminhos
para tocar o invisível.
Sois vós,
Belas Artes,
que traduzis o mundo
quando a palavra falha
e o silêncio transborda.
A ti, Arquitetura,
erguida entre o sonho e o cálculo,
que moldas o espaço
e ofereces abrigo ao tempo,
és o corpo onde a vida acontece.
A ti, Escultura,
que arrancas da matéria bruta
a delicadeza do gesto eterno,
como se o mármore lembrasse
que já foi carne.
A ti, Pintura,
que aprisionas instantes
em cores que respiram,
e fazes da tela
um território onde o olhar se perde
para enfim se encontrar.
A ti, Música,
invisível e absoluta,
que atravessas o peito
sem pedir licença
e reorganizas o caos
em harmonia ou tempestade.
A ti, Literatura,
que fazes do verbo
carne, sangue e memória,
e transformas palavras
em mundos habitáveis.
A ti, Dança,
linguagem do corpo em liberdade,
onde cada movimento
é um grito sem voz
e um poema em movimento.
E a ti, Cinema,
síntese viva de todas as outras,
que costuras tempo, imagem e som
e nos convidas
a sonhar de olhos abertos.
Óh! Artes!
sem vós, o mundo seria raso,
um deserto de sentidos,
uma existência sem eco.
Mas convosco,
até a dor encontra forma,
até o caos encontra ritmo,
até o efêmero
ousa tocar o eterno.
Sois vós
que impedis o humano
de esquecer que sente,
que pensa,
que cria,
e, sobretudo,
que existe para além
da própria existência.
✍@MiriamDaCosta
📆 15 de abril - dia mundial da arte
Ode à Arte
Óh! Arte!
O que seria do mundo sem a Arte?
Seria um corpo erguido
sem alma para habitá-lo,
um grito contido
sem coragem de ecoar.
Seria o cinza
imposto como destino,
a existência reduzida
ao cálculo frio do sobreviver.
Mas tu,
insurgente e indomável,
rasgas o véu da obviedade
e devolves ao humano
o direito de sentir.
És o sopro que colore o caos,
a desordem que revela sentidos,
a ferida que sangra beleza
e a beleza que não teme a dor.
Na tua linguagem
cabem todos os silêncios,
todos os excessos,
todas as contradições de existir.
És abrigo e abismo,
espelho e vertigem,
carícia e ruptura.
E é por ti
que o homem não sucumbe
por inteiro
à brutalidade do mundo
porque onde
a realidade endurece,
tu floresces.
E onde tudo parece
perdido,
tu insistes…
em criar.
✍@MiriamDaCosta
Vejo a atual crise cognitiva generalizada
como consequência
de uma desproporção profunda
entre prioridades e valores.
De um lado,
a digitalização,
onde quase todos já “nascem” ágeis,
rápidos, responsivos, treinados
para tocar, deslizar, reagir.
Do outro,
o processo
de alfabetização funcional,
lento, exigente, silencioso,
que pede tempo, atenção e permanência
para compreender, interpretar, elaborar.
Não se trata, porém,
de uma inteligência ampliada,
mas de uma habilidade deslocada,
onde sabe-se operar,
mas não necessariamente interpretar
e entender.
A velocidade
passou a valer mais
que a compreensão.
A resposta imediata
mais que a reflexão.
O acesso,
mais que o sentido.
E assim
se instaura o descompasso:
muita informação, pouca assimilação;
muita opinião, pouca elaboração;
muito ruído, pouca escuta;
muito falar, pouco dizer.
Talvez...
não estejamos diante
de uma falta de inteligência,
mas de uma inversão
de valores cognitivos,
onde pensar profundamente
se torna quase um ato de resistência.
Em decorrência...
a inteligência artificial
vai desenvolvendo-se
enquanto
a inteligência natural,
quando não estimulada
e exercitada,
corre o risco de adormecer.
Que não venhamos
a assistir, inertes,
à sua entrada
em coma profundo.
✍@MiriamDaCosta
A razão pertence aos parvos.
Muito se discute, chegando-se até ao extremo de agressões verbais e físicas na tentativa de impor a própria razão.
Esse fato, tão instintivamente primitivo, lamentavelmente ilustra o triste processo de perder a razão, mesmo quando ainda existia algum vestígio dela.
A razão é um complexo entrelaçamento de múltiplas razões.
Reconhecer e respeitar essa complexidade são prerrogativas individuais para um processo cívico de crescimento, evolução cognitiva e equilíbrio emotivo nas relações humanas.
Mas…
infelizmente, somos medíocres anões diante dessa gigante capacidade evolutiva que nos habita.
O universo da razão está a anos-luz
do céu ofuscado
pelas razões humanas.
✍@MiriamDaCosta
Eu não tenho barco
Eu não tenho lancha
Eu não tenho jetski
Eu não tenho iPhone
Eu não tenho jatinho
Eu não tenho helicóptero
Eu não tenho carro de luxo
E nunca deixei o Brasil
Vivo aqui honestamente
Nunca aliciei e nem trafiquei ninguém!
Que orgulho eu tenho de mim!
Enfermagem Psiquiátrica Forense:Saúde, Ética e Justiça
Cuidado com pessoas muito sedutoras,pois elas podem te provocar e te hipnotizar e causar teu desequilíbrio.Elas também podem usar sua atitude desequilibrada para se vitimizar.Cobras mostram a língua para seduzir suas presas e logo depois dão o bote.Psicopatas seduzem suas vítimas e depois descartam e enganam.
Maturidade é não dirigir depois de beber,mas preferir voltar de táxi.É valorizar as viagens de fim de semana,momentos em família e os tempos em casa vendo TV ou lendo um livro.É saber que o dinheiro também importa,mas que não é o essencial.É se doar por inteiro em tudo o que for fazer.Ser maduro também é não comprar água sem gás.Ser seletivo nas músicas,nos filmes e também nas amizades. Também é não mergulhar fundo em paixões rasas e vazias e buscar o amor que foi perdido no tempo e celebrar a vida e o futuro com quem agente gosta ou ama sem se importar em agradar os outros,mas em ser feliz.
