Me Perco dentro da Saudade

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As palavras e os sons,
às vezes,
passam voando
diante de nossas orelhas.


Muitas vezes,
criam residência fixa
nos ouvidos de nossas almas.


✍©️@MiriamDaCosta

Nas mãos
eu trago versos
e na alma
a Primavera.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu tenho uma espécie de simbiose
com a profundidade.
E tenho um certo quê de radical
e de extremos.


Almejo elevar-me e amo as alturas,
seja em pensamentos, sentimentos ou atitudes.


Mas nem por isso
deixo de amar e respeitar
as minhas quedas e os meus abissais,
pois, afinal, eles foram e são
parte da estrutura
na construção de quem sou.


A minha escritura,
ora intensa e visceral,
ora mais leve e racional,
convive em si
com o meu paraíso
e o meu inferno.


Meu lirismo poético
me fornece um olfato capaz
de inalar essências
que muitas vezes
passam despercebidas.


Assim como, em outras vezes,
vai desfolhando o meu âmago
até a fratura exposta do meu ser.


Não sei viver sem escrever,
assim como
não sobreviveria sem poesia.


A escritura me salva
e a poesia me descreve
nos meandros extremos do meu ser.


Dito isso,
assumo o compromisso
de respeito e lealdade
com as palavras.


Palavras são seres sagrados
no altar do meu viver.


Então não venham me dizer
o que posso ou devo escrever.


Apreciar ou não
é algo subjetivo.


Concordar ou não
é indicativo.


Respeitar
é imperativo.
✍©️@MiriamDaCosta

A crise do jornalismo talvez esteja no momento em que a informação dos fatos é substituída por opiniões de parte.


E talvez seja justamente por isso que,
em certos casos, blogueiros, criadores de conteúdo e simples pensadores acabam conquistando mais credibilidade
do que os próprios profissionais do ofício.
✍©️@MiriamDaCosta

* O Dia Nacional 🇧🇷 da Poesia
é comemorado em 14 de Março homenageando o nascimento do poeta baiano #CastroAlves, o "Poeta dos Escravos".
A data celebra a arte de escrever em versos,
a sensibilidade e a importância da literatura
na cultura, embora outra data (31 de outubro) tenha sido oficializada posteriormente.*


Os que "negam" a poesia


Sempre desconfio
daquelas pessoas muito práticas,
muito racionais,
muito seguras de si,
que, ao ouvir a palavra poesia,
apressam-se em declarar:


“Isso não é a minha praia.”
“Poesia não é para mim.”


Há ainda os mais severos,
os que dizem sem pudor:


“Poesia é coisa estúpida.”
“Bobagem de sonhadores.”
“Coisa de gente triste
ou depressiva.”


Talvez eu esteja enganada…
mas desconfio profundamente
que são justamente esses
os que mais se reconhecem
na poesia
quando a solidão
fecha a porta do mundo
e os deixa a sós
com a própria alma.


Nesses instantes silenciosos,
onde ninguém observa,
eles leem um verso,
escutam uma canção,
ou tropeçam numa palavra
e sentem algo
se mover por dentro.


Mas jamais confessariam isso.
Jamais!
Preferem manter
o orgulho intacto
e o coração trancado.


Que tolice…
Ainda não perceberam
que os poetas
(seres abençoados)
sempre souberam
de um segredo antigo:


a poesia é também um espelho,
mas um espelho estranho,
onde a alma se vê
antes mesmo de saber
que estava se olhando.


E diante dele todas as almas,
as sensíveis e as endurecidas,
as luminosas e as sombrias,
acabam, inevitavelmente,
por se refletir.


Porque a poesia
não pertence
apenas aos poetas.


Ela pertence
àquilo que em todos nós
ainda lembra de sentir
pulsar.
✍©️@MiriamDaCosta

Boa tarde a @todos!


Qual é o plano de governo Trump para os EUA?!...


1 Implicar com o mundo.
2 Ameaçar o mundo
3 Atacar o mundo
4 Prender 1/2 mundo.
5 Controlar o mundo.
6 Mandar no mundo.
7 Explorar o mundo.


Além, é claro, de tentar cobrir o sol com a peneira... caso Epstein


@MiriamDaCosta

O Estreito de Ormuz
que agora, de faíscas reluz,
ficou estreito para o mundo,
culpa do imperialismo iracundo
de Trump e Netanyahu, esses nauseabundos,
que vivem estreitos e imundos
nos seus sórdidos ideais infecundos.

O espelho retrovisor
não existe apenas
para retocar o batom ou rímel.


Ele é
uma pequena janela
aberta sobre o que ficou atrás.


Ali cintilam
avisos tardios,
movimentos súbitos,
sinais discretos
de perigos que se aproximam
pela retaguarda do tempo.


Na estrada da vida
ele funciona
como um painel silencioso
de advertências.


Mas o destino
não se revela
no que ficou para trás.


Por isso seguimos
com os olhos voltados
para o horizonte,
inevitavelmente chamadas
pelo futuro,
sem esquecer
que os vestígios do passado
ainda piscam
no pequeno espelho
da memória.


✍©️@MiriamDaCosta

A política deve vigiar a si mesma
para não se converter em religião,
onde dogmas substituem o pensamento
e a fé ocupa o lugar da razão.


E a religião deve guardar distância da política,
para que o sagrado não seja usado
como ferramenta de poder.


Quando a política vira religião,
nasce o fanatismo.


Quando a religião vira política,
nasce o poder travestido de fé.
✍©️@MiriamDaCosta

É impossível estender a escritura
no varal da existência
para secar ao vento do viver,


se imediatamente
chega a tempestade
da inspiração
para encharcá-la.
✍©️@MiriamDaCosta

O poeta é um ser múltiplo,
amorfo como a névoa
antes de ganhar forma no horizonte.


Vive em permanente desintegração,
como estrela antiga
que se desfaz em luz.


E, no entanto,
recompõe-se em silêncio
num outro organismo,


um corpo de palavras
que respira além da carne,
um corpo poético
que transcende
a breve matéria do seu criador.


✍©️@MiriamDaCosta

Enquanto o mundo adorna-se
com conflitos, maledicências,
sangue e escândalos,


exibindo suas feridas
como diversão, hábito corriqueiro,
esporte preferido
e espetáculo cotidiano...


minh’alma poética,
simplesmente,
se veste de verde.
✍©️@MiriamDaCosta

Trancei meus fios capilares
em folhagens poéticas ...

E me encontrei
penteando meus versos
com a leveza do vento
entre galhos verdejantes...


Havia musgo nos meus silêncios,
clorofila nas minhas palavras,
e uma espécie de paz selvagem
me atravessando por dentro
como se eu já não fosse corpo,
mas selva que escreve....


Ali,
onde a natureza respira calma,
minha alma se fez floresta
e a poesia…
brotou mansamente verde.
✍©️@MiriamDaCosta

20/03 - Equinócio de Outono 🍁🍂


Ode ao Outono


No exato equilíbrio do tempo,
quando o dia e a noite
se olham nos olhos
sem disputa,


chega o Outono,
sutil, quase em silêncio,
como quem não quer ser notado,
mas transforma tudo.


É a estação do desprendimento,
as folhas, sábias,
não resistem ao fim,
dançam sua despedida
em tons de vermelho, amarelo,
fogo e ouro.


Há beleza no que se solta
e poesia no que termina.


O vento já não é o mesmo,
traz um frio leve,
um aviso delicado
de que tudo que vive
também aprende
a recolher-se.


O Outono não grita,
sussurra.


Ensina que cair
também é um gesto
de coragem.


Que esvaziar-se
é abrir espaço
para o que ainda virá.


E no coração da Terra,
enquanto o mundo
parece diminuir,
algo invisível germina
em segredo,
em silêncio,
em profundidade.


Equinócio,
o instante justo
em que a vida respira
entre o ter e o deixar ir.


E eu,
diante desse tempo
que se equilibra,
aprendo com as folhas
que não há perda
quando há ciclo
e renovação.
✍©️@Miriam Da Costa

O ser humano
está tão animalizado,
que resgatar um mínimo
de humanização,
torna-se uma tarefa
imensa,
senão
uma utopia.
✍©️@MiriamDaCosta

Existe um vai-e-vem infinito de palavras,
um trânsito inquieto
onde nem todas sobrevivem ao próprio nascimento.


Algumas se perdem
no labirinto das intenções mal resolvidas,
girando em falso,
como pensamentos abortados
antes de tocar o território da consciência.


São ruídos disfarçados de linguagem,
ecos que não encontram corpo,
sons que se esfarelam
antes de se tornarem sentido.


Mas há outras, raras,
que atravessam o silêncio
como quem rompe
uma membrana invisível,
e mergulham fundo
na gravidade do que é essencial.


Essas não se dispersam
e nem pedem permissão ao caos.


Elas se erguem
e deixam de ser palavras.


Tornam-se ideia que pulsa,
verdade que inquieta,
permanência que resiste
ao desgaste inevitável do tempo
e à fragilidade transitória
da linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.


Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.


O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.


Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.


E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.


✍©️@MiriamDaCosta

"Todos os países com as suas estruturas em crise.
E muitos países vivendo de aparências,
parecendo que estão numa situação que não estão,
porque o abalo é mundial, a crise é mundial."


📖 "Universo em Desencanto"
(vol."225 do Histórico")
✍#ManoelJacinthoCoelho 🇧🇷




** "Universo em Desencanto" é uma vasta obra literária, composta por mais de mil volumes, escrita por Manoel Jacintho Coelho a partir de 1935, base da doutrina brasileira "Cultura Racional".
Ela propõe a "Imunização Racional", um conhecimento para o equilíbrio da mente humana, conectando o ser humano ao seu "Mundo de Origem" e promovendo o retorno ao estado de racional puro.

" Para a natureza não existe ninguém poderoso.
Ela termina com os poderes em três tempos,
porque ela é a dona de seus feitos,
é quem manda nos seus feitos."


"Racional Superior"
📖 "Universo em Desencanto"
✍Manoel Jacintho Coelho

Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
eu me inclino,
e ali,
sem ruído algum,
tua palavra me atravessa
como raio de luz.


E me descubro,
não como quem observa,
mas como quem pertence
à mesma língua muda
que o vento sussurra
e as folhas compreendem.


Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
reflito-me na tua palavra.


E, nesse instante suspenso,
sou menos voz
e mais escuta,
menos forma
e mais essência.


Como se, em ti,
eu me lembrasse
daquilo que sempre fui
antes de me dizer.
✍©️@MiriamDaCosta