Me Perco dentro da Saudade
Há dias venho vivendo vazia. Por dentro já não há mais nada. Não há nenhum tipo de sentimento. Nem amor, nem mesmo ódio por ninguém. Não há mais saudade de algo que nunca existiu. Não há mais lágrimas para transbordarem. Não há mais nenhum tipo de vontade, nem desejo. Não há mais alegria, nem mesmo tristeza. Não há nada. Ou talvez apenas exista o nada. Talvez o nada seja tudo e só o que me resta!
quero voltar aquele mar e te poder beijar
dentro de agua como na nossa vida passada
amor es a minha vida mas isto nao e uma interna despedida
Trazer o exemplo do futebol, dentro das quatro linhas, para a vida, constitui a principal meta que buscamos.
Vários demônios estão dentro de mim
Meu ódio é apenas um detalhe
sem fundamentos, quebro tudo...
dou risada de seus deuses fracos...
que existência fútil...
baba hóstia, até que parece isso muda...
algo na tua vida inútil sem sentido...
apenas um animal que se reproduz e morre...
que futilidade humana soa bestialidade
pouco assumem o real do ser,
vivem na bestialidade de um sonho.
Caos
Somos uma somatória de experiências que vão se acomodando dentro de nós.
Acho até que temos um grande "armário" interno onde arquivamos as lembranças, algumas involuntariamente e outras porque realmente queremos guardar, para degustarmos numa tarde de outono (que, para mim, são as tardes mais bonitas, apesar de melancólicas).
Esse "guarda-volumes" que temos dentro de nós pode até ser ilustrado como um grande armário cheio de potinhos armazenados e etiquetados por seu grau de importância, periculosidade e saudosismo (não que o saudosismo não seja, muitas vezes, perigoso).
Mas são potes que ficam, muitas vezes, empoeirados e, com o passar do tempo, não temos mais consciência da sua existência, ou nunca tivemos.
Mas basta um pote vizinho se derramar para gerar uma bela reação em cadeia e todas aquelas lembranças de outrora, até então empoeiradas, virem à tona.
E o caos se fez!
Somos feitos de gatilhos, e nem sempre de gatilhos de prazer.
Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o caos vem pra limpar!
Uma rachadura, uma cisão no velho formato de antes pode gerar o caos.
Porém, a distância entre o caos e o novo formato parece ser de anos, se não houver a permissão.
Sabe a velha história que diz: "Está se afogando? Para de se debater e vá ate o fundo da piscina, bata os dois pés no azulejo, que assim subirá mais rápido?"
Então, isso é ser permissivo com você mesmo! Isso é ir a fundo, isso é deixar os velhos hábitos e tentar entender os novos que se formam.
Não vale a pena lutar pelo que já não existe mais, ou um "mexer nos potinhos" que não mais ocupam o lugar de sempre.
O novo formato está aí, disponível para sua contemplação.
Somos feitos de recomeço, somos feitos de explosão.
Merecemos apreciar o novo como uma dádiva e não como um pesar.
Joguemos fora o que não for mais útil e fiquemos apenas com aquilo que vale a pena apreciar nas tardes de outono... Como são lindas!
E ele me beija de novo, e isso é tudo o que importa. Agora. Mas uma voz dentro de mim sabe que pela manhã o sol vai aparecer. O amanhã virá de uma forma ou de outra.
Escrever é como se fosse um grito, você coloca tudo que você sente por dentro, para fora. Só que de maneira mais sutil.
Noturno
Outra noite chegou
Lá fora um frescor
Aqui dentro...tensão
Na incógnita noturna
Uma dormência intranquila
Pautada nos fantasmas da noite
Obscura e escura
Num medo infundo
Uma palavra escrita
Outra chamada
Meu nome...meu nome
Sou filha, sou mãe
Sopra uma brisa
Ainda quente
Pela janela (aberta) da sala
Contrastando com o calor do quarto
Segue a vida
De tantos lá fora
Segue a sina
De nós duas aqui dentro
É quase madrugada
No ar um medo da "sorte"
Todos os gatos são pardos
Na escuridão da noite
Amanhã o sol há de brilhar
No meu despertar
Tomarei a benção
Durmamos com Deus
É difícil lidar com o mundo quando se tem uma guerra, um holocausto dentro de si. E o pior de tudo é quando você se prende em seu próprio ser, sem ninguém fisicamente pra te acalmar, somente a espera de um acontecimento divino, que insiste em demorar.
O mundo é cada vez mais cruel. É como se as pessoas sofressem de um Alzheimer do amor, das boas causas, da compaixão. E de certa forma isso te atinge, como se já não estivesse ruim, as coisas boas e sentimentos bons vão se desvanecendo, tornando-se escassos.
Então resta a esperança, mesmo que insignificante e quase apagada de que as coisas vão mudar, que atrás de lágrimas escondidas em sorrisos, vai acontecer algo inesperadamente bom ou alguém inesperadamente amoroso. A vida é complexamente estranha demais pra entende-la, digo, o ser humano é mais complexo ainda.
As vezes é preciso nao guardar algo somente dentro de nós, a gente precisa guardar num papl onde possa
ver quando os sentimento de alegria ou tristeza se forem.
amar é ser amado por dentro por fora...
igualmente,indiferentemente amar...
sem se importar amar definidamente...
sempre o amor que toca que trai...
fundamente se pergunta sois o amor,
dito sobre um corpo sem vida...
ou até calado na escuridão...
sempre muito sonhadores sendo amor...
sensato real motivo nunca apresentado
apenas se ama um corpo nu diante o prazer,
tratado com simples de poligamia, destratante
o seja abandonado com flores apenas o amor,
vendo assim uma palavra linda de sentimento...
belo e cruel nas aberrações como pronomes
são feitos de escravo simplesmente...
se canto se respira ainda se atira,
vultos em templos enormes de adoração...
simples eterno maroto amor...
contra diz com tuas facetas e estilos,
extremo raro muitos corações,
brilha no luar de amantes se cala
por muito tempo por um ato de amor,
que infâmia dizer tudo feito por amor,
mesmo quando se beija la está o amor.
entre tantos beijos apenas mais um repente
trágico nas leituras do coração.
