Me Perco dentro da Saudade
Ela é minha amante perdida no tempo
Tempestades e vendaval, eu tô dentro
Sonhos e mentiras, é esse meu acalento
Eu tô amargurado, mano cê não tá vendo?
Me afogando no ego, eu tô morrendo
Acorrentado pelos meus medos, tô me perdendo
Feridas que não saram, ainda doendo
Pensamentos infames, me corroendo.
A liberdade plena só é possível dentro de seu próprio mundo, seus pensamentos. O que podemos fazer para termos algo próximo da liberdade em sociedade é entender os porquês que regem o mundo, e talvez, trabalhar para mudar as determinações que não fazem sentido para nós.
O poema que ainda não fiz é perto, é longe, é dentro, é fora. É aquilo de oiro do sol, aquilo de sonâmbulo luar. É pertencimento de regaço a conflitar suas águias de alados. O poema que ainda não fiz esbarra em sombras para rasgar fulgências. É ilha e deserto a dizer desse jeito assim visceral e fatal sobre aprender e sentir VIVER.
Na pretensão de fazer-se verbo, o poema que ainda não fiz, convulsiona verdades doutros para fazê -las, por fim e por começo, minhas. Quiçá, possa eu tê-las, quiçá assim possa eu, sê- las. O poema que ainda não fiz, desarruma certezas, desajeita quietudes, desassossega silêncios, realinha olhares. Maldição consentida que conversa comigo num diálogo estranho, descalço, portanto, íntimo. Desses estranhos que salgueiam, que braseiam, ternuram, adoçam os tudos e os nada em nós. O único acontecer capaz de fazer conhecida, fazer liberta uma mesma alma para muitas vidas. O poema que ainda não fiz, é tecitura das vontades e dos quereres pagãos. É confluir sagrado e profano no inalienável e incorruptível dever SER. Vê como monge em clausura o já tido, sente como entranha cigana o ainda não sido. A licença é para partir. Partir sob ânsia selvagem, alheia ao morno, alheia ao raso, alheia ao atalho, alheia à metades. O poema que ainda não fiz rabisca versões outras de mim, a mãos leves ou carrascas que sejam, sem interrogar porquês, sem censurar soturnos, sem pretender conclusões, sem avultar finitudes. O poema que ainda não fiz, arrasta madrugadas para amanhecer encontros a baloiçar inícios. E quão híbrido de sentires é esse encontro. O poema que ainda não fiz, gargalha gostoso pedaços sonetos da vida. Descansa no papel todos os êxtases de sentir. O poema que ainda não fiz, confia ao mar um girassol de tarde outonal forjado entre sede e fonte como lenda e feitiço de amar a pretender fazer daquele mar, habitar querente de seus tão íntimos e imortais badulaques de amor. No poema que ainda não fiz, existo e subsisto num alto e largo apelo por SER. Tudo o que fascina e por algum descuido acumina, habita teus verbos. Por crença, por rendição por confessa paixão, dou- te em poesia telúrica, vida. Vida já desde o útero, prometida ao divino e inexorável impudor do INTENSO.
Mais uma vez, eu aqui, procurando organizar o mar de palavras e sentimentos que eu carrego dentro de mim. Tentando colocar a casa em ordem, pra ver se eu consigo compreender essa maré. Talvez eu não seja tão esperta assim, ao ponto de decifrar, ou de saber o porque. Meu entendimento se limita. Limita o limite que colocam pra ser feliz. O limite do amar inteiramente. Do estar de verdade. Porque quer estar. E quer e pronto. O limite que não coloca na hora de tomar decisão. O limite que trava na hora h. O limite que impede ser todo. Ser inteiro. O limite que impede o sentir. O limite que impede o seguir.
Minha cabeça não entende.
Quando eu era nova achava que estando hoje eu entenderia um pouquinho mais a vida. A verdade é que a cada dia sei menos do que sabia.
Mas sei de uma coisa... se não puder amar, ali não da pra ficar.....
Um olhar ao interior
Aqui dentro de mim há tanto viver...
Então me pego a pensar,
Em tudo que os anos nos trazem...
Sabedoria, lucidez, um novo olhar,
Me levam uma viagem ao interior
Vejo então a beleza da maturidade...
E me sinto bela em minha idade,
Meu rosto envelhecido nem de longe
Revela a mocinha que dentro me desperta
Então não me veja somente por fora
Minha alma canta melodias maravilhosas
Que podem encantar
Que tal minha alma namorar?
Nenhuma realidade pode ser construída no sonho. Mas todo sonho pode ser construído dentro da realidade.
Quando eu era mais novo colocava os braços dentro da camiseta e dizia às pessoas que os tinha perdido. Eu dormia com todos os animais de pelúcia para nenhum ficar ofendido. Eu acordava cedo de manhã só pra correr para o sofá da sala e assistir TV. Eu esperava atrás das portas para assustar as pessoas, mas saía sempre, porque elas demoravam ou porque tinha que fazer xixi. Eu fingia estar dormindo no sofá para meu pai me carregar pra cama. Eu costumava pensar que a lua seguia o carro e olhava para aquelas gotas de água escorrendo na janela como se fosse uma corrida. Lembram-se quando éramos criança e queríamos crescer? O que é que havia na nossa cabeça?
Logos
Tu, que eu não vejo, e estás ao pé de mim
E, o que é mais, dentro de mim — que me rodeias
Com um nimbo de afectos e de idéias,
Que são o meu princípio, meio e fim...
Que estranho ser és tu (se és ser) que assim
Me arrebatas contigo e me passeias
Em regiões inominadas, cheias
De encanto e de pavor... de não e sim...
És um reflexo apenas da minha alma,
E em vez de te encarar com fronte calma,
Sobresalto-me ao ver-te, e tremo e exoro-te...
Falo-te, calas... calo, e vens atento...
És um pai, um irmão, e é um tormento
Ter-te a meu lado... és um tirano, e adoro-te!
Existe um vazio dentro do ser humano que só pode ser preenchido por um ser sobrenatural e inexplicável, o ESPÍRITO SANTO DE DEUS.
Mantenha dentro de si apenas os bons sentimentos, seja transparente, ofereça sempre o seu melhor, pois apesar das circunstâncias da vida, transmita aquilo qual almeja receber.
Quando você pensar em julgar alguém, olhe primeiramente pra dentro de si, pois a história do próximo é totalmente diferente da sua.
Desabafo
"Que importa o que sinto por dentro!
Se não há você pra compreender
Se sorrio ou se choro
Você não me ouve
Se tenho momentos difíceis ou fáceis
Não faz qualquer diferença
Que importa o que sinto por dentro!
Se meu coração não pode ser consolado
De que adianta minha alma pedir por ajuda
Se você não vem ao meu encontro
Por que devo continuar a lutar
Se não haverá vitórias
Por que devo tentar falar
Se as palavras não são compreendidas
Por que tento criar raízes
Se o território é arenoso
Por que continuar a amar
Se esse amor não é correspondido
Por que devo viver
Se você não está aqui"
(Roseane Rodrigues)
Eu não fui...
Você não vem
Ando assim... Só... Dentro
Sem pressa sem culpa
Sem calma
Somente alma
O Ficar...
Tomando conta de mim.
Tecer tingir e plantar
Ler escrever e amar.
O pouco comer
O muito dormir.
Querer estar perto
Gozar ficar longe
Distanciamento
Introspecção
Nesse momento
Liberdade sem fim.
Choro por dentro estou desatento tentando entender esse sentimento que me corrói por dentro fazendo as lágrimas escorrendo em direção ao chão cada gota fez uma cicatriz no meu coração e seria injusto eu não dar uma continuação das dores buscamos a solução de recomeçar um novo seguimento acreditar que tudo foi algo do momento e única saída é reconhecer esse sentimento.
O exterior é o aparente
Que sem alma reluzente
É fake, é sem efeito.
O lado de dentro é segredo
Nem sempre revelado
No peito bem arquivado.
Julgar é um desacerto
Uma opinião infundada
Muito fala sobre nada.
Viver intensamente
É o que liberta das correntes
Dessas interpretações rasas.
Ali dentro tem!!
Ali dentro tem os melhores sentimentos
Tem violino, tem harpa, tem amor e muita emoção
Tem cheiro de flor exalando tdo momento, e petalas caindo pelo chão.
Ali dentro tem, tem ar puro, tem beleza, tem encanto, tem verde, cheiro de mata e paixão
Ali dentro tem agua cristalina, e as vezes flui com emoção
A sensibilidade aflora com naturalidade, e vc percebe a pureza do coração
Ali de dentro sai, sorriso fresco, sai doçura esquentando qualquer coração
Eu fico aqui a observar encantada, bato palmas de emoção, vibro , canto, e te faço campeão, vc é um heroí, vc é minha vida, vc é as batidas do meu coração!! Paz e luz Simone vercosa
