Me faço
Minhas promessas têm pé e braço, faço o que digo e digo o que penso, a palavra voltou a ter peso comigo.
A persistência é a linguagem que mais domino, falo pouco, faço sempre, os resultados traduzem o meu discurso.
A coragem que guardo é prática diária, não espero grandes provas, faço as pequenas, elas somam uma vida inteira de bravura.
A beleza do amanhã mora nas tarefas invisíveis de hoje. Enquanto espero milagre, faço as coisas pequenas com exatidão. Lavo pratos, escrevo bilhetes, rego vasos sem testemunhas. Pequenos atos acumulam-se e, sem barulho, erguem futuro. E o amanhã, quando chega, parece menos miragem e mais casa.
Reinventar-se não é apagar o que foi, é reutilizar com arte. Tomo meus escombros e deles faço abrigo novo. Nem todo passado vira cinza, alguns viram tijolo. Com esses tijolos construo portas que antes não havia. E ao atravessá-las, descubro paisagens que desconhecia.
Não há glamour no sofrimento. O que faço é apenas documentar o naufrágio para que o mar não pareça tão vazio.
Agora já não faz mais diferença. Não faço mais questão. Eu queria antes, no passado. Mas agora? Não mais! Sabe, eu tenho pena de você. Te vejo por aí, com alguns amigos, cerveja na mão e olhar perdido. Foi pra isso que você escolheu a liberdade? Sei lá, eu pensei que você ia curtir um monte, ir pras baladas, beijar outras bocas. Pensei que você iria aparecer com uma mulher diferente por semana. Mas não. Sempre te vejo parado em algum barzinho, rodeado de amigos, sem nenhuma mulher. Lembro quando você me disse que não queria se envolver, não queria dar satisfações de onde ia, com quem ia e, que horas voltava. Bela escolha você fez. Mas eu te entendo, é completamente compreensível; mulher dá muito trabalho né? Os amigos não! Os amigos você paga uma cerveja pra eles e, eles ficam felizes. Mulher é diferente, você tem que dar carinho, tem que cuidar, tem que dar atenção mesmo que esteja passando futebol na televisão. Ah não! Ter uma mulher cansa demais, né? tudo bem, só não me venha agora com essa conversa mole, essas palavras fáceis; porque eu não acredito mais. Eu acreditei muito que você iria desapegar da liberdade, que iria dar valor em tudo o que éramos juntos. Esperei por muito tempo por isso. E você o que fez por nós? Nada! Só ganhou tempo em cima de mim. Não me deixava ir embora, mas também não me pedia pra ficar. Dava um passo na minha direção e recuava dois. Eu ficava esperando que você me desse um sinal de fumaça, enquanto eu soltava rojões pra quem sabe, você me notar. Te dei trocentos avisos. Se eu fosse embora, eu não voltava mais. Você não botou fé em nenhum deles, e pagou pra ver. As vezes vocês aparecia, me fazia feliz por um dia e, depois eu tinha que sobreviver à semanas de saudade. Parei. Pensei. Comparei. Definitivamente não compensava. Foi quando eu percebi, pra me dar valor, você teria que me perder. Você me perdeu e eu finalmente me encontrei. Não é maldade minha, foi você quem escolheu que fosse assim. Só não me venha agora com esse arrependimento barato, que não dura nenhuma semana. Eu te falei que eu não voltava, você não quis me ouvir. Por falta de aviso não foi.
A diferença entre a comida que eu faço e as suas indiretas privadas é que, apesar de ambas serem horríveis, a primeira eu consigo engolir.
Apaixono-me com muita dificuldade, romanticamente falando, mas quando o faço é dificil tirar de mim esse sentimento. Sou dura na queda. Uma ótima amiga, também. Faço de tudo por meus amigos, mesmo que seja DOLOROSO para mim, em alguns casos.
Nos versinhos sem valor e simples que componho, faço valer a mentira da vida e a verdade dos sonhos.
Todo mundo fala que sou insensível, fria de mais para criar os textos que faço mais acreditando ou não foi em um simples papel... Que comecei a colocar os desabafos de meu coração... Palavras que respondiam os meus sentimentos... Que denunciam minhas vontades...
Uma lágrima sem razão rolou dos meus olhos... E caiu sobre a palavra amor... Ai percebi que: Os meus olhos choram por amor... Lágrimas que nascem lá do coração... Que a alma aprova... Pois as lágrimas nos fortalecem...
Uma pessoa que não chora, tem mil motivos para chorar... Segurar as lágrimas é o mesmo que pedir para parar o tempo... O amor nos faz chorar...
Porque é o sentimento mais forte que existe na lei da vida... Minha poesia ficou com uma marca... A marca de um amor expressado em uma marca de Uma Lágrima!
Já me perguntaram por que faço isso, e eu disse não sei, pois ainda faço para saber por que faço, pois senão não faria.
O que faço ou deixo de fazer não é para que me admire ou ache ridículo, apenas faço o que me agrada.
Meu coração, hoje deserto
Da paixão, já foi morada
Estando só, pela estrada...
Faço minha confissão:
Bem melhor que andar sozinho
É encontrar no caminho
Um rastro a mais pelo chão...
Pareado, lado a lado
Nem adiante, nem pra traz
Isso sim; é o que faz
Deste trilhar, escolhido
Um caminho, bem percorrido
Que mesmo, sem norte ou sentido
Sabe bem aonde chegar!
Quando faço algo que constrói o Reino de Deus na terra, não fico feliz porque foi eu que fiz; mas fico feliz porque foi atravez de mim que Deus fez
Apenas mensagens
Paro tudo o que faço para pode escrever,
Escrever excertos belos, ou não, apenas para descrever,
Descrever o que sinto, ir em lugares que só a imaginação consegue levar,
Me perguntaram se tudo que escrevo, já possui direção..
Será que tem? Será que tem alguém por trás de tudo?
Afirmo: “não sei, No entanto, saberei quando o coração fizer meu corpo sofrer..
“Sofrer? Mas como?”.. Quando ele conseguir me fazer tremer quando a ver.. fazer- me suar frio..
Perder a fala, ou seja, quando não conseguir esconder mais..
Mas tudo isso ainda é apenas um sentimento..
Sentimento pelo qual vivo constantemente a procura de um grande amor..
Talvez faça errado.. escrevendo isso aqui, mas é assim que um dia todas essas mensagens chegará a você, a base de declarações implícitas, mas todas em comum.. um grande amor para nascer..
Brindando com fantasmas
Com fantasmas eu faço um brinde
Aos meus carmas, no banco dos réus
Aos pássaros raros que caminham
Suas asas caindo dos céus
Consegui alcançar as estrelas
E em minhas mãos apaguei fartos brilhos
Neste breu, sob a chuva das almas
Choro seco ao descer os meus cílios
Quanto aos pássaros, vultos de sonhos
Ainda cantam subindo nas árvores
Mas seu canto não quebra o feitiço
Entalhado nos frigidos mármores
Por vocês, meus fantasmas de hoje
Que por ontem assombram o amanhã
Cato as penas das asas caídas
Numa cela de esperanças vãs
