Me faço
Me entreguei.
Te amei.
E agora o que é que eu faço com esse amor que insiste em viver aqui?
Que não murcha,não seca e vive da esperança de te ver de novo?
Quisera eu te arrancar do meu peito e poder olhar sua fotos sem balbuciar um "Eu Te Amo"...
Como se você pudesse ouvir,entender e finalmente pudesse me amar assim como te amei "naquele abraço".
Tentou copiar o que eu fazia, mas não sabia que o brilho não está no que eu faço e sim em quem eu sou.
Se eu não mudar o que faço hoje, vou continuar na mesma situação, você que ter algo na vida sai do conformismo porque se não você não vai conseguir.
Tudo o que eu faço, tudo o que eu fiz, foi fuga daquilo que tenta me devorar...
Eu sacrifico uma parte de mim, para que a outra parte, possa se sentir viva.
-mecanismos de fuga da realidade
Desejo de Hoje?
Não me importar com o que fizeram comigo, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim
Desejo ter sempre uma cabeça tranquila, para suportar aquilo que não posso mudar, e coragem de seguir em frente e continuar minha jornada.
Esse é meu desejo, coragem e fé em dias melhores!
Faço uma prece: quando meus olhos insistirem em enxergar aquilo que é insignificante e sem importância, peço que o coração assuma a direção e os ensine a ver o que realmente vale a pena.
Busco por sabedoria e por em
prática a inteligência emocional
em tudo o que eu faço.
Nem sempre aquilo que
queremos sai do jeito
que sonhamos, e as vezes, o
universo nos responde
de forma inesperada.
Faço parte da sociedade de consumo sem sumo...
"As pessoas pra mim são como lagos, eu avalio-as pelas suas profundidades..."
"Há um deus crucificado para cada judas que morre enforcado."
Faço malabares com as estrelas
tenho meia dúzia de planetas na gaveta
já viajei na calda do cometa
e lapido diamantes que já foram meteoros...
ESCOMBROS
De qualquer murmuro
eu faço um poema,
De qualquer silêncio
Eu faço um sussurro,
Nenhuma dúvida
Me deixa em cima do muro
E se tudo for quebrado
Nem tudo será escombros,
Carregarei sobre os ombros
O que restar do meu mundo;
Agora me escuta silenciar,
Me ver sumir,
Aquece o que eu tiver de sol
Porque nada é mais solitário do que ser sol
E a solidão é fria.
De qualquer mentira eu faço um poema
E a mentira sempre me deseja felicidade
Antes de me dar seu beijo de boa noite...
faço o meu verso
como se soubesse
que amanhã é sexta feira santa,
a sexta feira da paixão,
como se a santa da feira,
com seus olhos azuis turquesa
e peras por sob a blusa
ornamentndo seu colo
não alimentassem a rima
que completam a minha estrofe
deixando a mente confusa
tornando paixão tão forte
pra santa de qualquer dia
faço esse poema
como se houvesse harmonia
e a santa da novena
santa como santa maria
de filho pregado e morto
e no horto sepultado
deixando alma vazia
e coração angustiado
por mais que se prometesse
um Deus ressuscitado
que aliviaria as mentes
e lavaria os pecados
mas mesmo a mãe de Deus
sofreria por seu filho
porque carne é carne
assim como o meu poema
que sangra queima e arde
e assim faço o meu poema
que também se sacrifica
e crucifica a gramática
mas é um verso sincero
terno suave e austero
dentro da realidade
ONDE MORREM OS OLHARES
Faço parte da sociedade de consumo sem sumo; se eu pensasse em algo na minha adolescência, provavelmente eu pensaria nisso, mas nisso eu não pensava; o meu olhar caia com o sol e a magia que só a natureza proporciona nos finais das tardes, até então eu ainda não entendera esta sensibilidade de contemplar os ocasos. calção roto, pés descalços, um carretel de linha e uma pipa, eu ajudava a compor as cores maravilhosas dos verões com os tons extraordinários das minhas pipas e suas evoluções. Nunca imaginei como algo irreparável as carências materiais que me cercavam, tudo isso se perdia diante do azul anil do firmamento ou do verde oliva das colinas; as cores da natureza tinham suas magias e na hora do crepúsculo tudo ganhava poder revigorante; alguém, algo, alguma coisa surreal me fez acreditar que com a minha boca roxa de chupar jamelões, as minhas unhas encardidas e a minha pipa eu era uma espécie de sentinela daquele portal que só eu tinha a capacidade de vislumbrar. eu guardava o arrebol e os deslimites onde morrem os olhares, se perdem os sonhos e nascem as esperanças; mas isso, a minha confusa adolescência, perdida no fascínio do rosicler ainda não explicara. Minha grande preocupação eram os predadores: Simica, Brucutu e Mermequer, que derrubavam para além do horizonte as mais belas cafifas. Traçando uma estratégia para o dia seguinte, sob os tons opacos da penumbra eu retornava ao convívio do meu clã; tentava uma desculpa esfarrapada para a minha ausência, mas o cinto nas mão de mamãe jamais entendera... depois da janta, já sob a presença de papai, eu dividia, somava, subtraia e multiplicava, tentando entender a filosofia de que a ordem dos fatores não alteram o produto; eram lógicas que não me seduziam. Eu ainda tentava entender onde morrem os olhares, quando o olhar de papai já desmaiava cansado de mais uma jornada, provavelmente muito mais árdua que a deste infante sonhador.
[]
Eu acordo na manhã fria e luto com os meus pensamentos que são dirigidos a você, meu amigo. Faço-me de forte. Não devo correr pro meu canto. Você me envolve nesse meu mais novo sentimento. Eu estremeço!
Quando você some
meu amor,
e desaparece,
faço uma prece...
Pois, sei que a ansiedade consome
todo o meu ser e minha mente.
Nesta aflição
Tiro do peito o coração.
Fica ele pulsando na minha mão.
O SOL não aparece
as nuvens tristes tece
um céu com lágrimas, e a chuva desce
nos meus olhos e o pranto escorre
e a alegria morre,
e neste esperar meus olhos adormece!
"O mesmo esforço que os grandes homens fazem pra alcançar a fama,
eu faço todas as manhãs pra sair da cama."
