Me faço
Estou aqui as 07:47 da manhã pensando de várias formas de escrever esse monologo como eu faço dramático? Fictício? Não sei o que escolher será que meu contexto ficara bom não sei, mas sinto medo pois não sei como realizar um monologo onde começa? Onde termina? eu penso em várias ideias para que eu possa escrever esse monologo, mas com tantos pensamentos me levo ao equívoco de como começar tal alegoria, mas eu me pergunto isso é um monologo? ou apenas mais um texto comum e irrelevante com a questão, monologo algo tão simples mas por que eu não consigo realizar e como se tivesse uma barreira na minha cabeça, barreira não eu diria um bloqueio mas eu me pergunto isso é um monologo ou só mas um texto ?.
Faço monitoramento de meus dias,
Produzir o dia do amanhã quando não tiver por aqui entre vós.
Tudo passa muito rápido,
Tudo é muito angustiante.
Na vida, cada instante se deseja o fora
Daqui, um afã por um outro cenário, uma dose mais forte sem noção da realidade.
Vida complexa até na simplicidade.
"No cotidiano da existência, nada é sem motivo ou por acaso. O que faço com os acontecimentos é que define os sentimentos que brotarão, e esses sentimentos é que definirão os rumos destes acontecimentos... procurarei transmutá-los então!"
Herança
Minha insegurança
Me tira a esperança
Apelo a cobrança
Faço alguma mudança
Mas há intemperança
Me apego a lembrança
Isso é minha herança
Sem se despedir
Minha mercê
Faz tempo que não faço poesias para você...
Ando tão afastada
Deixei de ser tão obcecada
Por alguém que só queria se sentir amada,
Estou caminhando com as minas da quebrada
Às vezes me encontro com os caras da pesada,
Eu sou muito intensa, minha mercê...
Sou apenas uma
Mas para você sou uma exuberância
Sou alguém a qual você finge importância
Vou parar de ignorância, minha mercê...
Faz tanto tempo que não penso mais em você,
Paramos de se iludir
Deixamos nosso amor tóxico fugir.
Você é mais burro que eu, aí você pergunta, mas por quê? E eu lhe respondo, por quê eu faço e tu apenas lê e ainda por cima acha bonito.
Tudo o que me faz bem, guardo no coração.
Na primeira oportunidade que tenho, faço
doações sem olhar a quem...
Eu estou tão focada em vencer o tempo todo, em ser a melhor naquilo que eu faço, que nunca consigo relaxar e ser eu mesma.
Ninguéns
Faço parte de uma massa anônima
Sou mais uma dos oito bilhões de ninguéns.
E se perguntam para onde vou:
"Para o desconhecido".
Lancei-me numa vida sem recurso de chão.
Sou sem eira e nem beira ,
Uma vivente que escapuliu
Da asa de um qualquer pedrês.
E dou uns pulos grandes,
Só pra ver se encontro.
Nascido das cinzas feito fênix ou qualquer outro clichê, vou pagar muito mais pelo que faço do que deixei de fazer, tudo depende da interferência, se é do bem, prove, são vários os momentos turbulentos, quem corre rápido na corrida teve que começar em uma ritmo lento, com exceção de quem veio berço do berço dourado, de novembro a novembro, de inverno a inverno, do céu ao inferno da consciência, coincidência é falta de ciência dos acontecimentos, só escrevo porque ainda estou vivendo, momentos dentro do meu pensamento, tudo que quero eu guardo, o que não mais desejo eu jogo no vento, tô bebendo o antídoto me cansei do veneno, distribuindo de mão em mão tipo panfleto, analisei no templo, encima do altar, o sacerdote indica um norte, o homem procura sentido aonde só existe dúvida. Me preocupei de mais com o que já foi, me esqueci do que acaba. Na vida, o amor é um tempero. Ouvi conselhos de quem me acompanha o tempo inteiro. Me prendo no silêncio pra através de palavra libertar o que eu penso. Me encontro no direito, na carência de mim mesmo, procurei fora o que só existe dentro, eu sei que tu entende o que eu tô dizendo, tô falando do sentimento, aquele do fundo do peito, guardado, aprisionado atrás de uma máscara. Fiz filme triste virar piada, analisei roteiros, estamos presos a nós ponteiros. Reflexo comprova uma miragem em frente ao espelho. Só reconhece o paraíso quem já esteve no inferno.
"Quando faço uma refeição sozinha ou me encontro isolada em um cômodo da casa, começo a vislumbrar meu futuro e isso me assusta."
Penso mais do que faço
Escrevo mais do que falo
Amo mais do que sou amado
Oiço mais do que sou ouvido
Silêncio-me mais do que grito
O meu compromisso é com o que, de fato, eu faço. O que a tua imaginação faz em meu nome não é responsabilidade minha.
Ao escrever desfaço mágoas, liberto-me do que rouba a paz, desato os nós dos sentimentos e faço laços de ternura com o fio encantado da magia.
É singular a forma que me faço dele, a forma como sempre fui inteiramente dele sem nem precisar nomear. O sentimento que invade é pacífico, calmo e paciente. Rapidamente se embrenhando em minha pele e ossos, invadindo todo o meu ser sutilmente e sem hora pra ir embora.
Não planejei, não calculei, tampouco previ que seria assim, mas me invadiu e inundou a mente, corpo e alma. Me colocando em um lugar que não me esforço pra caber.
Decifrando-me
Das coisas que sou e ainda não sei;
Das coisas que faço e ainda não fiz;
Das idas que fui e ainda não voltei;
Me encontro, me perco, me acho, me solto, me prendo, me deixo, me busco, me vou...
Nas muitas estradas em que caminhei, em lugar algum cheguei, e, apesar das andanças, rota nenhuma trilhei!
