Me faço
Ela escreve.
Eu escravo.
Ela tem métrica
Eu só faço em verso
porque acho bonito.
Ela deve conhecer uns cinco países.
Eu conheço o bar com a cerveja mais barata do bairro,
e cá pra nós,
já nem está tão barata.
Ela faculdade.
Eu facultativo.
Ela fala três idiomas.
Eu acho que nem português sei falar direito,
porque às vezes o dono do bar não entende o que eu falo.
Ela escreve no quarto.
Eu depois do quarto copo,
escrevo no guardanapo,
usando o balcão do bar de apoio.
Ela breve.
Eu bravo.
Ela clama
Eu reclamo
Pra ela amor acaba
pra mim amor é escambo.
Ela diz que caibo no seu canto.
Eu de canto, canto. Me aproximo aos tantos e no entanto
Ela tem pressa de ser feliz
Eu tenho um peito que não é pressa, é presa fácil.
Ela se lembra.
Eu silêncio.
Ela se queixa
Eu me encaixo
Ela excede
Eu escasso
Ela merece
Eu marasmo.
Ela tem modos,
Eu tenho medos.
Ela tão tarde
Eu tão cedo.
Ela já sabe.
Eu já disse:
Ela escreve
Eu escravo.
Ela com suas palavras
Eu com as minhas.
Ela só não sabe que
Eu sou quase seu inverso,
e mesmo controverso, confesso:
Eu gosto mesmo é quando a gente
U N I V E R S O S
Eu me viro bem e faço o que eu posso, e é essa arte de me virar bem que me mantem no negócio. Dai o caro leitor pergunta: " Mas que negócio?! " e lhe respondo : " O da vida meu querido, o maior de todos os negócios.
Sou responsável pelo o que eu digo e pelo o que eu faço, sou dona de minhas atitudes e de minhas palavras, mas não posso ser responsabilizada, pelo o que você não entendeu e nem tão pouco pelas as atitudes que você veio a tomar por causa da sua falta de entendimento e atenção, muitas vezes somos vitimas de nossa própria estupidez!
Faço uso deste belo texto para homenagear à minha querida mãe e a todas as mulheres pelo "Dia Internacional da Mulher!"
08/03/2.014
Dentro de mim já moraram várias mulheres
até chegar à maturidade plena...
armazenei bagagens durante anos,
deletei o que não me servia,
salvei em arquivos o que me era caro,
trabalhei, fui à luta...
perdi, conquistei, sorri, chorei
amei e fui amada.
Desprezei, fui desprezada,
fui venal, integral,
fui casta, perdida, pura, fui bandida.
Fui a bela, fui a fera...
fui constante, inconsequente,
fui louca, fui sana,
fui amada, fui odiada.
Fui responsável, fui infantil,
fui coração, fui razão...
fui romântica, fui prática
me dei, possui,
fui frágil, fui forte,
fui covarde... venci e fui vencida.
Fui confidente, confidenciei...
fui abstrata, fui literal,
encantei, fui encantada
senti e dei prazeres...
menti, fui verdadeira.
Casei, enviuvei,
tive filhos, os criei...
casei de novo, separei,
fui tudo, fui nada
e hoje sou minha verdade.
Sei o quero, porque quero,
quando e como quero...
nesses tempos incluí,
"editei...salvei...exclui...arquivei..."
Dos erros fiz um aprendizado,
dos acertos um legado
e posso dizer...
a vida me fez assim plena,
sem subterfúgios,
sem preconceitos,
sem medos ou rancores,
sem evasivas,
sem falso moralismo,
guerreira...
mas, sobretudo, verdadeira e leal.
Me fiz mulher madura...
Não fiz, e nem faço
Questão de ser ouvido.
Faço porém, que a mensagem
Chegue aos corações humildes.
Pois todo aquele que crê em Deus
Tendo o Cristo como modelo e Guia
A ser seguido, pelo mundo
Pautado na fé raciocinada
Nada tem de temer
Sobre a vida futura.
Pois nele está a consolação
E a promessa de dias vindouros.
És aí verdadeiramente
a esperança do povir.
Não vos detenha
Nas coisas mundanas
Porém, agi com firmeza
Eliminando o mal
E semeando o bem.
Garantindo -lhe
os merecidos frutos
Ao regressar a pátria Espiritual.
José Bandeira
Médium Espírita :.
Já não sei mais o que faço
Se tento subir, me puxam o braço, eu caio
Uma escuridão me possui me deixando pra baixo
Me tira desse buraco!
Pai me tira daqui
Eu não sei viver sem ti
Me levanta do chão, me ergue
Eu não aguento mais viver sem razão
O Teu amor é o que quero sentir
Na sua brisa de paz onde eu vou fluir!
Eu me toco em versos, me faço flores...danço em rosas e mar.
Me olho displicente e me vejo no tempo parada sem rumo
em estradas vazias, caladas...vez em quando me vejo em rios
nado em sonhos, deságuo em passados parados no tempo,
tempo em que sorrisos me consumia, me abraçava...
tempo em que músicas me cantavam poesias, me abraçava a alma
me levava em águas correntes, cristalinas...me entregava em cores
olhares quentes...acalmava meu frio, aconchegava meu corpo
beijava minha pele, arrepiava.
Lembro com vinhos, taças geladas...noites enebriantes, envolventes.
Me envolvem em lembranças, me aconchegam na saudade...
Porto seguro, ondas calmas...poemas despertam minhas vontades,
memórias me levam, me carregam pra junto de ti.
Na minha mente eu vou a qualquer lugar, sou quem eu quiser, faço qualquer coisa. Minha mente, mente. Quando me ilude com o que eu acho que eu quero e não me deixa admirar o que já tenho.
Dutra o Vanderson.
Eu sou carente e idiota por natureza. Falo asneiras, faço brincadeiras, mas também sei falar sério.Sou divergente. Se vou ao circo posso até chorar, se te empresto alguma coisa vc pode até quebrar, não sou ligada a coisas,gosto de gente. Cada um tem seu jeito e o meu é assim, e é desse jeito que aprendi a gostar de mim.
"Destino diga para mim por que não gosta de mim,quando não faço algo me culpa,se faço me culpa por ter feito,e quando encontro algo que me deixe feliz tira de mim ou me afasta que é pior ainda,afinal o que queres de mim?"
Bem me quero, bem me amo, bem me gosto, bem me aprecio, bem me agrado... Bem... Bem me faço todos os dias para fazer uma vida mais prazerosa e apreciada. Bem que doo ao mundo para fazer história de vida e romances. Bem me transbordo, mesmo doendo. Bem me amo na essência de ser simplesmente "eu" cheia de sentimentos. Bem me quero... Mal? Deixa prá lá, com quem tem tempo para amargar!
Não trate o que é em "parte" como se já fosse o "todo". Faço o favor de prosseguir como se ainda não houvesse alcançado nada.
FAZER AMOR
Hoje não faço amor
como quem deseja...
Mas como quem chora!
De desalento...
de desencanto...
de desgosto...
Risco e rabisco os meus escritos,
Eis que por agora Não tenho motivo nenhum de encanto.
Meu verso é dúvida e medo do futuro incerto
Volúpia ardente...sim!
Ânsia esparsa... Também!
Remorso vão...não!
Dói-me nas veias...muito!
Espera Amarga e quente,
Cai, gota a gota, de suor!
Coração, amor, paixão ou razão ?
Qual a lógica da paixão?
E nestes versos de angústia rouca e sedutora...sim!
E dos lábios que a vida corra, morra e recorra à ressurreição do amor!
Deixando um mordaz sabor na boca.
Do desejo contido, retido... Outra vez...
Hoje não faço amor como quem deseja,
Hoje faço amor por fazer!
______________ Norma Baker
