Me Deixa Viver

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⁠Algumas saudades se multiplicam
num expressivo sentimento
que deixa cada vez mais difícil
de esquecê-las ou de enumerá-las
como as muitas estrelas que brilham
no imenso universo,
não dão sossego à mente por um tempo,
às vezes, provocam risos,
outras vezes, trazem lamentos.

Imprevistos surgem, não se tem o controle sobre tudo que acontece ou deixa de acontecer a respeito de si mesmo, muito menos sobre os outros, sendo assim, faz parte não estar sempre disponível, disposto para qualquer ocasião, independente dos prejuízos e das atitudes inconvenientes

Consequentemente, seja compreensível com os demais e também não se sinta numa obrigação danosa e eterna, não se comprometa da boca pra fora, não prometa se não tenha a intenção de cumprir, mentir ou usar desculpas esfarrapadas é desgastante, uma afronta que contraria uma consideração genuína

E por mais que trazer uma justificativa falsa pareça ser a melhor saída, certamente, não justifica, pois ninguém é obrigado a nada, não adianta querer agradar de todas as formas pra no final das contas ser desagradável, causando rachaduras na confiança até chegar infelizmente ao ponto de ser irreparável

Prometer não é dar uma certeza de um cumprimento inevitável e sim de que se fará todo o possível para se fazer conforme o que foi prometido, ainda que seja através de um caminho árduo, de uma rotina atarefada e caso não se cumpra, será lamentável, mas a consciência deverá ficar tranquila, pois não será por descaso, nem será mentira.

⁠⁠Madrugada que aos poucos se aproxima e com ela, um silêncio muito sedutor que deixa certos pensamentos mais à vontade, fazendo a mente falar através de uma grande riqueza de detalhes bastante peculiar, frases emocionadas, sinceras, acaloradas, numa expressão singular sem o desperdício de nenhuma palavra, uma fala que vai continuar mesmo com a chegada do sono, assim, novamente, criará o enredo lúdico ou realista de mais um sonho.

Quando a lei se arma contra a palavra, ela deixa de proteger a praça pública para fortificar o calabouço.

Existe o amor da sua vida e o amor para a sua vida.
O amor da sua vida é aquele que deixa marcas profundas. Mesmo quando não dá certo, permanece em algum canto da memória e do coração, como um ponto fraco que o tempo pode até amenizar, mas dificilmente apaga.
Já o amor para a sua vida é aquele que se constrói no cotidiano: com respeito, diálogo, maturidade, parceria e a escolha constante de permanecer. Não vive apenas da intensidade do sentimento, mas da segurança de saber que existe reciprocidade, cuidado e vontade de fazer dar certo.
Vivemos muitos amores, mas só dois deixam marcas: o que dá certo e o que gostaríamos que desse certo.
Talvez seja esse o maior dilema da vida: ficar com alguém pelo qual você daria o mundo ou permitir-se construir um novo mundo com alguém que te ama e conquista todos os dias.
Vive a felicidade plena quem encontra esses dois amores na mesma pessoa.

Ingratidão é f#d@…
Para quem se acostumou a receber, generosidade deixa de ser gesto e vira obrigação.
Aos poucos, tudo o que você faz deixa de ser valorizado e passa a ser simplesmente esperado. E basta você estabelecer um limite para que uma infinidade de “SINS” seja esquecida diante de um único “NÃO”.
A ingratidão não nasce necessariamente da falta de memória, mas do excesso de conveniência.
Enquanto você serve, ajuda, cede e está sempre disponível, é indispensável. No momento em que decide se preservar e impor limites, passa a ser visto como o problema.
É aí que certas relações se revelam: algumas pessoas não valorizavam exatamente você, mas o acesso que tinham à sua disponibilidade.
No fim, o ingrato raramente se lembra de tudo o que recebeu; prefere se ressentir da única coisa que, desta vez, você decidiu não dar.
No fim, a gratidão contabiliza o que recebeu. A ingratidão, apenas o que lhe foi negado.

Quem ama de verdade não aprisiona. Se o laço virou nó e não deixa nenhum dos dois crescer, o maior ato de amor é soltar. Dar espaço para o outro caminhar é também libertar a sua própria vida.

Quando o Direito agradece à sociedade, deixa de parecer uma técnica de poder e revela-se como uma forma de responsabilidade.

Onde a censura dita o verbo, o Direito deixa de ser a arte do justo para se tornar a coreografia da tirania.

Ela só deixa ver o que permite; não é preciso um 'deixa eu entrar'. Basta perceber e entender seu coração, sua alma e suas ações. Daí em diante, o acesso é livre.

O Direito amadurece quando deixa de perguntar apenas “quem tem razão?” e começa também a perguntar “a quem devemos reconhecimento?”.

A mulher forte

"A mulher forte ama, acolhe, perdoa, deixa ir, deixa voltar, insiste, persiste mais um tanto, nunca desiste, vive de tentar com a vida; pois prá mulher forte a morte não existe!"
☆Haredita Angel

Eu tô pensando que, ontem mesmo eu tinha quinze anos e hoje to fazendo. +-=,;:
Quer saber? - Deixa prá lá...
Doce vida!!!!!
Obrigada à todos!
☆Haredita Angel

No fim, quem atravessou a própria dor deixa de procurar o sentido da vida. Descobre, com uma melancolia irreversível, que o sentido nunca esteve na ausência do sofrimento, mas na estranha capacidade de continuar respirando depois que uma parte da alma já morreu.

A paz não nasce quando o mundo se acalma; nasce quando o coração deixa de guerrear contra o inevitável.

A Justiça começa onde a dignidade humana deixa de depender da conveniência do poder.

A investigação jurídica começa quando a aparência deixa de ser suficiente.

A paz jurídica é superior à vitória que deixa uma sociedade permanentemente dividida.

CARLOS EDUARDO BALCARSE — QUANDO PENSAR DEIXA DE SER REPETIR

Há quem pense para compreender.

E há quem compreenda apenas aquilo que aprendeu a pensar.

Parece a mesma coisa.

Não é.

Porque uma coisa é ter um pensamento.

Outra é descobrir quem teve você através dele.

Pensamos que pensamos porque pensamos.

Mas, se nunca pensamos sobre aquilo que pensamos, talvez apenas estejamos repetindo sem perceber que repetimos.

E aqui a mente tropeça:

Nem todo pensamento que está em você veio de você.

Há ideias que você escolheu.

E há escolhas que foram feitas antes que você percebesse que eram ideias.

Você acredita porque pensa?

Ou pensa porque acredita?

Você vê para acreditar?

Ou acredita e, por isso, só consegue ver aquilo que confirma o que já acreditava?

Cuidado.

A certeza pode encerrar justamente aquilo que o conhecimento deveria começar.

Porque quem tem certeza demais pergunta de menos.

E quem pergunta de menos pode terminar sabendo muito sobre aquilo que nunca chegou a conhecer.

Saber não é conhecer.
Conhecer não é compreender.
Compreender não é discernir.

Acumular respostas não significa ter encontrado respostas.

Às vezes significa apenas ter perdido as perguntas.

Talvez por isso estejamos tão cheios de informação e tão vazios de formação.

Tão conectados ao mundo e desconectados de nós.

Tão preocupados em sermos vistos que já não enxergamos quem estamos nos tornando enquanto tentamos parecer aquilo que gostaríamos que enxergassem.

Queremos aparecer para não desaparecer.
E, de tanto aparecer, desaparecemos de nós.

Publicamos para existir.

Existimos para publicar.

Consumimos para preencher.

E nos esvaziamos consumindo aquilo que deveria nos preencher.

No fim, não sabemos mais se possuímos as coisas ou se as coisas possuem aquilo que restou de nós.

Chamamos isso de escolha.

Mas escolha sem consciência pode ser apenas obediência com sensação de liberdade.

Chamamos isso de opinião.

Mas opinião repetida não é necessariamente pensamento — às vezes é apenas eco procurando uma boca.

Chamamos isso de identidade.

Mas quem precisa representar o tempo inteiro aquilo que é talvez já não saiba mais quem é quando ninguém está olhando.

E então surge a pergunta que incomoda:

Você está vivendo a vida que escolheu
ou escolhendo continuar vivendo a vida que aprendeu a aceitar?

Não responda depressa.

A resposta rápida demais costuma chegar antes de quem responde.

Pare.

Repare.

Porque quem não REPARA no que pensa dificilmente REPARA o modo como pensa.

E talvez seja exatamente aí que comece o discernimento:

Não quando encontramos uma resposta,

mas quando conseguimos criar distância suficiente da resposta para interrogá-la.

Discernir não é duvidar de tudo.

É não permitir que qualquer coisa se transforme em certeza só porque encontrou espaço dentro de nós.

Pensar é produzir pensamento.
Discernir é impedir que o pensamento produza você.

Percebe a inversão?

Passamos boa parte da vida tentando mudar aquilo que está fora para mudar aquilo que sentimos dentro.

Talvez precisemos inverter:

Não mudar o mundo para caber em nós,
mas mudar em nós aquilo que nos impede de caber no mundo.

Não é o caminho que precisa encontrar você.

É você que precisa se encontrar enquanto caminha.

Não é a vida que precisa adquirir sentido.

É o sentido que precisa adquirir vida em você.

Não é suficiente estar consciente da própria existência.

É preciso existir conscientemente.

Porque há uma diferença imensa entre estar vivo e estar vivendo.

Assim como existe uma diferença entre pensar e ser pensado.

Entre escolher e ser escolhido.

Entre conduzir e ser conduzido.

Entre existir e apenas continuar.

Talvez liberdade não seja fazer tudo aquilo que queremos.

Talvez seja descobrir quem colocou dentro de nós aquilo que aprendemos a querer.

E talvez protagonismo não seja ocupar o centro do palco.

Seja finalmente assumir a autoria daquele que sobe nele.

Por isso, não quero que você termine este texto concordando comigo.

Quero algo mais difícil:

Discorde de você.

Questione aquela certeza que você protege justamente porque nunca conseguiu prová-la.

Desconfie daquela verdade que só continua sendo verdade porque você nunca permitiu que ela fosse interrogada.

Pense contra o pensamento para descobrir se o pensamento continua de pé.

Porque algumas certezas precisam cair.

Não para que percamos nossas verdades,

Mas para descobrirmos quais delas conseguem permanecer quando já não precisam das nossas ilusões para sustentá-las.

No fim, talvez a lucidez comece exatamente aqui:

Quando deixamos de pensar apenas aquilo que pensamos
e começamos a pensar por que pensamos aquilo que pensamos.

Até que, um dia, a inversão se complete:

Não seja aquilo que seus pensamentos fizeram de você.
Faça dos seus pensamentos aquilo que você decidiu ser.

Se alguma frase deste texto fez sua mente tropeçar, não a levante depressa.

Talvez ela tenha caído exatamente sobre uma certeza que precisava cair primeiro.

Cair na real é o único tombo capaz de nos levantar!

Carlos Eduardo Balcarse

13 de setembro de 2026

"Não existe isso de que 'O Futuro chegou'. Se 'chegar', deixa imediatamente de ser futuro!"
Frase Minha 0051, Criada no Ano 2006


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CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com