Me Deixa Viver
Te amo em cada detalhe, em cada gesto de cuidar de você. Você me deixa mais forte, me inspira a ser melhor todos os dias. Ao seu lado tudo é mais bonito, mais leve, mais verdadeiro. É no seu abraço que encontro meu lugar e a minha paz.
O tempo passa, mas deixa cicatrizes onde a memória insiste em ficar. Entre o que fomos e o que seremos, existe um silêncio impossível de explicar. Talvez algumas despedidas sejam apenas o começo de outro ciclo.
_KANGAL
ODE À CHUVA
Deixa eu ver a chuva,
olhar não me satisfaz.
Deixo tudo de lado
para os meus lados
ouvirem essa queda
de água pingada.
Deixa a suspensão do chão
trazer cheiro de infância,
essa dança das folhas
a me abanar a face.
Deixa eu ver a chuva,
que muito tardia
é agora sua vinda.
Deixa.
É rápida
e logo finda.
Téia Alves
A saudade é como uma velha amiga, que volta e meia vem nos visitar, mas sempre deixa um gosto de "fica mais um pouco?".
Caminho com cautela, não com medo. O futuro sempre deixa pistas: pequenas delicadezas, desvios precisos, acontecimentos que parecem deslocados mas chegam como resposta. E quando estou pronto, cada sinal acende, não como promessa, mas como direção.
A análise é o lugar onde a fala deixa de servir apenas para explicar a vida e começa, finalmente, a transformá-la.
Teu perfume
Deixa-me sentir o teu cheiro outra vez,
esse mistério que o vento jamais traduz.
Fragrância sem nome aos olhos do mundo,
mas que em minha alma acendeu sua luz.
Foi Maresia o nome que lhe dei,
não por nascer das ondas ou do mar,
mas porque só quem ama em silêncio
consegue um perfume assim decifrar.
Meu doce sabor Maresia...
guarda estas palavras com devoção.
Decora-as na memória da alma,
faz delas abrigo do coração.
Há perfumes que não vivem em frascos,
nem se deixam ao mundo mostrar.
São segredos bordados no tempo,
que apenas duas almas conseguem guardar.
Que ninguém descubra esse mistério,
que ninguém o consiga explicar.
Pois esse cheiro pertence à noite
em que aprendi contigo a descansar.
Numa noite bordada de estrelas,
com a lua vestida de luar,
foi no abrigo manso do teu peito
que encontrei meu lugar.
Ali o tempo perdeu o compasso,
o silêncio aprendeu a cantar;
e até o vento, em passo tão manso,
parou apenas para nos escutar.
Desde então, quando a brisa me encontra,
traz contigo um doce despertar.
O mundo acredita que é maresia...
eu apenas volto a te lembrar.
Se algum dia perguntarem
por que sorrio ao sentir o vento passar,
direi apenas que gosto do mar,
sem jamais a verdade revelar.
Pois nem toda brisa vem do oceano,
nem todo encanto se pode explicar.
Há perfumes que desafiam os anos
e recusam-se ao tempo entregar.
Se o mar perguntar por esse aroma,
o vento fingirá não escutar.
Há segredos que nem a lua pronuncia,
nem as estrelas ousam revelar.
E, enquanto o mundo chamar
de maresia o perfume do mar,
eu guardarei, em silêncio, o segredo
que a vida me ensinou a guardar.
Porque esse cheiro não pertence ao mundo,
nem ao tempo, nem ao próprio mar.
Pertence ao instante em que tua alma
escolheu a minha como lugar.
E, quando o vento voltar em segredo
e a lua tornar a nos iluminar,
saberei, sem que uma palavra seja dita,
que o teu perfume ainda sabe
o caminho para me encontrar.
