Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
Eu tenho os olhos no céu
porém não olho pro Sol
Não faço nada impossível
Se fizer foi sem saber
e você, sôfrega...tropeça
eu não entendo aonde vai
com tanta pressa.
Quando eu era criança os sinos tocavam
Num tempo em que as igrejas os tinham
e que valia à pena ir à igreja
Num tempo em que as águas eram limpas
Um tempo de gente distinta
E até as assombrações tinham respeito
Hoje olho e não vejo mais jeito
Não há mais mistérios
O mistério é descobrir
Como eles puderam existir ?
Se eu o fizer, vão superar em alguns dias o fato que foi motivado por algo que levou uma vida para ser superado.
Eu pedia socorro pelos olhos cheios de lágrimas porque não conseguia por palavras para me expressar!
Parafraseando Albert Einstein
e Charles Bukowski, eu digo:
o sábio é aquele que explica
uma coisa complexa
de forma simples.
Em tudo que vivemos agora só me resta uma lembrança, ter vc comigo era tudo que eu queria.
Nem sempre as coisas são do jeito que pensamos ou fazemos... Mas meus sentimentos sempre estarão comigo, como fantasmas me assombrando ou anjos me abençoando.
O desejo é algo que podemos controlar, o amor não.
Eu sei que tenho um monte de defeitos. Mas a minha maior qualidade anula a maioria deles: Não sei viver somente para mim.
Eu me lembro de meu pai consertando coisas velhas
Ele ficava por horas a fio arrumando cadeiras, pequenos objetos
Quando ia tratar de seus passarinhos, fazia isso como num ritual:
Assoprava o alpiste, trocava a água, limpava o fundo da gaiola
Cuidava das coisas com um desvelo que não existe mais
Quando eu era criança era ele que desembaraçava os meus cabelos
Eu devia ter uns cinco anos e o meu cabelo chegava na cintura
Mecha por mecha, ele ia enrolando os cachos
Nem sei se gostava de fazer isso
Mas era ele quem fazia
Era ele quem cuidava de seus filhos...
Meu pai falava pouco
Mas era sempre um bom exemplo
Era justo, correto e honesto
E tratava a minha mãe com um respeito que eu nunca mais vi
Usava calças sisudas e camisas engomadas
Seu cabelo estava sempre impecável
E seu rosto lisinho
Caminhava com as mãos para trás
E eu às vezes faço isso
Mesmo sem me dar conta
Na quadra J o corpo do meu pai foi enterrado quando ele morreu
Mas o meu pai, meu pai mesmo ainda está vivo
Toda vez que eu olho para aquela sanfona que ele tocava
Toda vez que eu ouço "Saudades de Matão"...
Eu estava só
E vi o seu rosto
Achei bonito aquele rosto
Perdido numa multidão
de outros rostos...
De repente
O seu rosto falou
E eu prestei atenção
E o seu rosto
Fez a multidão sumir...
Eu não te amo
Você não me ama
Entretanto continuamos aqui
Feito dois condenados
Dois loucos num mesmo hospício.
Eu não sou a pessoa que você acha que eu sou.
Na verdade, eu nem sou a pessoa que eu acho que eu sou.
Sou uma terceira pessoa que nem você nem eu conhecemos.
Meire Moreira
Eu não fui feita para ficar com você.
Você não foi feito para ficar comigo.
Um dia então a gente se desencontra.
Em celebração ao Dia do Índio e Dia do Descobrimento do Brasil eu vou meter o pé na porta da casa de alguém e expulsá-lo dizendo que a casa agora é minha!
As pessoas acham a morte perigosa.
Eu digo: ela não é.
Perigosa é a vida, com suas esquinas e labirintos.
Perigoso é respirar e beber a vida correndo o risco de engasgar.
Perigoso mesmo é saltar de um dia para o outro levando só o desejo de futuro.
A morte, meu amigo, é o fim. Ou melhor, o começo.
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