Mato
Sinto cheiro de gente de longe. Não sou fácil de me enganar: gente tem perfume de mato, gosto de flores, sabor de verde, frescor da manhã, aroma de chuva, beleza do mar...tem brilho da lua, simplicidade que transborda pelos poros, salta no olhar.
Gente não me confunde, me ganha !
SEMPRE!
As vezes eu penso em você
As vezes eu vivo
As vezes me mato
As vezes eu sofro...
As vezes eu brinco
As vezes eu riu
As vezes eu entristeço-me
As vezes choro...
As vezes eu lembro
As vezes me calo
As vezes esqueço
As vezes eu falo...
Mas só as vezes...
Do que vale a inútil certeza de existir um amanhã,
se agrido e mato o vivo suspiro que se expressa no hoje!
Música Bicho do Mato
Compositor Poeta Adaílton
Sou bicho do mato
Moro sozinho
Meu português é ruim
Se você gostar de mim
Prometo te dar muito carinho
Moro em uma cabana
não tenho grana
Não sou doutor
Não tive formação
Meu jaleco é um gibão
Sou bicho do mato
Moro sozinho
Meu português é ruim
Se você gostar de mim
Prometo te dar muito carinho
Não estudei
Faltei á escola
Tenho um cavalo, uma sela e um par de espora
Cozinho num fogão á lenha
Bebo água em uma cabaça
Fazer você feliz mais do que eu não tem quem faça.
Com uns dez anos de idade eu morei em uma fazenda, em Mato Grosso do Sul, com minha irmã e meu cunhado.
Era uma fazenda enorme de criação de gado. Uma bela de uma sede,mas sem energia elétrica.
Meu cunhado vivia aprontando comigo. Como ele sabia que eu tinha medo de fantasmas, cada noite era uma coisa nova.
Na fazenda havia um cemitério bem antigo. Da época da guerra do Paraguai, dizia ele. Sempre que passávamos por perto ele inventava uma história nova para me assustar.
Como eu, mesmo com todas as histórias de terror, preferia ficar perto dele que da minha irmã. Onde ele estava, eu estava por perto. Uma noite ele resolveu caçar, logo próximo do velho cemitério, mas antes ele contou a seguinte história: Naquele cemitério morava um tatu gigante q comeu todos os defuntos que foram enterrados ali e com isso ele acostumou a comer carne humana. Deu moleza, o tatuzão ia lá e traçava. Mas, como eu disse; entre ficar com minha a irmã na sede da fazenda e ir caçar, optei por ir com ele.
No caminho, passamos por perto do cemitério. Dava para ver os túmulos. Dali e até chegar no local que íamos ficar esperando a caça, eu rezei tudo quanto era reza que eu sabia e inventei mais algumas. Proteção total.
Chegamos no local, era uma árvore, onde ele montou uma especie de plataforma, chamada de girau. Nos acomodamos e ficamos ali, esperando o bicho.
No passar das horas, me encostei num galho e acabei dormindo. E aí, aconteceu. Comecei a ouvir um voz estranha me chamando. Como eu estava meio dormindo a voz parecia vir de muito longe Era uma voz chorosa vindo do lado do cemitério. Assustado e meio confuso procurei pelo meu cunhado, mas nada, ele não estava mais do meu lado. Em seguida a voz gritou meu nome novamente misturada com uns grunhidos como se fosse um bicho., o tatu comedor de gente. Como eu desci da árvore não sei, mas em fração de segundos eu estava dentro do jeep, que havia ficado bem longe por causa do cheiro de gasolina q podia espantar a caça. Eu até acho que naquela noite eu voei, dado a minha rapidez.
Se já não bastasse todo o susto que passei . de repente o grito novamente, agora do meu lado, no escuro e lá estava ele: meu cunhado.
De volta para a sede eu tive que abrir as porteiras de arame que havia, e em todas ele me deixava pra trás e ficava gritando que o tatu estava vindo, me procurando.( I
Nesse cheiro de mato,nos confins de um destino,é o molhar do orvalho quem vê meus passos.Manhã de serração me cobrindo,apressa um sol por nascer:
é minha vida me chamando pra viver.Não tão só,me arrumo ao espelhar do olhar da criação:é minha saudação,meu café.Em minha volta,nem monumento nem luxo.Sou de alvorada e crepúsculo.Tenho quase nada,mais possuo quase tudo.
Penso, logo escrevo.
Mato, logo recordo.
Choro, logo sofro.
Ando, logo caio.
Fico em silêncio, logo fico só.
Procuro, logo acho.
Amo, logo vivo.
Sonho, logo realizo.
Sou Roceiro Caipira Com Orgulho!
Ando no meio do mato, gosto disso e não nego.
Quem for do contra eu não ligo
Mas também se me pedir eu não levo
Não me importo com o arame farpado
Nem com espinhos,,nem bichos, nem pregos
A natureza tem disso
Traz vida, paz e felicidade
Ela alegra a nossa alma
E satisfaz o nosso ego.
Vaqueiro
No pasto cerco meu gado
do couro fiz minhas vestes
em casa um vaqueiro amado
no mato um cabra da peste
nesse sertão desprezado
o orgulho é desembestado
de ser filho do Nordeste.
Jeito de amar
Sois o vento no rosto, o cheiro do mato, o gosto mar.
Não quero o seu beijo, quero um abraço a me apertar.
Não canto porque não sei, se soubesse cantaria voce,
A mais suave melodia, a autrora da minha vida.
De tempos em tempos, me perco no caminho.
Ando em círculos, a procura da flor perdida
Não sinto o chão, sinto-me flutuando ao céu.
Do olhar em lágrimas, da face pálida porém viva,
Guardo as lembrança, do sonho de vida
...
Não me faças parar de amar, preciso de voce a me chamar...
Ainda tenho tempo, então, não me matas por inteiro,
Faça de mim sua música, a melodia perfeita.
Não deixe-me pela metade, siga-me pelas areias.
No fim, a busca da rima perfeita vai se encontrar,
Seja aqui ou no mundo de lá.
Violeta
Pressiono-te com o olhar
Botão de nada e roxo
Na fofura do verde
Mudo-te a luz
Mato-te a sede
E espero
Desejo
Quero
Que sejas já amanhã
A certeza
A cor
O aroma
A beleza.
E tu, amor, tardas
Demoras
Pedes tempo para a perfeição.
Para abrir a camisa
Anil e lisa
Do teu coração.
Hoje é o dia
Da euforia
Da aclamação
E tu, Flor
Com F grande e todos os estames
Quero que me chames
Com o teu grito amarelo
Ai música linda
Ai violeta ainda
Sem paralelo
Eu não vou te matar Nora. Eu não mato pessoas que são importantes para mim. E você, está no topo da lista.
