Matemática
"Formar-me em Matemática foi a única coisa certa que fiz na minha vida. Tudo o que aconteceu depois disso não passou de consequências dos teoremas, das operações, dos axiomas e das demonstrações do universo científico em que mergulhei."
FURUCUTO, P. D., 2026.
"Gostaria tanto de fazer com que os meus alunos compreendessem a Matemática como eu a compreendo. Mas a vida ensina-nos que nem sempre temos o privilégio de escolher a forma como os outros aprendem; resta-nos apenas o dever de nunca desistir de ensinar."
(FURUCUTO, P. D., 2026).
"Se eu não tivesse estudado Matemática, dificilmente conseguiria adaptar-me aos desafios e resolver os problemas do quotidiano. A Matemática não ensina apenas números; ensina-nos a pensar com rigor, a tomar decisões conscientes e a encontrar soluções para a vida." (FURUCUTO, P. D., 2026).
A Matemática da Vida
A vida é como uma equação:
somos matéria que calcula e é calculada.
Dividimos nossos problemas, multiplicamos nossos erros,
mas buscamos incessantemente as raízes do que somos.
Elevamos amizades ao infinito,
somamos sonhos e subtraímos dúvidas,
mas nem sempre encontramos a fórmula certa para equilibrar o "eu" e o "outro".
Na matemática da existência,
não é o resultado que define o valor,
mas a compreensão do processo.
A fórmula de Bhaskara parece distante,
mas, na verdade, reflete o que vivemos:
* O x somos nós, em busca de sentido;
* –b é o tempo que nos pressiona;
* ± é a dualidade de nossas escolhas;
* √Δ é o equilíbrio que precisamos encontrar;
* 2·a é o peso de nossos medos e responsabilidades.
A vida é uma equação sem solução exata.
E é essa imprevisibilidade que a torna única.
A Matemática dos Fins
Não sei ao certo quando comecei a não gostar dos fins de ano. Talvez tenha sido no dia em que percebi que o nome já carrega uma despedida embutida: fim.
Ou talvez tenha sido quando o tempo passou a correr mais rápido do que eu.
Cada pessoa lê o próprio calendário de um jeito. Há quem veja dezembro como festa, luz e promessa. Eu vejo como uma espécie de espelho — daqueles que não mentem, mesmo quando a gente gostaria que mentissem um pouquinho.
Aos 41, faço as contas da vida. E, mesmo com conquistas que um dia imaginei inalcançáveis, ainda me visita essa sensação de que está faltando algo. Não é falta de teto, de trabalho ou de sonhos… é outra falta. Uma lacuna que nenhuma realização profissional consegue preencher.
Casa própria, por exemplo. Para muita gente, é o fim do jogo, a prova de que deu tudo certo. Para mim, é só um quebra-cabeça incompleto, como se eu tivesse montado todas as bordas, mas o centro — a parte mais bonita — ainda estivesse espalhado por aí, perdido em algum canto do tempo.
E aí chega dezembro, com seu peso e seu brilho, lembrando que mais um ano passou. Não sei explicar direito, mas enquanto o mundo comemora o que vem, eu penso no que vai.
Na matemática que inventei pra mim mesmo, o ano que chega não soma — ele diminui.
Faço contas que talvez ninguém devesse fazer. Tiro fatalidades, subtraio doenças, divido esperança por realidade. Se eu tiver sorte, digo para mim mesmo, talvez eu tenha mais uns vinte anos vivendo bem, com saúde, com lucidez. E então eu me pego imaginando algo que aperta o peito de um jeito difícil de dizer em voz alta.
Se minha filha viesse ao mundo no próximo ano, quando eu tivesse sessenta, ela teria dezenove.
Dezenove.
E eu talvez não estivesse aqui para ver a formatura dela, para ouvir o primeiro “pai, deu certo”, para fingir que não chorei quando ela desse o primeiro passo fora de casa.
É uma conta simples… mas que me destrói como se fosse impossível.
Talvez seja isso que eu não gosto nos fins de ano: eles me obrigam a olhar para dentro, para esse vazio que não se preenche com compras, viagens ou promessas. O vazio de quem sabe que o tempo não volta, e que cada desejo adiado custa mais do que parece.
Ainda assim, aqui estou, atravessando mais um dezembro.
E, no fundo, torcendo para que a vida me surpreenda — quem sabe com peças novas para esse quebra-cabeça, quem sabe com alguém que transforme essa matemática dura numa conta que finalmente faça sentido.
Percebi que nada existe sem tempo pois tempo é o que existe a matemática e geometria são expostos com criação de critério para prova que tempo é real.
Há uma única ciência, a matemática, a qual ninguém se pode jactar de conhecer porque suas conquistas são, por natureza, infinitas; dela toda gente fala, sobretudo os que mais a ignoram.
É foda, eu sei. Sou expoente da matemática desse mundo. Eu mexo com todas as classes, raças, credos, funções sociais e posições políticas.
No final eu sou como você. Uma pessoa que esteve no fogo cruzado de coisas além da compreensão.
Mas acontece que agora não somos mais inocentes assim; Pois essa configuração ao pouco se torna transparente conforme interagimos.
Então sejam inteligentes, reconheça a inteligência dos outros ao seu redor. É mais que poesia, é uma lição em forma de convite.
"Quem aprende Matemática não aprende apenas a calcular. Aprende a pensar, a analisar e a encontrar soluções para os desafios da vida. Sem esse conhecimento, a adaptação aos problemas do quotidiano torna-se mais difícil."
FURUCUTO, P. D., 2026.
A Matemática de Deus é diferente da Matemática dos homens:
Os felizes são os que choram (Mt 5.4); O que perde ganha (Mt 5.39-42);
O pequeno é grande (Mt 11.11); O último é o primeiro (Mt 20.16);
O líder é servo (Mt 20.26-28); O maior serve o menor (Lc 22.24-26);
O louco que é sábio (1ª Co 1.27); O pobre é rico (2º Co 6.10);
O fraco é forte (2º Co 12.10); Quem nasce uma vez morre duas e quem nasce duas morre uma (João 3.1-7; Ap 2.11).
Foi de coração quando pedi para lançarem aquela música no rádio,
A matemática é simples, quem planta coragem colhe alguma riqueza da ação e nesse progresso a conexão cria raízes.
