Matei Voce dentro de Mim
Há dias em que algo dentro da gente desperta como quem encosta a mão numa ferida antiga e, pela primeira vez, não recua. Vem uma lucidez quieta, dessas que não fazem barulho, mas deslocam tudo por dentro. Uma compreensão branda de que a vida é feita de tentativas — algumas inteiras, outras tortas — e que não há vergonha alguma nesse descompasso.
Fiquei pensando no quanto a gente insiste em sustentar a pose de quem acerta sempre, quando, na verdade, o amor se constrói é na hesitação. No passo em falso. No gesto que sai pela metade, mas ainda assim diz tudo. Amar é caminhar sabendo que o chão cede, que o corpo treme, que o coração desobedece. E, mesmo assim, continuar.
Há algo de profundamente humano em admitir que não damos conta de tudo. Que tropeçamos nos próprios medos, que às vezes derrubamos o que queríamos proteger. Essa honestidade silenciosa — a de reconhecer nossas bordas — abre um espaço onde o outro pode respirar sem performance, sem armadura, sem exigência de perfeição.
No fundo, acho que a beleza está nesse acordo invisível entre dois inacabados: a permissão de ser falho sem ser abandonado. A coragem de mostrar a rachadura e confiar que ela não será usada como arma. O abrigo construído não pelo acerto, mas pela delicadeza de tentar de novo — e de novo — mesmo sabendo que não existe garantia alguma.
E talvez seja isso que mais me atravessa: a percepção de que falhar não nos faz menores. Às vezes, é justamente o que nos torna verdadeiros. Porque só quem aceita o próprio desalinho consegue amar com profundidade — e permanecer, apesar das quedas, com uma força que não se aprende, apenas se vive.
Sou muito calado por fora, por dentro tenho uma mente super barulhenta, por esse motivo eu guardo os meu problemas comigo. Se eu te contar o que eu escondo dentro de mim, você não aguentaria.
Cristo Vive, Cristo vive, Vive dentro de nós, está em nosso respirar, está no ar, está no vento, está no céu, está nas nuvens, está nas árvores, está no chão que tu pisa, está em tuas mãos, está em teus olhos, na tua boca, nos teus ouvidos, na tua mente, em teu corpo, está em tudo que tu possas imaginar, Jesus é Luz, Deus é Pai, Mestre dos Mestres, a ti Senhor eu sou Fiel e agradeço por todas as coisas na minha vida, por todas as pessoas que colocastes em meu caminho, agradeço por ser quem eu sou, quem me tornaste, a ti Senhor, eu agradeço. É tudo sobre o Amor, sobre Amar.
Tem um momento na vida em que o silêncio do outro começa a fazer barulho dentro da gente. É curioso isso, porque o silêncio em si não diz nada, mas a nossa mente… ah, essa não suporta o vazio. Ela é como uma escritora ansiosa, dessas que não dormem enquanto não terminam a história, mesmo que precise inventar metade dela.
Quando alguém fica mais quieto, mais distante, a gente não observa apenas… a gente interpreta. E interpretar, quase sempre, é correr o risco de exagerar. Eu mesma já me peguei criando enredos dignos de novela das nove, com direito a traição, abandono emocional e até diálogos que nunca aconteceram. Tudo isso enquanto a outra pessoa talvez só estivesse cansada, distraída ou simplesmente vivendo um dia ruim.
A mente não gosta de lacunas. Ela vê um espaço em branco e já pega a caneta. Só que ela não pergunta se pode escrever. Ela vai lá e escreve do jeito que acha mais coerente com os nossos medos. E é aí que mora o perigo. Porque raramente a mente preenche os vazios com leveza. Ela prefere o drama, o alerta, a defesa. Como se estivesse tentando nos proteger, mas, no fundo, só nos deixa mais inquietas.
E o mais irônico é que quanto menos informação a gente tem, mais certeza a gente sente. É quase uma coragem ilusória. A pessoa não respondeu direito, pronto, alguma coisa está errada. Ficou mais calada, pronto, tem algo acontecendo. E assim, sem perceber, a gente começa a reagir a histórias que nunca foram confirmadas.
Só que viver assim cansa. Cansa porque a gente sofre por antecipação, cria distâncias que talvez nem existam e, às vezes, acaba tratando o outro com base em algo que só aconteceu dentro da nossa própria cabeça. É como brigar com um fantasma e sair machucada no final.
Talvez o grande aprendizado aqui seja respirar antes de concluir. Nem todo silêncio é rejeição. Nem toda distância é abandono. Às vezes, é só… silêncio mesmo. E talvez confiar um pouco mais no que é real, no que foi dito, no que foi construído, seja um ato de maturidade emocional que a gente vai aprendendo aos poucos, tropeçando nas próprias suposições.
No fim das contas, nem tudo que a mente cria merece palco. Algumas histórias precisam ficar onde nasceram… dentro da cabeça da gente, sem virar verdade na vida real.
E se você gosta desse tipo de reflexão que abraça, cutuca e faz pensar ao mesmo tempo, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Tem muita coisa lá que parece ter sido escrita exatamente para esses dias em que a mente resolve falar alto demais.
Tem uma coisa estranha acontecendo dentro da minha própria casa e eu ainda não decidi se isso é amadurecimento ou algum tipo sofisticado de bug emocional. Meu marido anda em silêncio, mas não é aquele silêncio confortável de quem já dividiu tantas palavras que agora pode descansar nelas. É um silêncio que observa. Ele fala pouco, mas quando fala, solta frases que parecem ter vindo de uma reunião secreta com a própria consciência. Diz que agora percebe coisas que antes não percebia. E eu fico olhando pra ele com a sensação de que perdi o acesso à versão anterior do homem com quem eu me casei.
E aí teve o beijo.
Eu estava ali, entregue, porque quando eu amo eu não sei amar pela metade. Eu beijo como quem assina contrato sem ler as cláusulas, confiante, intensa, emocionalmente parcelada em doze vezes sem juros. Só que no meio daquele momento que, teoricamente, era pra ser nosso, eu senti. Não foi falta de toque, não foi ausência física. Foi pior. Foi ausência de presença. É como se ele estivesse ali… mas não estivesse. Como se o corpo dele tivesse comparecido, mas a mente tivesse mandado um representante.
Quando eu abri os olhos, ele estava me olhando. Não era um olhar apaixonado, nem distraído, nem sequer culpado. Era um olhar… analítico. Como se eu fosse um documentário interessante passando na televisão e ele estivesse tentando entender a narrativa. E naquele exato segundo, alguma coisa dentro de mim fez um barulho baixo, tipo vidro trincando devagar.
Eu me senti descartável.
Não descartável no sentido dramático de novela das nove, mas naquele jeito silencioso, sofisticado, quase elegante de perceber que talvez eu não esteja mais sendo vivida, só observada. E isso, pra quem sempre foi intensidade pura, é um tipo de solidão muito específica. Porque não falta alguém ali. Falta ser sentida.
E desde então eu fico tentando decifrar esse novo idioma dele. Será que ele evoluiu e eu fiquei parada? Será que ele está enxergando coisas que eu nunca quis ver? Ou será que ele simplesmente se afastou emocionalmente e agora chama isso de consciência?
O mais curioso é que ele não parece distante no sentido clássico. Ele não brigou, não sumiu, não virou outra pessoa completamente. Ele só… mudou o jeito de estar. E isso é muito mais difícil de confrontar, porque não tem um problema claro pra resolver. Tem uma sensação. E sensação não se debate, se vive.
E eu continuo aqui, meio entre o amor que eu construí e a dúvida que começou a sussurrar. Porque amar alguém que está presente é fácil. Difícil é amar alguém que começa a se retirar sem sair do lugar.
No fim das contas, talvez o maior medo não seja perdê-lo. Seja perceber que, de alguma forma, eu já comecei a perder… e ainda estou aqui, beijando alguém que me olha como se estivesse tentando entender quem eu sou.
Agora me conta, você já se sentiu assim também?
Tem dias em que a vida ensina sem aviso,
em silêncio…
como quem ajeita por dentro aquilo que a gente ainda não sabe nomear.
Nem sempre é leve,
nem sempre é fácil de entender,
mas há um cuidado escondido em cada movimento.
Às vezes, ela nos estica,
nos tira do lugar conhecido,
nos convida a crescer por caminhos que não escolheríamos.
E mesmo quando parece desorganizar tudo,
há algo sendo lapidado.
Porque, no fundo,
a vida não chega para nos quebrar…
chega para nos transformar.
- Edna de Andrade
Tem dias em que eu me sinto por dentro como quem se espalhou demais…
partes minhas cansadas, pensamentos que pesam, silêncios que dizem tanto.
E ainda assim, há um lugar onde não preciso me explicar.
Um cuidado que me encontra inteira, mesmo quando eu não me sinto assim.
É ali que eu descanso.
Não porque tudo se resolveu,
mas porque fui acolhida.
E, aos poucos, a força volta…
do jeito mais manso, mais profundo, mais verdadeiro.
Só o suficiente para continuar.
- Edna de Andrade
*Algo estranho acontece lá fora, e eu aqui dentro não consigo dormir, não sei se é saudade o desamor, mas ambos me fazem pensar, e assim vou trocando de travesseiros e revirando na cama sem ter ao menos como sonhar.*
(Saul Beleza)
Sai daqui. de dentro sai quero e nao quero amo e nao amo vejo mais nao quero ver futuro para que, viver ou morrer ,pensar ou fechar. Há foda-se.
O que era sabor agora se tornou dissabor por não estar dentro da vontade de Deus. E isso traz maturidade para não tentar mais sozinho na minha própria experiência humana. Mostra-me o quanto preciso do meu papai e de sua experiência como fundador do universo meu criador.
Vamos iniciar nosso final de semana vivendo O amor verdadeiro.
O amor verdadeiro é de dentro prá fora, toca o corpo, mas envolve a alma.
Dentro de nós existe uma força, que nos impulsiona e nos ilumina mas...
Do meu lado está sempre Ele, que nunca me deixa, me proteje, me guarda e me estende a mão seja qual for a minha caminhada
Não há mudanças em nós ou dentro nós, não. O que há em nós é calor do tempo que derrete nossa rigidez, pondo em vista, o nosso verdadeiro interior, onde somos frágeis porém verdadeiros.
É tão bom arrancar sorrisos das pessoas mesmo que por dentro eu esteja em prantos .. agradeço a Deus , pois sei que isso é um dom e me sinto muito feliz por esse dom. Mas quem vai me fazer rir ?
Lá fora um silêncio ensurdecedor e aqui dentro uma solidão silenciosa em busca, em vão, da alma que perdi.
Dentro da gente
Tem certas palavras
que saem da boca da gente
que não sabemos
de onde vem
só quem sabe
é a musica que toca,
...que dança,
dentro da gente.
Tem vezes que a gente
Parece um poema, fica doendo,
De repente explode, lá de dentro.
Se desmancha
numa folha de papel
e depois revela o que existe,
...que pulsa,
dentro da gente.
Tem pessoas que entram
na vida da gente,
E não entendem por que,
Nem sabem o que fazem lá dentro,
só quem sabe é quem sente
a alegria que preenche,
...que fica,
dentro da gente.
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