Matar Saudades
Voa, voa, Saíra-lagarta,
leva o meu recado
para a saudade que me mata,
e diga que continuo apaixonada.
Costurando o tempo
Nem sempre estamos próximos, a saudade mata!
Queria tanto costurar o tempo para poder reviver aqueles doces momentos ao teu lado no paraíso praiano de anos atrás.
Eu vi o nosso amor crescer ali, eu senti ele nadando conosco, apreciando as belas paisagens.
Aquele Céu, aquela Lua, as montanhas e aquele mar, sabem do que eu estou falando.
Sinais...
Se eu não consigo decifrar quem é quem, perdoa- me?
Ando revivendo metades.
Matando saudades.
Procurando as tuas medidas .
Perdoa -me...Mas a tua ausência me mata...Um pouco por dia.
E mesmo que eu tente ser forte, falho.
Ouço a tua voz noutra boca, vejo teus olhos noutros olhos.
Perdoa- me...Mas eu preciso de você um pouco mais, só mais um pouquinho.
Eu juro!
Perdoa- me!
Se te busco, se te imploro pra ficar um pouco mais!
A DONA DA LONA- O Lado Vazio da Cama- Claudia Murari!
Acho que essa vida urbana acabou que matando um pouco da minha inocência poética, quase lírica, que eu tinha antes de vir para cá. São Paulo é uma cidade contagiante, traiçoeira e extremamente envolvente. Não tem como viver distante de sua realidade. Ou você acompanha o seu ritmo avassalador de megametrópole ou sistematicamente é esmagado, deixado para trás, sem nenhuma compaixão. Salve-se quem puder! O tempo por aqui anda mais depressa, não há espaço para um poeta sonhador, feito eu...
Amor é pior que uma arma também matar aos pouco, você morrer sem perceber. Sua alma não é mas uma luz e uma noite escondida não era estrela, só ficou perdida solitária no espaço esquecido.
Saudade é uma coisa que se sente em virtude daquilo que já não é, que já não está, que já não faz parte, que já não vive, que já não preenche, que já não alegra, que já não faz sorrir.
É como ainda sentir o ar se deslocando sobre os trilhos em que um grande trem tenha acabado de passar. É como olhar um vulto que desaparece na sombra. É como perseguir fantasmas...
Saudade não se mata.
Saudade mata.
Um sorriso encantador, uma princesa de jeans, um olhar que mata a cada piscada.
Talvez nunca tenha dito o quão especial você é, mas talvez nunca tenha me dito o quão importante eu fui, uma bela amizade, uma grande ferida, E no momento, apenas uma dor sentida. De arrependimento? Não, espero apenas que seja dor de momento...
Isso tá me matando,a cada dia que se passa eu morro um pouco,eu só queria que de alguma forma,você me perdoasse e voltasse para mim.
Diga-me que você me ama,mesmo que seja falso,eu não ligo. Só preciso disto para matar um pouco desses sentimentos terríveis que estou sentindo.
E mais uma vez me pego aqui, me afogando em palavras, na unica esperança que resta de matar a saudade que insiste em me atormentar.
Vinte Gotas de Verão
Eu bebi vinte gotas de saudade
em tudo que eu bebi,
e nos últimos meses esqueci
que pra matar algo
tem que ser à seco;
Eu chorei vinte gotas de saudade
Em tudo que eu chorei nos últimos meses,
Mas saudade não é algo que se pode matar afogado;
Nesses meses de verão
o sol que torrou lá fora
Aqui dentro ainda molha
meu rosto já inundado
Em chuva afogado
mas ainda assim sedento,
surdo, mudo em lamento,
das coisas que eu nem sei
dos beijos que não dei
do amor que não recebi,
naquele tempo em que
lá fora que chovia
e aqui dentro sempre dia
era o sol que se fazia.
A sua ausência esta me matando, a única coisa ainda viva em mim é o coração que ainda por vc esta pulsando
Isso está me matando,a cada dia que se passa eu morro mais um pouco,eu só queria que de alguma forma,você me perdoasse e voltasse para mim.
Se estiver sozinha e sentir um arrepio pelo corpo, não se preocupe é apenas a minha alma matando a saudade!
Sergio Fornasari
