Máscaras
O colapso da identidade em um mundo de máscaras sociais é um silêncio que grita por dentro. A pessoa já não sabe onde termina o rosto e começa o disfarce. Cada papel aceito, cada personagem ensaiado, acrescenta uma nova camada de verniz sobre a pele cansada. Por trás do sorriso treinado, a dúvida: aquilo que sinto é meu ou apenas uma reação ao olhar do outro?As redes, os palcos, os corredores anônimos exigem versões editadas de nós mesmos, sempre prontas, sempre luminosas. A autenticidade, então, se faz clandestina, vivendo em breves lapsos de descuido. Quando a máscara cola, torna-se pele; quando a pele cede, torna-se máscara. Nesse atrito, a identidade se fragmenta em reflexos contraditórios.No fim, resta um espelho que não devolve um rosto, mas um mosaico de expectativas alheias. E o eu verdadeiro, tímido, pergunta-se se algum dia existiu.
Máscaras
Lembranças falsas lançam suas máscaras no vazio.
Graças a Deus, somos todos falhos, errantes e pecadores.
Por isso, por gentileza, não fale de mim,
até porque já não me lembro de você.
Entre Confetes e Máscaras
Dia de festa nacional.
Confetes e serpentinas também sinalizam que há inimigos ocultos, escondidos entre as alas das ruas largas e os carros alegóricos que atravessam becos estreitos.
Há, ainda, seres sinuosos e aparentemente divertidos, sorridentes, com a malícia oculta por detrás das máscaras.
É como se, em meio à alegoria, uma pandemia invisível também desfilasse.
É um mistério — pois tudo pode acontecer: comigo, contigo, com todos nós.
Há um perigo iminente, onde toda cautela se faz essencial.
Dê as mãos à alegria, mas mantenha os olhos atentos à vigilância.
Brinque, pule, divirta-se — porém, com prudência.
Bom Carnaval a todos.🇧🇷
Carnaval e às Máscaras
Máscaras, suas mil e uma utilidades, suas diferentes finalidades.
Alguns as usam para esconder o próprio eu perverso; outros, para revelar a própria humanidade.
No Carnaval, temos o privilégio de usá-las, na maioria das vezes, não para ocultar, mas para expressar a alegria que habita a alma brasileira.
Sensação
Eu me descubro assim, sem rótulo máscaras ou coisas pedaços incompletos sem nexo sem roteiro desenhado no esboço do meu rosto exposto.
Eu me revelo assim, intensidade, transparência feita da essência mais louca ou talvez boba no compasso dessa melodia louca.
Eu me despeço ou recomeço sem nexo faltando um complemento talvez até sem jeito sem preconceitos, sem conceitos, desse jeito ou sem jeito.
Enfim um conjunto de tropeços onde nem sei qual é o começo mas sinceramente, eu gosto desse meu jeito então chega de argumentos e você, ah segue teu rumo, pois não nesse indo seremos amigos, inimigos ou completos desconhecidos.
Vivemos num grande teatro, os que ainda não colocaram suas máscaras, estes sim estão atrasados pro espetáculo.
A noite é refúgio, abrigo e revelação. Enquanto o dia exige máscaras e ritmo, os intensos mergulham no próprio turbilhão, dialogam com pensamentos que só nas sombras se escutam e sentem emoções que o sol não deixaria brilhar. Ser notívago não é insônia: é a coragem de permanecer inteiro, de transformar silêncio em autoconhecimento e solidão em plenitude.
A dor não me faz vítima, faz-me verdadeiro,
a dor revela uma essência sem máscaras,
ela não me derruba, revela quem sou, da dor nasceu autenticidade e força.
Nas madrugadas, as máscaras descansam. Sou apenas eu, meu cansaço e a verdade crua que o dia não suportaria ver.
O mundo é um baile de máscaras onde eu cheguei com o rosto nu e agora todos se afastam, assustados com a honestidade da minha tristeza. Não nasci para o carnaval das aparências, prefiro a quarta-feira de cinzas, onde tudo é cinza, mas ao menos é real.
A solidão não é ausência, é encontro. É o território onde todas as máscaras caem e a alma se vê obrigada a se reconhecer sem disfarces. No deserto da própria presença, algo começa a nascer em silêncio, como uma voz antiga que sempre esteve ali, aguardando ser ouvida. Não fuja desse lugar, há um tipo de luz que só se revela a quem permanece. O vazio, quando abraçado com coragem, deixa de ser abismo e se torna solo fértil para aquilo que transcende o próprio entendimento.
- Tiago Scheimann
"Muitos travam o crescimento do Isaque Ramon porque sabem que, quando ele subir, as máscaras da hipocrisia vão cair diante da sua verdade inabalável."
O tempo é sábio: nivela, revela e desnuda.
As máscaras caem, e só permanece o que é verdadeiro.
Porque o caráter, cedo ou tarde, sempre fala mais alto.
O tempo mostra, o caráter prova, e as máscaras caem.
É assim que descobrimos quem está ao nosso lado de verdade.
