Mas Vc Nao tem Culpa de Nao me Amar

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⁠Quase tudo em mim é fogo que arde sem se consumir, mas também é luz e calor, que podem iluminar e aquecer. Em frustrações distintas, a velha confiança, silente, não mais me cativa no olhar; minha mente cansada, sem saída a vislumbrar.
Em busca de algo mais, sem se conformar, que tal outro mundo possível sonhar?
Tudo em mim incendeia, uma chama incontrolável, um sonho por um mundo novo, onde o absurdo seja condenável.
Imagino um crime, não de sangue ou de maldade, mas de estupidez e ganância na sociedade, como a busca pelo ter ou por ganhar, esquecendo o mais hábil, o simplesmente ser, simplesmente o que é sábio. Um lugar diverso, onde o viver seja um belo verso. Consegue ter a noção? Do viver pelo viver, como a mais bela canção. Como faz o pássaro que canta, sem saber que encanta, ignorando sua arte pelo simples cantar. A criança que brinca sem saber que inventa, sem saber que é parte, simplesmente pelo brincar.
Com alimentos, palavras, arte e educação não sendo commodities, onde a beleza do simples nos dê suporte. Um lugar onde os sonhos se realizam, onde não há mais fome, nem guerra, nem opressão, onde todos os povos vivem em paz e cooperação, que possam andar nas ruas sem medo de balas ou bombas, como num campo de guerra em ação.
Sem egoísmo ou exploração. As mulheres são livres e respeitadas, sem violência ou discriminação.
A natureza preservada sem poluição ou destruição. Os animais são amigos e companheiros sem crueldade ou extinção. A arte é valorizada e compartilhada, sem preço, censura ou limitação.
Os desesperados seriam, por fim, os esperados. Os perdidos, enfim, seriam resgatados.
Porque eles se desesperaram de tanto esperar, e eles se perderam por tanto buscar. Por este lugar, onde todos têm o direito de sonhar. Onde ninguém é explorado, nem oprimido, nem excluído. Onde a diversidade é celebrada, e a solidariedade é praticada, onde o viver é uma questão sagrada.
Esse é o meu mundo, e o de muitos outros, que sonham com um mundo melhor, mas que não possuem os meios de ação para torná-lo realidade, mas que querem alcançar enfim esse stop da animalidade.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Eu caminho sem rumo, sem destino, sem saber o que me espera além do horizonte, além do ser. Eu busco novos ares, novas terras, novas cores. Eu fujo das prisões, das dores, dos horrores.
Eu sinto o desejo de viajar, de me aventurar, de conhecer o desconhecido, de me deslumbrar, de ver o mistério se revelar, de me surpreender, de sentir a vida pulsar, de me renascer, de sentir a vida que se move, que se renova.
Mas eu sou um cativo, um refém, de um corpo, de uma mente, de um lar, de um alguém, de um presente. De uma realidade que me oprime, que me consome, de uma humanidade que me afasta, que me abandone.
Eu sonho com a natureza, em sua beleza. Eu lembro da época em que eu era parte dela, em que eu era uma centelha. Eu anseio por voltar a ela, por me integrar a ela, por me libertar dela.
Eu quero viajar sem fim, sem limite, em busca de um caminho sem razão, parece que em parte alguma estou em paz, sempre a desejar um novo cais. Uma ânsia sem fim, pelas terras desconhecidas, o mistério, o desconhecido me atrai, enquanto minha alma se perde, se vai.
Aprisionado em tudo o que não sou. Eu sou um estrangeiro, em todo lugar, em todo tempo. Em busca do Éden perdido, vagando sem destino, pois somos todos eternos nômades, em busca do divino. Enquanto me perco nas ruas de concreto, a minha alma anseia pela simplicidade da terra, o aroma das flores, a luz do dia.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠É curioso pensar em quantos lugares incríveis existem no mundo, aqueles cantinhos que a gente nunca vai ver nem mesmo ouvir falar. Lugares que estão ali, silenciosos, vivendo suas próprias histórias. Existem praias isoladas, templos antigos esquecidos, florestas que abrigam segredos que nem a ciência ainda compreende. Lugares que guardam histórias que nunca serão contadas, belezas que nunca serão vistas e detalhes que permanecerão eternamente desconhecidos. Às vezes penso nisso e me perco por alguns minutos

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Frendship with Amanda

Dizem que amor é sempre brando, macio como nuvem ao amanhecer. Mas o que temos é trovão trocando farpas, é tempestade que insiste em não ceder. Dizem que amor é feito de calmaria,
mas o nosso laço é furacão. Não tem flores na varanda, mas tem raízes fincadas no chão. Elas são a prova de que, mesmo em solo instável, pode emergir uma relação incomparável. Gritamos, não por raiva, mas por querer ser ouvido, ferimos, não por mal, mas para proteger o que é vivido. E no fim, cansados da guerra travada, voltamos ao riso, prontos pra renascer. Não somos perfeitos, nem queremos ser, só sabemos que aqui é o nosso lugar. Entre gritos, risos e tempestades, sempre voltamos a nos encontrar. O amor por uma pessoa também é isso: encontrar beleza nas rachaduras, e ainda assim chamar de lar. Aos outros, a nossa relação parece estranha, um labirinto ou um enigma, sem razão ou caminho, quem observa de longe não enxerga a montanha que construímos juntos, no silêncio e no destino. Pemanecemos, não porque é fácil, mas porque sabemos, no fundo do peito, que o telhado pode vazar, as paredes podem rachar, mas a casa que temos ainda é lar. E assim seguimos, com baldes e panos, consertando o que dá, deixando o resto pra depois. Porque o amor por uma pessoa também deve incluir isso: aceitar as goteiras de seu telhado, e ainda assim escolher ficar, debaixo do mesmo teto. Brigamos, nos distanciamos, mas sem querer. Cada batalha é um lembrete do quanto ainda queremos entender. No caos, em meio ao grito e ao rancor, escolhemos seguir, mesmo sem saber onde dói a dor. Brigamos, nos afastamos, mas sempre voltamos, porque é no caos que nos encontramos. Nossos corações, que se chocam e se quebram, se refazem, se curam, e se entregam. Nos tornamos mais fortes, mais próximos, e mais íntimos, laços que a alma tece em ritmos. Um amor que não se ressente, que se acolhe, se escolhe, que se compreende, que juntos um alicerce. E o que sentimos, mesmo sem palavras, é o reflexo de algo mais profundo, que não se vê, mas se sente, um amor que se faz forte no meio do descompasso, no que é imperfeito, mas é eternamente presente. E mesmo nos momentos mais escuros, nos encontramos, iluminados pela certeza de que juntos, somos inteiros. Mesmo nas tempestades, sempre há a promessa do sol, e a certeza de que juntos podemos enfrentar qualquer clima, qualquer adversidade. Justamente nesse mistério que encontramos nossa magia, no jeito único que só nós dois entendemos, forte o suficiente para resistir ao tempo, essa é a nossa verdade. A vontade de cuidar permanece, e nos move, mesmo nas horas de dor, como um farol que nos guia ao amor. Mesmo quando o mundo ao nosso redor treme, sabemos que temos um ao outro para nos sustentar, porque é no perdão, nas pequenas reconciliações, que o nosso amor se renova e cresce, sem parar. Mesmo nos dias mais difíceis, sem desanimar, o amor nos leva a seguir, sempre a caminhar. E o que nos torna indestrutíveis, na verdade, não é a ausência de dificuldades, mas a lealdade. A nossa capacidade de nos curar e abraçar, independente do que aconteça, um ao outro amparar. Não se trata de corações em chama, nem de juras ditas ao luar. É o falar suave que acalma, um olhar que sempre vai se encontrar da maneira mais bela. O tipo de amor que é para sempre, sem cautela. Sentimentos se entrelaçam sem fim, é amizade que faz o mundo, e transforma cada momento em jardim. Perguntam, mas não entendem o segredo, é o carinho que vai além do amor, o medo de perder algo de imensurável valor. Seus pensamentos, sua dor, seus medos e risos não estão à vista, mas são meus quando você escolhe os pronunciar. Presença não é só corpo, é o eco que fica no ar, é a lembrança que acende quando o outro está a milhas a mar. Há outras formas de tocar: um verso, um riso, um suspiro. Há outras formas de amar: um nome escrito no mar, um suspiro compartilhado em segredo, um sorriso que brilha mesmo no medo. Em um falatório que organiza a mente, em um silêncio que cria ambiente, em um gesto simples e a alma a tocar, tudo que se forma um lar, aquela pausa que você pode descansar. Intimidade é isso: um fio invisível que tece, ligando almas, corações, onde o tempo se esquece. E assim, mesmo longe, extremamente presente: na palavra que acolhe,no afeto que aquece a gente. Qualquer um pode dizer que te ama, mas eu? Aaah, eu te poesio!

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Há uma certa grandiosidade trágica em declarar que se morreria por alguém. É uma afirmação que soa a sacrifício final, a coragem absoluta. No entanto, a verdadeira prova do amor talvez não esteja no gesto extremo da morte, mas nos atos modestos e repetidos da vida: Você viveria por mim? Cuidaria de si por mim? Faria as pazes com a existência por minha causa? Destruir é fácil. Qualquer um pode arruinar, abandonar, ferir. A verdadeira arte está na reparação, na paciência, na insistência em permanecer quando tudo em nós pede fuga. O amor, em sua essência, é um convite à vulnerabilidade. Ele nos tira do centro de nosso próprio universo e nos coloca diante de um paradoxo: só encontramos a nós mesmos quando nos esquecemos de nós. As visões narcisistas do amor, aquelas que buscam no outro apenas um espelho, um confirmador de nossas fantasias, são, no fundo, formas sofisticadas de solidão. Quem ama de verdade não está à procura de um admirador, mas de um ser humano completo, com suas falhas e suas dores. Amar é aceitar o risco de ser transformado, de sair do controle. E talvez sejam os solitários os que melhor compreendam isso. Eles passaram tanto tempo observando o amor à distância, estudando seus movimentos como um astrônomo estuda as estrelas, que, quando finalmente amam, o fazem com uma intensidade que os mais sociáveis mal compreendem. Eles sabem que amar é um ato de coragem, não a coragem do heroísmo vazio, mas a coragem de acordar todos os dias e escolher, outra vez, permanecer. No fim, a pergunta que define o amor não é "Você morreria por mim?", mas sim "Você viveria, pacientemente, imperfeitamente, ao meu lado?". E essa é uma pergunta muito mais difícil de responder.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠É uma alegria ler um poema, sim, mas quem o lê com verdade sabe que por trás de cada verso há um abismo. O poeta canta porque não pode calar a dor; ri, porque não suporta chorar sempre. A sua alma criativa é um reflexo da crise, um espelho partido que devolve a luz em estilhaços de beleza. Que importa que o poema brilhe, se foi forjado nas trevas? Que importa que a palavra dance, se quem a escreveu mal se sustenta em pé? A obra é a fuga, o grito abafado, o sorriso que se desfaz no rosto antes de chegar aos olhos. Lemos e sentimos o êxtase da criação, mas esquecemos que o criador muitas vezes se consumia na chama que nos aquece. A arte é o suicídio adiado, o último suspiro antes do naufrágio. E, no entanto, quanta luz brota dessa escuridão! O poema é alegre porque a tristeza, quando pura, já não sabe nomear-se. E nós, leitores ingênuos, bebemos do veneno como se fosse mel, sem perceber que a doçura vem do mesmo fruto que envenenou o poeta. Mas não importa. A obra está acima do autor, e a beleza sobrevive ao caos que a gerou. Ler um poema é conversar com um fantasma que ainda não sabe que está morto, e, nesse diálogo, ambos, vivo e espectro, encontram uma paz que a vida lhes negou.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠⁠Há uma ternura triste, quase imperceptível, que habita os corações dos apaixonados. É a crença silenciosa de que, para merecer o amor, é preciso ser menos. Menos ruidoso, menos estranho, menos intenso. Como se amar fosse passear por um salão de porcelanas impecáveis, e não andar descalço num jardim onde brotam flores selvagens. Quantas vezes você já se olhou no espelho e, em silêncio, declarou guerra a si mesmo? Quantas vezes domou sua risada por achá-la alta demais, podou suas ideias por parecerem estranhas demais, engoliu sua verdade por medo de que fosse demais para o outro? Ah, meu caro... o amor de verdade não é um molde no qual devemos caber. É um lugar onde cabemos inteiros. Há quem se apaixone justamente pelo que você esconde. Pelo seu jeito estabanado de contar histórias, pelas paixões excêntricas que ninguém mais compreende, por aquele detalhe que você julga imperdoável. O amor é distraído das lógicas, surdo às conveniências. Ele gosta de vozes desafinadas, de risos fora de hora, de olhares tortos. Ele gosta do que é seu, e só seu. Não se torture tentando caber em formas que não foram feitas para você. Não há vitória alguma em ser amado pelo que você finge ser. Seja quem é, com todas as suas delicadezas e desatinos, e espere. Porque o amor que vale a pena não exige máscaras nem reformas. Ele reconhece a alma pelo avesso, e ali se aconchega. Ele não chega exigindo silêncio: chega com ouvidos abertos para a música que é só sua. E quando ele vier, não pedirá que você se esconda. Vai sentar ao seu lado, sorrir, e dizer com simplicidade comovente: Gosto de ti assim, exatamente assim, com tudo que o mundo não soube entender. Seja raro. Seja inteiro. Seja você. Porque o mundo está cansado de cópias bem-comportadas. Mas há uma beleza revolucionária em ser verdade.

Inserida por xALVESFELIPE

Nasci com gestos que nunca fiz, nasci com asas, mas nunca abri os braços. Com sonhos que me foram tarde. Senti o mundo e fiquei por um triz. Entre o querer e o que me guarde. Fui poeta antes da palavra, artista no silêncio vão. Cada cor que em mim se lavra, não passou da intenção. Não fui por medo, ou por costume, ou porque era cedo ou já era. A alma é chama, mas sem lume, é só cinza que espera. Nos dedos tive a arte pura, mas escondi-a por amargura. Quantos como eu vivem assim, inteiros no que não fizeram? São vultos que, dentro de si foram tudo, e não se deram. O mundo quer som, luz e dança, o resto somente rascunho de ser. Mas há quem, por pura esperança, aprenda a se esconder. Não verá meu quadro, meu canto. Não verá meu verso, meu traço. Tampouco saberá do meu cansaço. Nem saberá do quase em mim. Sou o talento que, de tanto, ficou calado até o fim. Por ser demais a madrugada fui grande em mim, somente em mim.⁠

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Hoje em dia se lê muito. Tão rápido que é quase absurdo. As palavras voam diante dos olhos, e a mente mal as registra, já está em outro parágrafo, com pressa como se fosse uma corrida, mas a leitura é uma conversa, com a sabedoria contida.
O que é a leitura sem meditação? Apenas uma sucessão de letras, sem sentido ou reflexão. É como saborear um prato sem mastigar, perde-se a essência do que se queria apreciar. É deixar levar pelo vento, sem entender o que se vê.
É preferível ler menos, e se demorar no que se lê. Mergulhar na beleza e na sabedoria que se escondem nas páginas de um livro. Refletir sobre cada linha, desvendar seus mistérios, e, assim, enriquecer o espírito. Refletir sobre a beleza da linguagem e enxergar na página uma paisagem. A pressa nos rouba a capacidade de sentir as emoções da palavra com cumplicidade.
Afinal, onde está a essência da leitura, se não na contemplação da sua altura? Em cada página, em cada verso, é preciso mergulhar na leitura como em um universo.
A pressa é inimiga da contemplação. Não há sabedoria sem pausa. Apenas na calma e na reflexão, é que a verdadeira compreensão se causa.
Que importa se lemos mil livros, se não podemos saborear a beleza de cada palavra? Que importa se acumulamos conhecimento, se não somos capazes de transformá-lo em ação?
A verdadeira sabedoria não está no número de páginas que se leu, mas sim na capacidade de reflexão que em cada palavra floresceu. A beleza da escrita é um convite para um mergulho profundo.
Que possamos, então, desacelerar um pouco, que possamos ler com olhos de poeta, e encontrar na leitura a mais bela meta.
Será que vale a pena correr tanto, se no final não sobra tempo para refletir e saborear?
Eu quero mergulhar nas palavras e deixar que elas me inspirem, pois a verdadeira sabedoria não está em acumular, mas em compreender e internalizar o que aprendemos, de forma que a sabedoria guardada no livro se torne parte da nossa identidade.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠⁠Falar e escrever seriam inúteis? Efêmero falar, que nada exprime. Embalo-me na angústia da comunicação. Palavras são como cascas que se desfazem, nada mais que vãos rastros da emoção. Prisioneiras do sentido, as palavras se perdem no mar da insuficiência, a trama da linguagem é sempre tecida em ilusões, aprisiona a verdade em suas limitações.
A boca que se abre, a caneta que desliza, são meros instrumentos de uma busca indecisa, entre o dizer e o calar. O silêncio, em sua vastidão indomável, transcende a palavra e o ego. Não se prende a conceitos, não se aprisiona, é a pausa significante, a verdade que sussurra além do verso e do grito.
Encontro a liberdade de ser, de simplesmente ser, no silêncio, no vácuo, na ausência do dizer. Apenas existir, além do verbo, é o meu querer.
Escrever é apenas um exorcismo das ideias que perpetuam aqui dentro. O papel, meu confessionário mudo, testemunha fria, onde vou destilando mágoas, desvendando traumas. As letras que emergem são pedaços da minha solidão, uma ponte entre o caos e o desejo de renascer, e, ao revelá-la, sinto-me mais perto do amor. Encontro-me em cada verso, escrever é libertar-me também, é o alimento da alma em turbulência.
Contudo, és tu, ó silêncio, a língua que mais compreendo, no vazio de tuas pausas, meu ser se estende. Palavras são fumaça, que se dissipam no ar, enquanto o silêncio, no âmago, faz-se morar.
Ah, inútil é falar, inútil é escrever, quando a verdade se oculta no não dizer. A eloquência dos gestos, a dança do olhar, a palavra que se cala, é o que há de mais raro habitar.
Nas sombras do silêncio, encontro meu personagem. Em cada pausa, um mundo vasto se revela, onde o ser e o nada se fundem.
No abismo das reflexões, o pensamento vagueia, sutilmente capturado pelo desespero. Entre a razão e o caos, a alma se incendeia.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠⁠É nas noites escuras que se revela o sentido, aos homens que sofrem, um vislumbre atrevido. Em meio ao caos, encontram uma clareza intensa, um despertar que transcende, uma visão imensa. Em suas dores, descobrem a essência da existência, a fragilidade humana e sua plena resistência. Caminham entre as ruínas de sonhos desfeitos, e encontram, na ruína, a sabedoria de feitos, pois os homens que sofrem têm olhos mais atentos, percebem nuances ocultas, sutilezas em tormentos. Em seu desamparo, aprendem a contemplação, e se conectam ao universo, em profunda reflexão.
É na dor que se desvela a força interior, homens quebrados, mas com um brilho superior, seus corações dilacerados são oráculos, que recebem revelações que os outros não compreendem, uma luz que se acende nos abismos que ascende.
Vossas almas atormentadas, revelam-se como faróis na noite escura, pois somente aqueles que conhecem a aflição podem vislumbrar a essência da existência pura. Enquanto os outros se perdem em trivialidades, vocês desvendam os segredos do universo. Em cada lágrima derramada, uma epifania, uma compreensão que transcende o perverso.
Vossas dores são tesouros ocultos a desvelar, abraçai vossas feridas como guias preciosas, pois nelas reside a sabedoria a nos ensinar.
A dor, qual mestra cruel e implacável, desperta a mente adormecida pelo prazer, e revela, com amargura, a realidade crua, que muitas vezes preferimos não ver.
Não é a dor que traz lucidez, por si só, mas o caminhar árduo pela estrada espinhosa. É na luta contra o sofrimento infindável que o ser humano se revela em sua grandiosa prosa, foi assim que o ser humano a alcançou, a duras penas.
No âmago das trevas, onde a lucidez vagueia, surge o clarão da revelação, pesada âncora que nos rodeia. Não é o mais feliz dos homens aquele que a carrega, pois a luz que ilumina, sua alma sombria devasta.
Desvelam-se verdades cruas, impiedosas e frias, despindo a ilusão e a esperança que outrora as possuía. A consciência aguda consome, como um fogo voraz, e nas entranhas da existência, sinto-me um farrapo incapaz.
O despertar não é fértil, é infértil, e só o sofrimento é real.
A lucidez, dupla face de um destino traiçoeiro, revela-se como maldição, um fardo derradeiro, pois essa verdade crua não traz consolo algum, e o despertar da mente traz consigo o vácuo e o jejum. Emaranhado em questões sem respostas, em dúvidas sem fim, sinto-me esmagado pela clareza, na penumbra do jardim. Só tendo como companhia a angústia que me cativa, pois aquele que conhece demais, encontra-se amargurado, emaranhado em um labirinto onde não há escapado, e assim, proclamo novamente que não há vantagens, pois esse não é o mais feliz dos homens.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Erguem-se torres de vaidades e ilusões, enredados em buscas de reconhecimento, mas no âmago, somos meros fracassos, poeiras no vento, buscando em vão um sentido eterno, enquanto a vida escorre entre suas mãos. A quimera que embala o sono noturno, e a certeza efêmera de ser único, num universo frio e taciturno. Na miragem da vã perpetuidade, buscando esse fútil espaço, nos tornando vítimas da nossa própria agonia.
A vaidade nos cega, nos engana, nos faz acreditar em grandezas fugazes, enquanto a verdadeira grandeza reside na aceitação de nossa efemeridade.
O ser humano é um ser frágil e inconstante, deseja ser um deus mesmo preso em sua própria insignificância, tenta então erguer-se sobre os ombros de outros mortais, para alcançar um trono imaginário de grandiosidade.
Em cada palavra eloquente e cada feito glorioso, em cada busca incessante por reconhecimento, o homem demonstra sua ânsia desesperada de encontrar um sentido em um mundo sem sentido. É uma fantasia criada pela mente para suprir a falta de significado e valor em si mesmo.
Na busca desesperada por validação, perdemos a essência, nos iludimos, desperdiçamos a vida em devaneios vãos, erguemos torres de areia em fundamentos frágeis. Uma busca incessante por uma efêmera grandeza.
Que libertação seria abandonar essa vaidade insana, encontrar paz na aceitação de nossa condição, transcender além dessa busca mesquinha, aceitar a finitude como uma dádiva genuína. Em vez de buscar aplausos efêmeros e divindades imaginárias, encontrar a coragem de encarar a realidade com olhos lúcidos, reconhecendo a insignificância de nossas vaidades passageiras, e abraçando a verdadeira liberdade: a aceitação de nossa finitude.
Pois só quando abandonamos a busca por validação externa, seja terrena ou superior, descobrimos que a grandeza está na humildade, no reconhecimento da beleza oculta da insignificância humana.
Ó, ser humano, preso em sua vã arrogância, que te torna prisioneiro de tua própria ilusão, que te faz esquecer de ti mesmo, que nesse eterno devir da tormenta da humanidade, cegado pela ânsia de um olhar aprovador, esquece a própria essência, sucumbe à superficialidade. Ergue-se como gigante, a procura de um ser supremo e eterno, para preencher seu vazio. Arrogante em sua essência, busca afirmação, anseia por um eco, uma voz de aceitação. À sombra de um olhar exterior, anseia por um juízo absoluto, enredado em ilusões de louvor, busca no outro o seu tributo. Ó, ser humano, desperta para a verdade, enxerga a fragrância da libertação que reside nessa outra aceitação.
Abandona a arrogância, cessa a busca vã, encontra a sabedoria na humildade e aceitação. A verdadeira paz está dentro de ti mesmo, quando te libertas da busca incessante. Em cada suspiro, na finitude que te envolve, está a beleza efêmera da existência, não busque ser eterno nem superior, mas abrace a efemeridade como uma bênção, descobre a beleza do momento presente, não busques fora o que já está em ti, encontra a plenitude na tua própria jornada.
Que tormento! Que maldição atroz, buscar a validação em olhares efêmeros, quando a grandeza reside em si mesmo, na aceitação de ser o que é, ser inteiro, e que no silêncio interior, está a verdade.
Deixe de buscar validação externa, encontre a coragem de ser quem és, aceita tua essência e tua fragilidade, e então, encontrarás a verdadeira liberdade, transcendendo para além das sombras da própria vaidade.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Na busca da divindade e do eterno, os mortais cegam-se na vaidade vã. Presumem ser mais dignos, bem-intencionados, enquanto se afogam na miragem insana. Dizem buscar agradar ao ser supremo, aquele além do tempo e da limitação, mas no cerne dessa busca, revelam-se os piores vaidosos, em sua ilusão. Pois a glória e a admiração deste mundo efêmero, por mais mesquinhas que possam parecer, são insignificantes quando comparadas às grandezas imaginadas para além do entardecer.
Querem agradar ao Infinito e Superior, ansiando por uma glória transcendente, mas que tolice é essa, tão pífia e ingênua, acreditar na grandiosidade onipotente.
Não basta querer a glória deste plano finito, contentar-se com o efêmero louvor, não lhes basta a efêmera fama deste mundo vil, não almejam a conquista de meras palmas terrenas, querem mais, desejam alcançar a glória de um plano etéreo, onde as estrelas testemunham suas vaidades, é uma adoração do eterno, em sua busca incessante de um mundo de valor.
Ah, esses seres insaciáveis de reconhecimento, que se tornam o pior dos vaidosos que existem, querer a admiração dos mortais é pífio, mas almejar a glória divina é um abismo mais profundo. A vaidade humana é pequenez suprema, mas a vaidade divina é um abismo sem fim. Ansiar pela glória eterna é a ruína do homem comum, a busca desse louvor eterno é sua sina e desgraça, pois se perdem nas teias da soberba infinita, acreditam-se dignos de um amor inalcançável, enquanto sua vaidade se alimenta da própria desdita.
Mas, oh, quão triste é tal arrogância! Buscando fora o que se esvai no tempo, inútil é o caminhar em busca dessa validação. Em seus olhos há a chama insaciável do ego inflado e sedento de aplauso. Caminha, cego, rumo ao inatingível, em busca de um ser supremo, um engano reprovável.
Ó insensatez da existência vã, que anseia por uma confirmação, em almas vazias, que tão vilã, se rende à tirania da ilusão, pobres mortais vaidosos, que sonham com glórias de um mundo sem fim, esquecem-se da brevidade de sua existência, enredados nas ilusões de um ego distante e ruim.
Ó ser humano, frágil e pequeno, por que almejas a eternidade? Em seres superiores, em desígnios plenos, encontrarás apenas fugacidade. Em sua cegueira, ignoram a beleza da transitoriedade, a fragilidade das paixões que nos consomem, pois ao desejar a glória dos deuses inalcançáveis, desprezam os encantos deste efêmero mundo. Não há validação nas mãos alheias, nem ser supremo que a ti se incline, no abismo da busca desenfreada apenas teus medos encontrarás.
Encontra, em ti, a paz e a aceitação, rompe as correntes da dependência. Não busques fora a eterna razão, a verdade reside na tua essência.
Em cada passo, enxerga tua verdade, ergue-te além das amarras do ego, renuncia à ilusão da superioridade, e assim, encontrarás um novo jogo.
Não há ser eterno ou superior, além da finitude que nos consome, aprende a amar tua própria existência, e, enfim, a paz em ti se assume.
A verdadeira grandeza está em aceitar que a glória terrena é apenas efêmera vaidade, e que buscar o reconhecimento de um ser eterno é mergulhar na insanidade de uma busca sem verdade.
Portanto, renunciem à busca insensata, à vaidade travestida de virtude, que consome e enlouquece. Encontrem a paz na insignificância. E aí, talvez, encontrem a verdadeira prece.
Querer o aplauso de um ser além de nós?
A glória efêmera deste mundo mortal eles desprezam, consideram trivial. Anseiam por algo maior, grandioso e perene, a glória de um mundo eterno, além do que convém.
Será que tal busca os redime do vazio existencial? Ou serão eles apenas marionetes da ilusão? Presos nesse dilema entre o humano e o divinal, que prosseguem, desafiando a própria condição, com a natureza fugaz de toda ilusão, ilusão essa ainda inculcada por terceiros, nem criada de si para si, o pior dos niilistas está aí.
Ó, vaidosos dos vaidosos, seres de desventura, enredados na ilusão da grandiosidade eterna, saibam que a glória efêmera é a única que nos cabe, e a admiração dos mortais é a mais sincera.
Eu entendo, cruel tentação, a busca pela glória sem razão. Todavia, quebrantados estamos, na insignificância perdidos, perante o ser eterno, supostamente assistidos. Não há glória verdadeira além do efêmero, pois tudo perecerá, como um sopro passageiro.
Assim, ó vaidosos, abandonem tal quimera, encontrem a grandeza em sua própria esfera. Deixem de buscar agradar ao divino desconhecido, e encontrem a verdadeira glória, dentro do próprio sentido.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠A finitude é cruel, corta as asas da esperança, e o ser humano, desamparado, se debate. Porém, nessa melancolia, há também uma beleza, na fugacidade da vida, a valorização do instante. Se buscamos algo além, é mera ilusão, pois a finitude é nossa única condição. Não há lugar para o eterno no âmago humano, somos seres finitos, destinados a um fim profano. Erguemos castelos de sonhos em areias movediças, desesperados em buscar uma vida que não finda. Aqueles que ambicionam a imortalidade perdida, encontram-se todos iguais no abismo da vida. Eis que alguns, desesperados, fariam pacto sinistro, barganhariam suas almas por um registro, se alguma alma tivessem a vender.
Quebramos espelhos buscando reflexos que não existem, pois somos apenas pó, almas perdidas que não persistem. Que em seus anseios insaciáveis, perseguem quimeras, correm atrás de ilusões. Cegos pela esperança, acreditam que o paraíso está além das esferas, mas ignoram o verdadeiro vazio que neles avança. Esmagam-se nas rochas das suas próprias incertezas, preenchem o vazio com fúteis anseios, mas a alma, em silêncio, clama por respostas que não chegam.
Oh, triste criatura que habita a efemeridade, a única igualdade que alcança é na obscuridade, pois aqueles que anseiam pelo etéreo sem cessar, encontram-se reunidos, iguais, no fogo do inferno a arder. Todos desprovidos de propósito, perdidos em seus anseios, perambulando na vastidão, como meros passeios. A eternidade se esconde além de suas mãos, e a igualdade, somente no tormento encontram então. Busca-se o paraíso, a promessa de redenção, mas esses são os verdadeiros desprovidos de propósito, os sem direção, pois na ânsia de alcançar a imortalidade, perdem-se na ilusão de uma falsa verdade.
No abismo do tempo, o ser se desvanece, apegado a ideias de perfeição que enlouquece, pois é na transitoriedade que reside o sentido, no efêmero que se encontra o que é vivido.
Não há propósito na busca pela eternidade, é na finitude que reside a verdade. Aceitar a impermanência, abraçar a efemeridade, é encontrar a beleza na brevidade.
Perseguem miragens de paz e felicidade, como mariposas dançando na escuridão da ansiedade. Sonham com um refúgio, onde todos os males cessarão, mas logo percebem que é mera ilusão.
Oh, humanos perdidos, buscando nas alturas, um sentido para a vida, um alívio para as agruras. Não veem que a verdadeira essência se encontra aqui, no presente efêmero, na jornada que nos consome de ti.
É na imperfeição, na luta diária, que encontramos razão. Na fragilidade do ser humano, no sofrimento e na emoção. Não há paraíso a ser conquistado além dos horizontes, pois o propósito reside no aqui e agora, em todos os montes.
Encontremos propósito nas pequenas alegrias do caminhar, pois somos seres destinados a viver, amar e se superar.
Não busquemos o paraíso em mundos além do nosso, pois é neste plano, nesta existência, que encontramos o repouso. Aceitemos nossa condição, com todas as suas imperfeições, e descobriremos que o verdadeiro propósito está nas nossas ações.
Então, não persigamos miragens de um paraíso esquivo, mas sim abracemos a vida, com tudo o que ela traz consigo. No despropositado, encontramos a razão de ser, e é assim, nessa contradição, que podemos finalmente renascer.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Os supostos eleitos, na sua busca infinda, dissipam-se em miragens, confundem-se no abismo, o paraíso que buscam, nas sombras se esconde, pois são eles, os humanos, os desprovidos de destino. Possuem explicações que nada explicam. A verdade está além da busca obsessiva, nas entrelinhas do vazio, no pulsar do abismo, os seres humanos, eternos náufragos da vida, perdidos em si mesmos, presos num labirinto sombrio.
Ó seres tão frágeis, que almejam o infinito, mas não compreendem a essência do seu próprio ser, no caminho à procura de um paraíso bendito, esquecem-se do agora, do presente a florescer.
O paraíso não é uma terra distante, não é um tesouro oculto em algum além, está em cada instante, em cada esquina, no sopro constante, na aceitação serena do que se é, além do vai e vem.
Desapeguem-se do fardo das buscas vazias, aceitem o caos e encontrem a paz no ser, pois são vocês, ó humanos, os verdadeiros desprovidos, os seres que buscam o paraíso, mas o têm sob seus pés.
São seres sedentos, em desespero, almejam o paraíso, esse sonho cintilante, acreditando, equivocados, ser o verdadeiro.
Aspiram a um refúgio, um abrigo etéreo, mas na busca, se distanciam da essência humana. Deixam de apreciar o mundo, o efêmero mistério, caminhando na senda que nada mais alcança.
A verdadeira beleza está nas incertezas, nos caminhos tortuosos que a vida nos reserva, afinal, são nas imperfeições que encontramos riquezas, e na aceitação de nossa condição, paz se observa.
Então, ó ser humano, renuncia ao paraíso utópico, encontra em ti mesmo o propósito almejado. Nos desvãos da existência, aprecia o caótico, e assim, enfim, viverás plenamente acordado.
O paraíso, como um véu que encobre a realidade, faz dos seres humanos meros reféns da vaidade, pois se esquecem de construir aqui e agora um mundo melhor, onde a vida aflora.
A busca pelo paraíso, um engano profundo, pois nos afasta da existência, do ser fecundo. É no caminhar, na jornada em si, que encontramos propósito, a verdade a sorrir.
Não há um paraíso a ser alcançado, pois a vida é uma eterna obra, um legado. Somos nós, humanos imperfeitos e finitos que devemos encontrar em nós os infinitos.
O além, é o que está em nós, pois o verdadeiro propósito está na própria voz.
Versarei minha pena, com véu das verdades perdidas.
No entanto, em suas mãos trêmulas, ilusões apodrecem, e o propósito genuíno se esvai, enquanto perecem, desprovidos de um sentido autêntico, que buscam nos céus um êxtase hermético, cegos para a grandiosidade da própria existência, tornam-se marionetes sem esperança, sem consistência.
Paraíso é aqui, é o viver, o desafio constante, o propósito emerge na luta, no fardo vibrante.
O verdadeiro significado reside na superação, na criação de valores, no confronto com a própria solidão. Os desprovidos de propósito se perdem nas ilusões, enquanto alguns outros se erguem enfrentando suas aflições.
Os seres que buscam o reino dos céus, acreditam encontrar propósito nos véus, fácil desvendar a ilusão que encobre a sua paz.
Julgais ter encontrado o sentido preciso, no entanto, é vossa busca vazia e perdida, pois é na procura que a verdade é escondida.
Aqueles que clamam por um propósito divino, são apenas desprovidos de um sentido genuíno e autêntico, pois em suas mentes há um vazio profundo, que os leva a buscar além do mundo.
O verdadeiro propósito reside na criação, no encontro com a vida, na própria ação. Não em utopias celestiais ou transcendentes, mas na imanência dos momentos presentes.
Então, deixemos de lado o véu da fantasia, e encaremos a existência com alguma clareza e valia, porque é na busca por um paraíso ilusório, que nos tornamos os verdadeiros desprovidos de propósito.
Os deuses que criamos em nossas mentes ansiosas são projeções vazias de nossas carências imprecisas. Eles nos seduzem com promessas tão preciosas, mas no fim, apenas nos tornam almas indecisas.
Em nossa busca incessante por um refúgio, acreditamos encontrar a paz nos sonhos inalcançáveis. No entanto, afundamos nas profundezas inescapáveis.
Tu, portador da cruz, carregas o fardo do niilismo, em teu peito pulsante, a morte eterna se enreda, e em teus dogmas, a negação sutil do mundo se ergue. Pois em tua fé, o Deus morto proclamas, enquanto buscas no além o sentido a flutuar. Negando o aqui e agora, que em ti se chama, esquecendo-te do mundo, a negação a se manifestar. O além, qual artifício criado por tua dor, foi engendrado para ocultar o ímpeto vital, afogando o presente no vazio de um clamor, que te faz esquecer o prazer terreno, o carnaval.
O aquém, ah, crente, é onde a vida resplandece, na existência plena, no abraço do instante, mas tu, aflito, escolhes uma fuga que esmorece, e ignoras a verdade na busca do distante.
Em tua devoção vejo o trágico esplendor do niilismo latente que te consome a alma. A negação do mundo, a angústia do trovador, e o além, mera cortina que esconde a calma.
Tu que não abraças a dor, e renuncias ao aqui, ergues o olhar ao céu negando a existência, e em tua busca infinda, afastas-te do real sentir.
Oh, crente, olha para o mundo em sua essência. Descobre no presente o sagrado a florescer, deixa o além ser apenas uma vã aparência,
Encontre no aquém o sentido que há de se eternizar.
Nietzsche já vislumbrava no cristão um paradoxo, o verdadeiro niilista, desafiante, que nega o mundo e a si mesmo. O aquém, tão vasto e efêmero, onde a vida pulsa com ardor, é desprezado pelo crente solene, que busca no além a sua redenção, mas que além é esse, tão distante, criado para negar o aqui e agora? É uma miragem, uma ilusão devorante, que sufoca a existência, qual lenta chama.
E o cristão, na sua busca incessante, afirma ser o portador da verdade, apegado às certezas que lhe consolam, enquanto o mundo lhe escapa entre os dedos.
A negação do mundo é seu lema, o desprezo à vida é sua prece, mas é na negação que se encontra o vazio, a ausência de sentido, a noite emudece.
Ó, cristão, tu que és o verdadeiro niilista, em tua busca por uma redenção que não existe, enquanto negas o aquém, esvazias a existência, e a verdade se esconde, na sombra tu persiste.
O além é uma fuga, um engodo, para ocultar a realidade pulsante, é no aqui, no agora, que encontramos a verdadeira essência do existir constante.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Um dia me perguntaram sobre a transcendência, se eu acredito em alguma parte de sua suposta sagrada essência. Minha resposta, uma questão em contraparte, com simplicidade respondi, lançando outra pergunta no ar; Descobriste aquilo pelo qual morrerias? Se a resposta for não, ó alma inquirida, ainda não encontraste a luz que te conduzida.
Se por nada morrerias, meu amigo, significa que és teu próprio abrigo. Em ti reside o valor mais precioso, tu és o âmago, sublime e grandioso.
Porém, se há algo pelo qual ousarias tudo, então encontraste o bem que te conduz, pois aquilo que em ti suscita tal paixão, é a maior noção de sublime elevação.
Pode ser algo ou alguém; como a verdade, a justiça ou o amor. A causa pela qual te entregas com fervor. Qual causa te faz voar além do aqui? Transcender é lançar-se além do comum.
Para Sócrates, a justiça; para Giordano Bruno e Hipátia, a verdade; para Jesus, o amor.
A verdadeira transcendência reside na imanência, naquilo que em ti ousar e te guiar.
Isto é, se tua resposta é negativa, uma inquietude ainda habita em teu ser, pois a transcendência ainda tens que conhecer, porque somente quando encontras o propósito que te arrebata o coração, desvelas a verdadeira face da transcendência, a sublime conexão.
Se nada encontrar que te mova a sacrificar-te sem hesitar. Então és, em ti mesmo, o valor supremo a contemplar; aquele que não morreria por nada é o seu próprio cume, em seu ser reside a grandiosidade que transcende o costume.
A contrário sensu, aquele algo pelo qual ousarias enfrentar qualquer desafio, é vislumbrar a maior noção de transcendência que a alma traga. Na busca do que te eleva além, encontra-se a tua chama, a única conexão com um sagrado, a essência que te chama.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Nos arrependemos de quase tudo, das tentativas e das renúncias. De agir, de pensar em agir, de apenas pensar em pensar em agir. Tudo nos tortura, nos consome, numa dança de incertezas e angústias.
Nossos cérebros são máquinas de tormenta, que refletem sobre o controle e a perda dele. Buscamos dominar o destino, mas percebemos que não controlamos nada, boa parte dos rumos da vida ocorrem a nossa revelia.
A vida dos que nunca existiram é uma honra enigmática e esquecida. Que maravilha nunca ter sido jogado ao vazio, e que bênção não possuir uma consciência. Somos joguetes nas mãos do destino, marionetes em um palco invisível. A única certeza é que não há resposta certa, e que todos os caminhos levam à morte.
Mas abra-se, coração, à descoberta, perca-se na reinvenção. A sabedoria é eterna aprendiz. Cada encontro, um livro novo a ser lido. Cada lágrima, uma lição, não um cicatriz. A vida é um eterno renascer. Recomece quantas vezes for necessário, pois cada renascimento é um ato de coragem, e em cada novo começo reside a oportunidade de novamente se encontrar.
Que a minha existência seja uma canção inacabada, repleta de versos entrelaçados com o divino, encontrando a eternidade em cada momento fugaz. Assim, lanço-me ao infinito, mergulhando no desconhecido, em busca da verdade que se esconde nas entrelinhas, e encontro a paz na aceitação de que nunca saberemos tudo.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Num mundo repleto de contradições, o maior erro inato nos invade, pensamos que nascemos para a felicidade, e assim, de decepção, enchemos a estrada.
Desde cedo nos dizem que o mundo é generoso, que há muito a nos oferecer, a conquistar, e acreditamos mesmo que há tanto a ser encontrado em um mundo cheio de encantos, ingerimos ingenuamente a ilusão de que o mundo nos preenche, mas descobrimos, desiludidos, o vazio, onde a promessa de alegria não se mantém. Não atoa trazem os idosos em seu olhar, expressões de desapontamento, tão sombrias assim, pois sabem que o mundo não traz consolo, e a felicidade não está nos planos. Eles carregam consigo a expressão da desilusão, o peso do sentimento de acreditar que a felicidade era o destino a nos encontrar.
A vida, que não possui valor intrínseco, segue adiante pelas necessidades que temos, e pelas ilusões que nos mantêm em movimento, sempre em busca de algo que nem sabemos bem o quê.
A felicidade, ilusão dos planos traçados, não está contida no nosso percurso comum. Buscar ser feliz soa como ambição vazia, pois a felicidade é dádiva, é presente do além, que o cosmos nos brinda com momentos de pura sorte. Ditadura da alegria, busca incessante pela felicidade ideal, enquanto descobrimos que é no aprendizado que está o real.
E a dor? Ah, a dor é companheira fiel, realidade fundamental, verdadeira. Por vir, há dores e mortes, inevitáveis passagens, e em face desses desafios, quem seremos nós? A jornada revela nossa verdadeira natureza, revela a força que abrigamos em nossos seres, exige respostas que não temos, nos faz questionar o que somos de verdade.
Nas contradições, encontramos lições, as acolho como sábios e íntimos irmãos.
O mais cômico é que em meio a esses paradoxos enxergo a beleza do viver, e surge outro grande paradoxo, o de sorrir diante da dor.
Não é difícil perceber que a dor em si não nos arrasta ao abismo do niilismo, pelo contrário, revela sua função vital, ao confrontar-nos com o que é mais profundo. A dor nos impele a questionar e buscar respostas, e é a arte que converte lágrimas em pensamentos grandiosos, sofrimentos em ensinamentos, e esse em sabedoria.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Quem se isola parece ter um medo crônico de ser rejeitado. Evitando traumas, buscando proteção, mas o resultado é o mesmo, o vazio é comum. Na escuridão, a rejeição, implacável, não faz distinção, deixa corações solitários, na mesma condição. O isolado, o rejeitado, ambos caminham sós.
A pessoa escolhe não se expor, a fim de evitar ser traumatizada por rejeições. Pare e pense, o resultado não é o mesmo? Quem é rejeitado por todos fica sozinho e isolado, a pessoa que voluntariamente se isola? O mesmo, não há distinção de resultados em relação àquele que foi rejeitado, estão na mesma situação. O seu maior medo está te deixando tão paralisado que você está se tornando exatamente aquilo que tem medo de se tornar. O receio maior paralisa, tornando real o que se teme, mas e se ousar sair do casulo incerto? A coragem pode te levar além do que supõe.
Você não tem nada a perder, e ninguém deve nada a você. Apenas um bom dia na rua, a alguém oferecer; cara a tapa, a gentileza que pode te surpreender.
Num mundo apressado, o essencial transformou-se em virtude. A gentileza, outrora apenas o básico, se tornou raro legado. Ser educado, qual teatro, fingimento aparente, para alguns, uma fachada, escada de vantagem social emergente.
Não culpe o mundo pelas suas deficiências, a gentileza ecoa em outras existências. Algum estranho, em algum lugar do mundo, ainda se lembra de você, porque você foi gentil.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Em tempos antigos, as tradições se erguiam altas. Gerações passadas, a linhagem se fazia, sem falhas, mas você? Audacioso, não segue o mesmo trilho, quebra os grilhões do passado, lança um novo brilho. Sou o fulgor da linhagem, o novo a brilhar. Somentr a ousadia a me guiar, pois minha história não segue o mesmo mar.
Em meio à noite escura e densa, você é a luz imensa que a linhagem ansiava. Não desista, persista, não pare, quebre os laços do passado, ouse sonhar. Nas páginas do passado, não se confina. Quebre o ciclo, trilhe a própria estrada.
As "verdades" herdadas, é preciso questionar. Para o destino moldar, é preciso ousar. Para o porvir, sem amarras, sem correntes, desbrave o desconhecido, siga em frente. Nas páginas do tempo, sua história é escrita. A história da família? Sim, é importante, mas não é destino, não é tudo que é relevante. Seu passado, não seja sua sentença, quebre o ciclo, busque sua essência.
Não me prendo a destinos que outros traçaram. Sou o vento que a si mesmo pertence. Trago a minha própria solução. Desvendo as "verdades" que limitam a razão, reescrevo o conto, sou minha própria ação. Questionar é o caminho para a transformação, mover "verdades" de lugar, é a verdadeira revolução.
Os padrões ancestrais não são sua prisão, a história da família não define sua visão.

Inserida por xALVESFELIPE