Mas se nada Disso Der Certo Experimente me Amar
Sem dor, como poderíamos reconhecer o prazer?
A existência do brócolis não afeta em nada o gosto do chocolate.
Nada mais longe do meu pensamento que a ideia de fechar-me e erguer barreiras. Mas afirmo, com todo respeito, que o apreço pelas demais culturas pode convenientemente seguir, e nunca anteceder, o apreço e a assimilação da nossa. (...) Um aprendizado acadêmico, não baseado na prática, é como um cadáver embalsamado, talvez para ser visto, mas que não inspira nem nobilita nada. A minha religião proíbe-me de diminuir ou desprezar as outras culturas, e insiste, sob pena de suicídio civil, na necessidade de assimilar e viver a vida.
Por onde andei enquanto você me procurava?
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada.
Explosões
"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Minto, tenho tudo a ver com explosões.
Sobre a morte?
Sobre a morte nada conheço, não sei dizer.
Mas acho que a morte é esquecimento.
E quem parte continua vivendo
nas lembranças
e nos corações de quem fica.
Então, nós todos somos importantes – talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada.
Saudades! Tenho-as até do que me não foi nada, por uma angústia de fuga do tempo e uma doença do mistério da vida. Caras que via habitualmente nas minhas ruas habituais - se deixo de vê-las entristeço; e não me foram nada, a não ser o símbolo de toda a vida.
Acredite em si mesmo e não espere nada de ninguém, porque, no final das contas, sempre vai ser você contra você mesmo.
Quando eu vejo o seu rosto, não há nada que eu mudaria, pois você é incrível, exatamente como você é. E quando você sorri, o mundo inteiro para e fica olhando por um tempo.
Ela dança como se fosse leve, pluma, nada. Ela sente como se fosse força, peso, tudo. Externa palavras como se desse uma pirueta. Demonstra o que sente como se fosse samba. E todos os gingados requebram com as emoções. Dança querendo mostrar a vida que não existe negação, quando a aceitação é positiva. Ela gira, gira, gira e se delicia com a melodia de sentimentos novos. Não se envergonha com os passos errados e continua no ritmo familiar que já tanto conhece. Fecha os olhos, mas não fecha o corpo. Abre a mente, mas não fecha a alma. Ela consegue ser sexy nas canções menos apropriadas. Ela é linda, principalmente, quando dança. E quando não existe música, ela faz aquele som na boca, como quem canta uma canção de ninar. Abraça o corpo, fica na ponta do pé e sai rodopiando, rodopiando, rodopiando, como se nada fosse parar...
... nem ela.
~*Rebeca*~
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Quando não há mais nada que possamos fazer para tentar modificar algumas circunstâncias, o que existe de mais confortável no mundo é a liberdade da entrega e a coragem da aceitação de que as coisas possam ser simplesmente como são.
É, tem dias que eu prefiro ficar assim, quieto e sem falar com ninguém.
Não, não estou nada bem, então evite perguntas desse tipo, porque eu sempre vou responder "ESTOU BEM" quando na verdade não estou. Se quer evitar que eu minta, evite perguntar também.
Estou levando apenas, sem saber como vai ser, quando vai ser, nem SE vai ser. Apenas seguindo em frente como tem que ser a vida.
Não me peça para rir de suas piadas, nem para te ajudar com nada, hoje, sinceramente, eu só quero ficar sozinho. Eu e meus pensamentos.
Pensando em tudo que poderia ter dado certo, mas não deu. Em tudo que não deveria dizer, mas disse.
Me perguntando se alguma coisa teria sido diferente se EU tivesse agido de outra forma, ou se o destino se encarregaria de deixar tudo como está ainda que eu não tivesse tomado decisão alguma.
Não, não tente me animar, nem tente me tirar de onde estou. Preciso deste momento, preciso entender o que acontece e sobretudo superar isso sem me machucar ainda mais.
Eu só quero um cantinho meu, sem nada, sem ninguém. Eu e eu. Eu e Deus.
Aliás, quantas vezes Deus tem me carregado no colo nos últimos dias, várias e várias. Tenho a sensação de que não caminho com minhas próprias pernas há um bom tempo.
Eu sinto falta de mim, do que eu era, da felicidade que eu sentia ainda que passageira.
Será que ainda há tempo para recuperar tudo isso? Será?
Eu era feliz E SABIA...
Eu era feliz e não dei valor, qualquer forma de felicidade era pouca pra mim, e eu nunca me contentei com pouco, queria mais, sempre mais. E quem muito quer nada tem, de tanto querer MAIS acabei ficando SEM...
Apenas por hoje não fale comigo, não quero saber de amores, de família nem de amigos. Não estou sendo grosso, apenas preciso desse momento.
HOJE VOU FICAR SÓ... APENAS EU E MEUS PENSAMENTOS...
