Mario Quintana- Brevidade da Vida

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Que sigamos nossos destinos incertos, mas, ainda que eu caminhe nos trilhos que a vida reserva para mim, não me surpreendo em sentir o perfume, vestígio sutil que você deixou no tempo e que o vento, às vezes, insiste em trazer de volta.

A vida é movimento, como as quatro estações em eterno retorno.
É vento que semeia caminhos invisíveis, sol que desperta a terra adormecida, primavera que rompe o silêncio em flores.
É chuva que cai sem pressa e nunca regressa sem antes transformar o que toca.

Em certos momentos, a vida floresce como a dama-nua: basta regá-la, sem esquecer que é preciso atravessar as quatro estações.

Eu, tão imerso na corrente da vida, mal percebi que o passado é fugaz: escapa pelos dedos, atravessa os dias, costura memórias ao presente e, silenciosamente, escreve aquilo que chamamos de destino.

A vida é uma viagem silenciosa, e o destino não é apenas o lugar onde chegamos, mas aquilo em que nos transformamos durante o caminho.

Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi

"O que torna um homem bem-sucedido na vida é a dignidade de viver do seu trabalho, fazendo o que gosta." Eu faço livro e realizo sonhos."

"Senhores, não façam da sua vida privada uma um espetáculo público... As redes sociais não são redes de esgoto."

Síntese da vida

A poesia é a síntese da vida,
vida sem poesia é vida inútil
traduza-se isso por:

"Vida sem amor não é vida que vale viver..."

Antes de se aventurar a fazer poesia
antes se faz necessário viver
por isso se lê tantos poemas insípidos
de poetas que não têm calos na alma
nem nas mãos,
nem de viver
nem de fazer poesia.

VIDA DE PASSARINHO

Pobre do homem que leva uma vida de passarinho. Apenas preocupado com seu deitar e com seu levantar, com seu cansaço e com seu descanso, que vive preocupado em produzir ou caçar como um animal, seu alimento diário, mas que nesta rotina enfadonha e neste trabalho de Sísifo, encontra algum sentido para continuar vivendo.

Que deidade perversa, como Hades, que libertou o homem para voltar a viver em busca da felicidade, representada pela mulher amada, ou como Zeus, que o puniu por enganar a morte mais uma vez, teria submetido o homem comum a tal sofrimento e vida inútil?

Os poetas, contudo, para fugir desta vida vã e deste trabalho de Sísifo, forjaram do nada a possibilidade da vida útil e criativa, inventaram a ilusão e a beleza do abstrato, o prazer eterno nos braços da musa, e a ideia de imortalidade, para no final da vida breve invejar os passarinhos, que não sonham com recompensas metafisicas nem têm delírios de eternidades.

Evan do Carmo

"Algumas pessoas de alma estreita dizem: "Por isso ou aquilo, que é meu objetivo de vida, eu abro mão de tudo..."

Abrir mão de algo é se negar a plenitude da existência, assim estas pessoas não vivem, só existem, por um curto período de tempo....

"A vida poderia ser uma eterna Noite na Taverna, onde os homens contariam seus feitos, reais e imaginários, entre um gole e outro, para entreter e aliviar seus pares das dores do mundo, que se agigantam ao amanhecer."

Sem vinho, provavelmente não haveria humanidade.... Eis tudo o que é a vida: Amor, prazer e amizade. ”

⁠BONDADE

O que nos faz ser humano
Nos aproxima de Deus
Dá sentido à vida

Giovanna & Benício

Quando a vida se tornar difícil
Busquem um livro
Ou escutem uma canção do seu eterno vozinho.
O Amor será sempre nosso guia neste mundo caótico.

Morte do Artista

Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.

Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.

E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.

Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.

Sempre me colocaram no topo e eu quis descer de lá; quero viver a minha vida e não às expectativas dos outros.

É duro descobrir que não somos exatamente quem passamos a vida acreditando ser. Existe uma dor silenciosa em cobrar da vida respostas, até perceber que talvez sejamos nós os únicos responsáveis por oferecê-las. E então vem o choque mais frio de todos, o mundo não nos deve absolutamente nada. Nem compreensão, nem absolvição, nem a chance de voltar atrás.

Também é difícil olhar para si de outro ângulo e enxergar, sem máscaras, tudo aquilo que nos falta, perceber o quanto somos vulneráveis, contraditórios, frágeis e, às vezes, assustadoramente rasos. A consciência tem esse poder cruel de arrancar as justificativas bonitas que criamos para sobreviver, deixando apenas aquilo que realmente somos quando ninguém mais está olhando.

Talvez uma das piores coisas seja ouvir algo que atinge exatamente o lugar que tentamos esconder de nós mesmos. Eu gostaria de nunca ter sido chamado de covarde sem ter uma resposta imediata para negar aquilo. Gostaria de ter encontrado indignação, revolta, qualquer defesa convincente. Mas existem momentos em que o silêncio dói justamente porque, no fundo, não há resposta alguma. Porque, às vezes, tudo o que conseguimos enxergar em nós mesmos é exatamente isso.

Se em cada sopro de vida existe Deus, então, não há como negar que Deus está em toda parte.

Ter consciência de que se tem uma sublime missão na vida fortalece o caráter.