Mario Quintana- Brevidade da Vida

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Não há época mais feliz na vida de um homem do que depois do seu primeiro divórcio.

Homem de grande paz, homem de muita vida; para viver, deixar viver.

CANÇÃO

Viver não dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o próprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.

O fato da consciência humana permanecer parcialmente infantil por toda a vida é o âmago da tragédia humana.

A vida é como um instrumento de música; tem de se elevá-la e libertá-la para a tornar agradável.

Nada há de humilhante - desde que se seja honesto - em ganharmos a vida trabalhando.

O interesse explica os fenômenos mais difíceis e complicados da vida social.

Há males na vida humana que são preservados de outros maiores, e muitas vezes ocasionam bens incalculáveis.

A vida espiritual dos homens, os seus impulsos profundos, o seu estímulo à ação são as coisas mais difíceis de prever, mas é justamente delas que depende a morte ou a salvação da humanidade.

O amor é o mais agradável episódio do romance da vida, e o casamento o apagador do amor.

A vida tem uma só entrada: a saída é por cem portas.

A única precaução contra os remorsos da morte é a inocência da vida.

Quem não ama o seu semelhante vive uma vida estéril e prepara um túmulo triste para a sua velhice.

Trenzinho Caipira

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar no ar no ar no ar no ar
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar

A vida é uma vertigem.

Tendo em vista como algumas mulheres passam a vida, dir-se-ia que lhes foi proibido ter razão e bom senso e que estão no mundo para dormirem, serem gordas, belas, para não fazerem nada e dizerem tolices.

A vida não é nem feia, nem bonita, mas é original!

A vida humilde, cheia de trabalhos fáceis e aborrecidos, é uma obra de eleição que exige muito amor.

A amizade entre duas mulheres é planta rara, que vive geralmente vida breve.

Uma coisa interessante na vida é que se nos recusarmos a aceitar algo que não seja o melhor, na maior parte dos casos conseguimos mesmo esse objetivo.