Marido Desligado de Fernando Pessoa

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O melhor modo de venerar os santos é imitá-los.

Erasmo de Roterdã
"The "Adages" of Erasmus". London: Cambridge University Press, 1964.

Não há poder. Há um abuso do poder, nada mais.

Entre todas as diferentes expressões que podem reproduzir um único dos nossos pensamentos só há uma que seja a boa. Nem sempre a encontramos ao falar ou escrever; entretanto, o fato é que ela existe, que tudo o que não é ela é fraco e não satisfaz a um homem de espírito que deseja fazer-se entender.

O muito torna-se pouco com desejar um pouco mais.

Os ricos pretendem não se admirar com nada, e reconhecem, à primeira vista, numa obra bela o defeito que os dispensará da admiração, um sentimento vulgar.

A longo prazo uma profissão é como o matrimônio; apenas se sentem os inconvenientes.

A solidão liberta-nos da sujeição das companhias.

O nosso espírito é essencialmente livre, mas o nosso corpo torna-o frequentes vezes escravo.

Ordem social é limitação de liberdade; desordem, liberdade ilimitada.

Aprovamos algumas vezes em público por medo, interesse ou civilidade, o que internamente reprovamos por dever, consciência ou razão.

O governo é como toda as coisas deste mundo: para o conservarmos temos de o amar.

Todo o espírito que existe no mundo é inútil para quem não o tem; ele não tem perspectivas sobre nada e é incapaz de aproveitar as dos outros.

Para os homens, ter um guia é tão fundamental como comer, beber e dormir.

A velhice é um naufrágio.

Se a vida é um mal, por que tememos morrer; e se um bem, por que a abreviamos com os nossos vícios?

O império mais poderoso e fatal que existe é o das circunstâncias.

O desespero é o maior dos nossos erros.

O comércio é a escola do engano.

Quando se envelhece, as irritações transformam-se em tristeza.

Em qualquer magistratura, é indispensável compensar a grandeza do poder pela brevidade da duração.