Mar Liberdade
A primeira maior dádiva dada ao ser humano é capacidade de pensar, a segunda é a de poder se expressar;
Para onde você vai?
Disse o bobo apaixonado
Ela olhando para o lado
Apontou a direção
Mas eu vou pro lado oposto!
Disse o bobo encantado
Mas não tem nada de errado
Disse a moça a enrubescer
Mas por que não vem comigo?
Disse o bobo pensativo
Tem alguém a me esperar
Os olhos da moça a marejar
Então quer que eu desista?
Disse o bobo paralisado
Se já escolheu o seu lado
O que essa moça pode fazer?
Achei que também tinha escolhido
Disse o bobo arrependido
E a moça ao pé do ouvido
Se tiver coragem, vou contigo
Se afogando em liberdade
Vivia o bobo na verdade
E presa em sua própria realidade
Sorria a moça pra se consolar
Escravos de Jó
Não são mais escravos
E nunca foram de Jó
São homens livres
Mulheres incríveis
Sabem que a vida é luta
Que estar sozinho assusta
Por isso fazem
Todo esse
Zig-zig-Zá
Caminhar dentro de si livremente, sem assombros da consciência ou conflitos pendentes, é sem dúvida uma das maiores conquistas pessoais.
Força vital
Autoconhecimento
Esculpe as faltas
Petrifica amarguras
Centraliza cotidiano
Instala território emocional em águas tranquilas
Ofertando lugar cativo ao silêncio....
Que sossegadamente assisti florescer o jardim.
Janela é uma pequena porta em pensamento,
Abrindo caminho a aventureiros sem destino.
Ver em uma singela janela um percurso,
Caminho incerto para quem o inicia,
Mas, à medida que se percorre, torna-se certo o que há de vir.
Sejam os verdes pastos ou os pedregulhos rochosos,
Cada ser e coisa, pela história construídos,
Mas por que construção? De quê?
Construção é história, é o sanar das dúvidas
Que trancam portas e janelas,
Necessitando, para abri-las, de uma chave
Ou do impulso que leva ao mundo além das janelas e portas.
Assim, ao falar de abertura, como outrora se dizia,
É o acordar de um sono infinito e perpétuo,
Que, imobilizados, não conseguimos agir,
Precisando, para acabar com isso, de um tapa ou um abraço.
É irônico, pois a vida é isso:
Vida é emoção, a unicidade que surge em nós
E a relação com o outro. Portanto,
Abertura é abrir os olhos limpos
Por aqueles que um dia estiveram em nosso lugar.
Ser janela é limpar e voar,
Como um passarinho que, mesmo tardiamente, tende a voar.
Ser janela é esperança,
Mesmo que ao fim não se aproveite.
Ser janela é provocar a construção de novas janelas,
Pois, como dito, janela é porta;
Porta também é janela. Assim,
O mundo de cada indivíduo se torna casa,
De onde podemos sair e entrar,
Pois, se a casa for prisão,
A vida deixará de lembrar de ser
E provocar novas janelas, ser livre e ser felicidade.
Pensamento, como canário, salta no céu azulado,
canta entre penas caídas que conectam
e penetram a memória de caminhos, ora turvos, ora triviais,
e, ainda assim, se põe a resguardar.
Oh, doce caminho que se transforma
diante de inesperados obstáculos,
paisagem rústica, elementar, tortuosa e inexplicável.
Assim flui o grande vento do destino,
e o canário, sem recuar, encontra na força
o impulso para avançar.
Como o pensamento, é preciso encarar.
Não é vergonhoso mudar,
exceto parar.
Assim é o pensamento humano:
sempre em transformação,
mas nunca trancafiado,
pois sufocá-lo seria punir sua essência,
privando-o das aventuras e do singular céu azulado.
Não existe cela penitenciária que impeça a alegria da salvação de um prisioneiro salvo, porquanto ele celebra a sua liberdade em Cristo para a vida eterna, porque Deus perdoou seus pecados.
O arrependimento dos meus pecados é a prova de que eu não desejo mais ser escravo do diabo, senão cumprir a vontade
de Deus, sendo livre.
Eu desci da estação. Não foi fácil, não foi leve, mas foi necessário. Deixei o trem seguir sem mim, e junto com ele, tudo o que não era mais meu, tudo o que me prendia e me fazia duvidar de quem eu realmente sou. Não preciso mais correr atrás de algo que nunca foi para mim. Não preciso fingir que estou bem, não preciso lutar para ser mais do que sou. E isso, de um jeito estranho, me traz paz.
Eu desci carregando cicatrizes que ainda ardem, mas são minhas. Eu as aceito. Não vou mentir: ainda dói. Despedir-se de algo que um dia fez parte de mim sempre vai doer, mas agora eu respiro. Pela primeira vez em tanto tempo, respiro sem sentir o peso esmagador no peito. Não preciso mais medir minhas palavras, não preciso mais pisar em ovos. Não estou curado, não estou inteiro, mas estou livre. E essa liberdade, por mais amarga que tenha sido a conquista, é minha.
Aqui fora, a estação parece imensa. Mas não me assusta mais. O trem que seguiu em frente me deixa para trás, e tudo bem. Eu não preciso continuar naquele caminho. Finalmente, eu estou no meu próprio. A dor ainda me acompanha, sim, mas ela não me define mais. Eu a sinto, mas ela não dita meus passos. O horizonte é vasto e desconhecido, mas ao invés de medo, sinto um leve alívio. Não preciso saber o que vem a seguir, só preciso seguir.
Agora posso ser quem eu sou, sem medo, sem forçar um sorriso, sem tentar me encaixar em algo que nunca coube em mim. E por mais que isso traga uma espécie de solidão, ela é mais confortável do que qualquer máscara que já usei. Eu não preciso ser mais do que sou. E isso, finalmente, me basta.
Se precisar de alguém para conversar ou só pra te ouvir, conte comigo. E só define primeiro os termos que usas. É diferente ter alguém com quem conversar. Alguém que depois não use o que eu disse contra mim.
Não ouso sonhar como antes,
Não ouso sonhar.
Do passado a vista do futuro era linda pois,
Distante, mil estrelas no destino eu poderia bordar.
Já assim, na metade de mim,
Sendo mais fim do que estrada
Distante do Tudo e perto a Nada
Eu não ouso sonhar.
A verdade calça-me apertada
Estreito minha vista pois
Doer-me-ia ver a vida larga
E como antes, imaginar...
Vil seria sonhar agora
Sem tempo para me ludibriar
Do passado, minha visão enganosa
Não soava mentirosa, com o tempo a me afagar
Agora; sem tempo e com amor
Temo e tremo a me moderar.
Quem ama nunca é livre - domesticamo-nos
E quem não ama,
Condenado ao vazio, está.
Liberdade não existe em um corpo
Ocupado por uma alma a latejar.
"O mundo onde é limitado somente pela própria visão, não é demasiado triste, não agir de tal maneira que sua liberdade permita."
“A dor útil é a chave que lhe foi dada para libertação do seu cativeiro, mas você é quem decide quando irá usá-la”
Ney P. Batista
Nov/14/2016
É preciso maturidade e respeito aos comentários diversos. Posso não concordar e emitir minha opinião, e devo estar pronto a receber a crítica diversa da opinião a qual emiti, se participo ativamente de uma rede social aberta, logo, devo ter plena ciência que receberei críticas, apoio, desprezo, ou seja, as reações serão imprevisíveis, pois não existe ser humano unanime, perfeito, pleno em sabedoria e conhecimento, mas existe uma condição que todos nós podemos alcançar, respeitar a opinião divergente, e mantermos tão somente no embate das ideias. Coisa chata é querer controlar o comportamento do semelhante, dizer o que ele deve ou não compartilhar. Se não há satisfação com respectivas ideias, posso emitir minha opinião, se assim for possível, do contrário, apenas ignorar e deixar que o tal desfrute da liberdade que tem. Mas não é assim que se sucede, há sempre os que querem exercer o domínio, e quando não conseguem, escolhem o caminho da inimizade.
