Manha Maravilhosa

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Hoje pela manhã acordei com uma nítida expressão dita a mim por uma anjinha em um sonho.Disse elazinha para mim, por favor me dê flores coloridas, perfumes suaves e notícias boas e engraçadas....e elazinha continuou, preciso tanto disto por que nosso mundo está a um passo de explodir com tantas notícias tristes, tantas maldades bizarras do ser humano para ele mesmo, com atitudes de barbares que acreditávamos terem sido extintas à centenas de anos atras ....mas não, o feio, o dodói e as bobagens, nunca morem para sempre......que pena que o mundo insista em ser e seja assim. E com estas palavras idéias vou encarar a vida mas com o pedido e pensamento da anjinha ecoando na minha cabeça e tentar resgatar o que ainda há de feliz.

Inserida por ricardovbarradas

MISTÉRIO
Quem sou eu?
Toda manhã diante do espelho
Eu me pergunto isso
E o espelho me mostra pelo avesso,
Minhas palavras se multiplicam
No vazio deste universo;
Quem sou eu; isso é perverso, penso,
Mas saber-me exato seria o inverso?

Inserida por tadeumemoria


O passado o que é o passado, as manhã são as mesmas,
as quitandas adornadas por tangerinas,
alfaces nas feiras livres, uma ilusão green peace,
e as mulheres são felizes, por mais oprimidas,
as mulheres são felizes,
Deus lhes deu todos os poderes,
o amor a paixão, e a mão que lhes bate a cara, terá a maldição  
sabes o que é ilusão... nunca lhes diga não,
elas são donas de tudo, elas povoam o mundo,
e pensam que são carentes, mas o que adentra suas entranhas,
germina como em solo fecundo, as mulheres são lindas,
são elas que fazem o amor, só somos matéria prima 

Inserida por tadeumemoria

A manhã entra pelos portigos, insistente,
a dádiva de existir persiste,
a vida não deixa de ser vida
mesmo sendo alegre ou sendo triste,
a manhã me absorve em seus raios,
frestas conduzem sentimentos,
é um pouco do sol que nos envolve
tornando-nos partículas do firmamento...

Inserida por tadeumemoria

ANA SÍLVIA
o mar engoliu seu corpo,
numa manhã dominical,
o mar lambeu seus desejos...
o mar comeu seu sonho...
o mar bebeu suas paixões...
o mar levou seu olhar
cheio de promessas...
a primavera de um porvir
cheio de flores...
o mar também se apaixonou
e fez mais uma sereia...

Inserida por tadeumemoria

PASSARADA
Bem te vi cantou teu nome...
Eu sempre quis te amar,
Quando vem manhã na serra,
Bem te vi me faz lembrar,
Que o amor engana,
Já que canta bem te vi,
E voa para bem longe...

Quando chove no sertão,
A passarada se agita,
Mil pardais no mangueiral,
Juriti foge pra serra,
Anuns a lamuriar
na caatinga espessa,
Corrupião na mangueira
Furando manga jasmim,
Sanhaçu voa de par,
Querendo fruta madura,
E a candura do algodão,
Clareando pela tarde,
Do teu sorriso e ternura,
Lembra-me felicidade...

Inserida por tadeumemoria

Quantos raios de sol tem uma manhã? Você tinha uma manhã em cada olho e os pássaros cantavam para despertar os desejos adormecidos sob seu travesseiro de penas, então o sonho estendia seu tapete vermelho e a felicidade casaria com o prazer, era a magia da vida, que doura a adolescência, prateia a juventude e tenta desesperadamente camuflar as dificuldades, então os pássaros se debatem numa gaiola de ouro, ou são despenados para uma fantasia, mas o carnaval é passageiro e os brilhos das fantasias ficam esquecidos no barracão; então de todos os sonhos realizados há uma inexplicável insatisfação incompreensível para a alma ou que nos negamos a admiti: os pássaros querem voar... os pássaros querem voar...

Inserida por tadeumemoria

Toda manhã tem um raiozinho
que entra pela fresta.
bate no espelho
e vem na direção da cama onde dumo,
aquece o meu rosto como um carinho
eu sei que é Deus dizendo que não estou sozinho...

Inserida por tadeumemoria

Passa a manhã
passa a tarde
passa a noite
passa a morena
passam lembranças
passam saudades
passa a banda...
jumentos cabras cavalos num pasto...
cafezal, laranjal e canavial
passa o lago,
o gado,
a pipa a voar
passa a ponte,
passa o rio,
passa o pai e o filho
o campo, bola na rede
e comemoração
casa de taipa,
vereda, carroça, mula teimosa
casa de varanda,
Vila, quitanda
Igrejinha azul e amarela
mulher batendo roupa na beira da lagoa
crianças brincando à toa,
varal embandeirado delimitando a pobreza...
favela subindo o morro,
antenas e ”gatos” acessos indevidos,
passa o trem,
passamos nós
porque o comboio da vida segue seu destino...

Inserida por tadeumemoria

Porque o meu olhar se derramou
Quando a manhã te iluminou
feito um cometa em minha rua...

Inserida por tadeumemoria

Escrever agora é um hábito
É como tomar café com pão pela manhã...
eu sou metódico, sistemático...
talvez umpouco enigmático...
mas o que fazer com tanta sensibilidade
o que fazer com tantas possibilidades
o que fazer com a cidade
na palma de minha mão
o que fazer com o deserto
no olhar da mulher
eu bebo o meu café
e como o meu pão...

Inserida por tadeumemoria

Quando eu quis acreditar no amor...
já não era manhã...
já não tinha o sabor de hortelã,
os desejos já tinham dormido...

Inserida por tadeumemoria

OUTRA DIMENSÃO
Mas uma manhã se foi e o brilho dourado dessa aeronave vai ficando fusco, vou deslizando tonto nesse verde musgo desaprendendo lentamente a crer, querer e a ter fé. Camiho entre lápides de epitáfios saudosistas e originais numa névoa irreal de um labirinto que se confunde comigo mesmo; faz tempo.
Tenho a lembrança de um casamento, pessoas jogando arroz na entrada de uma igrejinha de uma pacata cidade interiorana, abraços e desejos sinceros de uma felicidade eterna; eu que sempre busquei e questionei o que era felicidade; naquele momento acho que era feliz. Agora atrás da roseira, percebo laura, seu amante, seu idílio e até “guy”, o pastor alemão, amigo fiel, nem percebe a minha presença.
Heloísa falou-me de uma outra dimensão... caminha sempre ao meu lado e só se veste de branco... não sei se ela fugiu de algum asilo, ou talvez eu não tenha capacidade para compreendê-la; ela tirou-me do mangue e conduziu-me ao pântano; propôs-me um plano superior e apontou-me as montanhas, prometendo-me fontes de luzes.
Ainda não entendo direito o que se passa, de vez em quando vejo pessoas que há muito eu não via, todas se vestem de branco; vi jairo melancólico, solitário e pensativo, sob uma árvore; olhou-me como se nunca tivesse me conhecido, logo ele que era o melhor dos meus amigos. Ao anoitecer volto ao vale onde existem mausoléus, capelas e túmulos, ali a lembrança de Laura se acentua, percebo ainda em mim um certo rancor por tudo o que vejo; heloísa some como por encanto e, da mesma forma, surge ao amanhecer. Com a luz da aurora, momentos do passado se acentuam, percebo uma laura carinhosa e apaixonada sua barriga saliente confessa uma gravidez e a cumplicidade que me traz saudade, tenho uma visão bem clara; dois individuos nos abordam numa esquina, o mais baixo tem uma arma apontada para Laura, eu me inteponho entre eles, a arma é disparada, ainda vejo o desespero de laura, tento consolá-la, mas ela não me percebe; há um aglomerado de pessoas ao redor de alguém, Laura chora inconsolável... alguém menciona o meu nome; estou caído numa poça de sangue.
Na outra dimensão, estamos sobre a montanha, eu e heloísa que confessou-me ser um anjo de luz e ter escolhido este nome em homenagen a minha filha e de laura, nascida depois que desencarnei naquele assalto... um novo sentimento invade o meu ser,percebo que tenho que ir.
Vejo Jairo na ponta de um penhasco, ele mergulha sobre um mar de luzes, é o nosso último ato de fé.

Inserida por tadeumemoria

Eu quero entender, eu sempre quis entender
mas antes, o encanto de tudo dourava a manhã seguinte...
o gosto de hortelã, a fantasia de um beijo quase impossível...
era fácil esquecer qualquer pecado,
mas o tempo dizima qualquer fascínio
e fica só o desejo de revanche
ainda percebo um certo glamour
algo que ficou guardado como uma espécie de souvenir...
algo que, sem o encanto, sorrisos e palavras não podem mudar...
então, depois de tudo, pagamos pelos pecados do passado
com uma overdose letal de indiferença...
que nos deixa a pensar que foi tudo uma ilusão; não foi.
Não entendo como, sei que não foi...
quero entender, sempre quis entender,
mas antes o encanto de tudo dourava a manhã seguinte...

Inserida por tadeumemoria

O HOMEM É ETERNO
o tempo... o que é o tempo? a manhã que me espere...
beijei o coração da serpente,
as trevas me envolveram em mil noites...
o tempo que desespere,
minha janela se alimenta de luzes,
constelações, satélites e cometas
luzindo nas minhas letras,
beijei o coração da naja...
e haja emoção, haja Cleópatra,
haja Egito, Maria bonita e Lampeão,
para o meu coração aflito e só..
o que é o tempo, o homem é eterno
é invunerável, é imortal,
venceu tempestades, dinossauros, meteoros...
tempo... o que é o tempo? Amanhã que me espere...

Inserida por tadeumemoria

LOBOS

Na única doce visão que eu trago na lembrança, ela caminha numa manhã ensolarada, entre rosas, acácias e gardênias, aquela ingenuidade e castidade me seduzira, todavia, isso, foi algo que ficou bem distante, muito longe, quase inalcançável como o horizonte. Caminho hoje sob neblinas frias, ou chuvas torrenciais, sentindo a fúria desta natureza implacável e insaciável, neste inverno que habita em mim; mas só essa lembrança, essa única lembrança, acalma os lobos. Procuro ainda entender o que eu sou nessa alcatéia, o que não se perde nessa vereda, nesse labirinto, o que pode persistir em mim depois das trevas; uivar é próprio dos lobos, dos solitários, mas isso não faz de mim um lupino. Eu sei que a lua me fascina, e lá no meu intimo, lá no côncavo do meu ego, eu sou um predador, nos meus delírios crescem dentes caninos proeminentes, pelos em abundancia e um pântano com árvores altas de copas espessas, mas é um delírio ou um pesadelo, aquele adolescente ainda procura no jardim, aquela candura, a castidade entre as flores; isso é um raio de luz num horizonte cinzento, espantando esta alcatéia, este lobo; o meu temor pelo desconhecido. A luz persiste á escuridão, aliás, há um elo entre ambas, um equilíbrio, e, este equilíbrio traz o alvorecer, trazendo as luzes e campos imensos, deixando o pântano pra trás, então percebo um rio caudaloso com águas cristalinas, ali está ela, à margem do rio, agora uma mulher feita, curvas generosas, adorno à uma natureza profícua e cheia de luz. Sabemos o que queremos, caminhamos juntos, sei que nos conhecemos de outros tempos... muito antes das tranças e das flores. O silencio é cúmplice de algum enigma. Na tarde , afora o barulho da correnteza das águas e seus movimentos graciosos na praia, tudo é muito silente. Ela caminha à margem do rio, altiva como uma princesa, soberana como uma diva, depois de uma manhã cheia de êxtases e prazeres quando ela se entregou como uma loba, na casinha de palha entre os coqueirais, nas proximidades do rio... mas, agora o silencio... e, o silencio é cúmplice de algum enigma. Ela caminha soberba pela praia, imagino um rastro de sangue a cada passada sua; ela não explicou aquela cova cheia de ossos no quintal da cabana. Vejo uma alcatéia ao seu redor; acho que deveria pegar a canoa e descer o rio, aproveitar o crepúsculo e fugir; mas, longe os lobos uivam, a lua se insinua com os primeiros raios, denunciando uma lua cheia; espero, impassível, lembrando momentos de prazer durante a tarde, esqueço fêmures e crânios que eu vi na cova, esqueço evidências incontestáveis; a lua cheia desponta no horizonte com promessas de sangue e muito prazer...



L

Inserida por tadeumemoria

A LUZ DA MANHÃ SEGUINTE

Tanta coisa aconteceu,

Circunstâncias drásticas, adversas

Sinto-me assim um sobrevivente...

Mas este filme continua, um outro cenário...

Poeira e teias de aranhas,

Algo sinistro e envolvente

Algo que nunca passou pela minha cabeça...
Os zumbis, vampiros e os bruxos dançam sob os astros,

Bruxos, vampiros e zumbis bailam nojentos

Sobre o lodo de seus instintos...

Administro bem os meus temores,

Me desvencilho de grandes amores,

Me penitencio sob a lua cheia,

Cama e mesa ficam fartas a meia noite e meia...
A ternura dos meus olhos lacrimeja sangue

Por tempo e amores perdidos,

Mas tenho este privilégio, sou um sobrevivente...

Sem sonhos não se contempla a luz da manhã seguinte

E eu conheço os tons dourados desse alvorecer;

Os vampiros, bruxos e zumbis dançam sob as estrelas

Mas ofuscam-se com os primeiros raios do nascente

A dor é o primeiro passo para a felicidade,

A queda é o primeiro passo pro equilíbrio,

O frio é a ausência do calor

Vampiros, zumbis e bruxos dançam sob a tênue luz das estrelas

E a solidão é a ausência do amor

Inserida por tadeumemoria

Sem sonhos não se contempla a luz da manhã seguinte...

Inserida por tadeumemoria

CIRANDA
Ela beijou a manhã porque ventava
E aqueceu a manhã porque aqueceria
Se fosse manhã de sol
Mas ela molhava a manhã
Ela chovia uma neblina mágica porque era primavera
E todas as primas cantariam
Se ela tivesse primas,
Uma ciranda harmonizaria a família
Se ela tivesse família
Ela só tinha o tempo, o vento, a rua
E as vezes, só as vezes...
Tinha uns sonhos esquisitos
Que guardavam o vento, o sol e a chuva
Sobre um teto bonito,
E alguém lhe penteava os cabelos
E lhe vestia um vestido azul anil
De babados bordados a bilros;
Era um sonho de um rosto bem parecido
Ou uma lembrança
Como se já tivesse sido criança
E já tivesse tido esperança...

Inserida por tadeumemoria

SOBRE ONTEM, O ANTEONTEM E AMANHÃ
Eu tenho um olhar
Somente um olhar
Na manhã a passar na calçada
E os sonhos que eu tive
De um dia sonhar com a manhã
Já passaram
Ficou meu olhar
A olhar
O olhar da manhã a passar...

Inserida por tadeumemoria