Mamãe e Papai Te Amo
Eu imagino que o maior desespero de um pai é saber que depois de morto seu filho não irá lhe tratar como um herói; como um justo, belo, sábio.
Eu sinto muito pelas incansáveis mensagens de ontem.
Sinto muito pela insistência.
Sinto muito por tudo.
Não voltará a acontecer.
Como sei que nossas vidas sempre tomam rumos diferentes,
Te desejo uma boa vida.
E se acaso realmente a vida nos levarmos a caminhos opostos,
Eu sempre lembrarei,
De te como essa pessoa
A qual , vocêsabe que admiro.
Me desculpa!
Este é o meu sonho de ter você ao meu lado
Na saúde e na doença
Na riqueza e na pobreza
Quero viver contigo pelo resto da minha vida!
Em caminhos ocultos vou vagando pela vida, tamanha incerteza e insatisfação me deixam com os pés fora do chão , minha consciência já não consegue decidir entre o amor e a razão, sozinho vou vagando no meio dessa indecisão. Qual o significado da vida? Eis que cheguei a grande questão..
Meu pequeno colibri
Que passa tão rápido aqui
Me bica de leve
Me trás um beijinho
Um carinho suave
E vai ...
Mas volta, fiz uma aposta,
Porque desse mel, meu amor,
Eu sei que "tu gosta".
TURRA
Que desmedidas saudades se formaram
Sob os olhos da lembrança. Imensa hora!
Em que o silêncio surgiu! Funesta aurora!
Que amargas lágrimas na face escoaram
Falta, que o peito rasgado, amortalharam
Que aflitivos suspiram, e a saída implora
Chora, e das tétricas angustias brotaram
Pra abraçar a sofreguidão que vive agora
Depois uma sensação em treva chorando
E o passado em sombras, que não partiu
Morre, nasce, seca, flora. Flagelo infando!
Até quando o sentir no que já separou
És emoção que o flagelo empederniu
Ou turra viva do amor que não acabou?
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/11/2020, 15’15” – Triângulo Mineiro
Tu és bela como o amanhecer do meu dia, como o florescer de uma natureza em expansão, como as estrelas que brilham todas as noites numa escuridão de trevas; amor de minha vida.
Peço respeito
Pelo que sinto.
Peço respeito
Pelo o que diz
Seu ódio ..
Não merece respeito
Muito menos
O Amor em mim....
Andei na melhor companhia (eu), e cheguei aonde ninguém mais chegaria; na concretização dos sonhos que sonhei por uma vida.
Somos o capitão do nosso navio e se o abandonamos em algum momento, deixamos o navio à deriva desistindo da nossa liberdade e então renunciando a nossa responsabilidade e permitindo assim que o passado determine nosso futuro.
Estamos sempre em movimento e se quisermos ser o autor desse movimento,
precisamos escolher a direção e ir de acordo com ela de maneira bem atenta.
Somos livre para escolher ser quem somos.
É mais fácil para uma pessoa
agredir verbalmente ou fisicamente,
do que dizer 'eu te amo'.
O ser humano é um animal que odeia.
Fica eufórico e se regozija com a violência,
mas fica pálido, trava e emudece
ante o perdão, a paz e o amor.
VALER
Eu poetizarei um momento de riqueza
por uns termos tão poéticos e ditosos
que assinalem aos infelizes invejosos
a satisfação, esse bem que da certeza
Escreverei alacridades sem dureza
suspirando mimos tão carinhosos
que jamais serão atos caprichosos
pois, são vindos da doce gentileza
Pra quem servir, não tenho segredo
no agrado, é belo como o horizonte
do cerrado, com estupendo enredo
Nessa corrente, se sente, é fonte
de amor, paz, onde não há medo
inutilmente, e nem desmonte! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/11/2020, 08’40” – Araguari, MG
A arrogância cega a humanidade, ao ponto de tratar o outro como inimigo. As minhas necessidades são supridas, as dele não importa. Esquecemos o principal, ensinado por um grande Mestre: o Amor incondicional a todas as criaturas.
Permita se entregar!
Permita amar e ser amada..
Não existe certo nem errado!
Toda mudança gera desconforto!
Aperto no peito é a vontade de estar junto ao lado de quem ama, é seu coração te mostrando o que é certo!
Ele não quer te sufocar, pelo contrário..
Ele diz vai! Confia! Vai dar certo!
Mude! Faça valer a pena!
Ame simplesmente ame!
Há pessoas ensinando como que se faz o que nunca fez. O que assusta é a fila de candidatos a alunos.
SÚBITO REVÉS
Súbito revés de algum sentimento oculto
entre as dobras da frustração em entono
sacode-me, eu tristonho, e no abandono
da solidão, e que na emoção faz tumulto
Mas este terror sombrio e sem indulto
que levo no peito, e a tirar meu sono
apodera-se e se declara agente e dono
do sossego, tirano e vomitando insulto
E eu sinto o árduo suspirar da saudade
preso no encolhimento da imensidade
que me joga na sofrência que me guia
Sinto nada de mim, salvo a sensação
que bate desesperada e com tensão
e que amofina a poética vazia e fria
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/11/2020, 15’04” – Araguari, MG
