Mamãe e Papai Te Amo
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Nota: Trecho do poema Para Sempre Link.
...MaisNaquele tempo acreditava em papai Noel e na cegonha. Papai Noel, toda véspera de natal, acho que véspera, pra enrolar, era o mesmo ritual, de olho no presente, me comportava bem o dia todinho, varria até a casa, me segurava, não fazia malcriação. A noite, antes de dormir, escrevia um bilhetinho: Não esqueça minha Caloi, coisa desse tipo, (bicicleta naquele tempo era do preço de uma moto, pelo jeito) e colocava no sapatinho. De manhã... Que papai Noel mais desligado! Trazia uma coisa totalmente diferente, um carrinho de plástico, um saquinho de bonequinhos, vaquinhas, cavalos, índios, cowboys... Tem nada não, alguma coisa por traz daquilo dizia que eram dados de bom grado, de coração, com ternura justificáveis, e eu nem me importava no final, eram até bonitinhos, ia pegando gosto. Até que um dia, inexplicavelmente, nem isso mais veio, veio coisa nenhuma. A Cegonha, na noite que minha mãe tava pra dar a luz ao quarto filho, o quarto na ordem sucessória, minha irmã, foi aquele rebuliço, lembro muito vagamente, como num sonho, minha tia passar correndo com uma bacia cheia dágua e entrar no quarto onde minha mãe estava, e pedir a alguém pra chamar Dona Nita parteira, nascíamos em casa, e logo em seguida pegar na minha e nas mãos dos outros irmãos e levar pra casa da minha avó. Poxa! Justamente agora, por quê? Ia perder um acontecimento extraordinário, a chegada da cegonha! Já tava imaginava aquele passarinhão fabuloso, enorme, deste tamanho, maior que uma ema, do tamanho da porta, entrado sala adentro com minha irmã pendurada no bico. Perdi. Quando voltamos o bicho já tinha ido embora, nem uma peninha pra guardar de lembrança e de prova. Não sabia que Papai Noel era meu próprio pai e a cegonha, com todo respeito, minha própria mãe. (22.12.2016)
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor.
Esperei extrair do meu casamento com Joe, amor, afeto e compreesão. Mas tudo naufragou num mar de indiferença
Vou procurar um amor bom para mim - no qual me reconheço e me reencontro, me refaço e me amplio, me exploro, me descubro.
O ser humano só valoriza o amor quando há perda ou risco de perda... Quase nunca durante sua encantatória vigência. Descobrir que amar é também saber amar e transformar a vigência do amor em vivência de amor, em algo bom, pelo gosto de viver e não pelo medo de perder, é sabedoria para poucos [...]. Amar é fazer um pacto de felicidade e não de dor. Quem porém sabe disso?
Tenho coragem? Por enquanto estou tendo: porque venho do sofrido longe, venho do inferno de amor mas agora estou livre de ti.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você. Antes que eu morresse de amor. Matei você.
É regra velha, creio eu, ou fica sendo nova, que só se faz bem o que se faz com amor. Tem ar de velha, tão justa e vulgar parece.
Você, como qualquer ser humano, precisa de amor — e como ser humano legal e especialíssimo, merece amor de uma pessoa bonita.
Claro que se o dinheiro falta, se a saúde vacila, se o amor arma alguma cilada, seu desejo de rir será pouco. Mas combata a depressão. Cultive o bom humor, como quem cultiva um bom hábito. Esforce-se para ser alegre. Afaste os sentimentos mesquinhos que provocam o despeito, a inveja, o sentimento de fracasso, que são origem de infelicidade. Adote uma filosofia otimista, eduque-se para ser feliz.(…) Seja feliz, se quer ser bonita!
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada. (…) Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.
Nota: Trechos de crônica de Martha Medeiros.
Peste, fome e guerra, morte e amor, a vida de Tereza Batista é uma história de cordel.
Amor, afeto e entusiasmo podem sempre ser oferecidos sem medida ou dosagem, quanto maior a oferta, mais positiva a atmosfera. Mas o elogio deve ter a medida do sucesso, seu sorriso é reforçador, é expressão máxima de satisfação, na educação, utilizá-lo é recurso que pode gerar segurança para a criança adquirir novas habilidades.
Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia apenas dentro dela.
Sem o seu abraço que conforta, sem os seus beijos que me enchem de alegria e amor, sem a sua companhia. Não consigo mais imaginar um futuro em que você não esteja, porque você sempre está lá!
