Maluco
Vinde
Vós que me ouvistes! E que me chamais, maluco,
eis que venho a vós, com o tema que de Deus escuto,
deixai vossos poemas, e o de Deus só escutai sim!
Vós Mundo, Portugal e Brasil ouvi, sim fazei isso assim,
Buscai o espírito de Deus para vós, enquanto está perto,
Fazei isso, porque, o reino de Deus está muito, aberto,
para vós nesta hora, agora sim, diz o Senhor, Jesus Cristo,
Escutai vinde a mim, os que tanto Chorais nesta hora, insisto.
Oh tu pobre e rico, vem para mim, Vós mansos e selvagens,
Isto ouvi pois o meu reino está próximo, tende coragem,
para virdes. , a mim. enquanto a porta está aberta!
Eu sou Deus grande e todo poderoso, para as riquezas,
do céu vos dar, sim! Diz o Deus de toda a terra e proezas,
Vinde a mim e a vossa vida, para sempre, estará, certa!
H
A maior fatalidade é você ter um grande amigo maluco disfarçado de normal, ele vai fazer sua vida virar um inferno com os bracos sobre os seus ombros.
Cruzei com um maluco na rua e ele me perguntou se estava tudo bem? Rapidamente, falei que sim, e ele sussurrou no meu meu ouvido: só os normais acham isto....
Por necessidade, os Pais muita das vezes rotulam seus filhos como maluco, para tentar ocultar a falta de caráter deles.
“” Admiro os malucos
São poetas camuflados
Sujeitos alienados
Em sua própria loucura
Neles há uma procura
Por um belo contido na alma
E quem o encontra
É mais louco que o outro
Pois por pouco
O completo se revela
E vai para o asilo
Contar poemas
Pra lua que vê da janela.. “”
... O coração quando ama
é maluco de dar dó
se entrega feito dia
por amor quer uma só
o corpo que deseja
e fiel na imensidão
espera alegre um sorriso
não vê a hora coração
tudo é desejo, fantasia
o amor é festa, alegria
que somente quem ama vê
mas quando ela não chega
a saudade grita por querer
amanhecer nos teus braços
e te amar até morrer
"" Sempre soube do maluco que existia em mim, só nunca imaginei que um dia ele pudesse cair na real...""
"" Poeta não
isso nunca
tenho apenas as mãos
e um teclado maluco
que tudo aceita sem nada dizer
toda insanidade
que sai sem querer..
poeta é algo divino
e eu sou apenas um menino
que às vezes brinca de ser feliz...""
MALUCO SENSATO (Crônica)
Diz o provérbio popular, cada doido com sua mania, sobre ele, grande parte dos atores sociais constroem uma prenoção sobre a configuração daqueles sujeitos que por uma construção social expõe lampejos de uma suposta "loucura".
Me aproprio dessa representação no intuito de refuta-la. Pois bem, vamos aos fatos. Na rua onde resido todas as manhãs tenho registrado a presença de um sujeito conhecido por "Ciço doido ou cabo Ciço", que passa logo cedinho para o centro da cidade, em ato continuo, retorna ao meio dia.
Na minha dedução aquele comportamento é peculiar de qualquer indivíduo em ritmo de trabalho.
Porém nos últimos dias tenho observado que ao voltar de seu passeio matinal aquele sujeito apresenta um comportamento alheio ao que se denota pela manhã quando volta visivelmente embriagado e, proferindo palavras não condizentes à sua aparente realidade tais como: "É pra matar ou pra morrer". Em voz alta e bom tom entre outros... Assustando transeuntes, moradores e crianças que subjetivam aquela suposta "loucura" como sendo um perigo iminente.
Não obstante, em outro momento encontrei-o a chorar e, contrito em seu íntimo - Percebia-se.
Aquilo me desperta curiosidade em desvelar sua aflição, ou quiçá, sua "loucura". No entanto me deparava a um grande obstáculo que seria como aborda-lo de maneira a não ferir seus sentimentos, sejam eles quais forem.
E para minha sorte ou felicidade, nesta manhã ele ao me ver de fronte à minha casa parou e fitou-me o olhar com profundidade e um aterrorizante silêncio. Aquilo me assustou é fato!
Todavia me facultou o poder indaga-lo. E assim o fiz. Olá Ciço tudo bem? Sobre o mesmo silêncio ele caminha até minha pessoa cabisbaixo, e ao erguer a cabeça me pede algo para comer, de pronto, peguei alguns pães, bananas e uma xícara de café, convidei-lhe para entrar, e ainda emudecido sentou-se à calçada rapidamente comeu e saiu.
Concomitantemente, diante de peculiar comportamento, confesso, só me fez substanciar minha curiosidade em saber porque aquele indivíduo apresentava comportamento arredio, de tamanho sofrimento e, porque era entendido como doido.
Dias depois resolvi segui-lo até sua residência que não ficava tão distante, ao vê-lo entrar logo percebi que não havia trancas na sua porta e logo se ouvia seus gritos de revolta e alguns palavrões, em seguida clamava pelo filho enquanto chorava copiosamente.
Fiquei estarrecido com aquela cena e resolvi procurar a vizinhança que logo disseram: Ah. Isso é assim todos os dias! Já estamos acostumados, é porque depois que a mulher deixou ele, ele saiu do emprego, o filho se envolveu com drogas e está preso.
Por conseguinte, descobri que ele gostava de frequentar a barraca do Elói que fica de fronte ao estádio de futebol aqui em Esperança-PB onde ele ia todos os dias quando passava pela minha casa.
Diz-se de um lugar pitoresco ou um pequeno comercio onde os viciados em drogas licitas ou não (excluídos), se encontram para se socializarem e só ali ele se encontra enquanto ser. Segundo o próprio.
Moral da história - A loucura e seus loucos, nada mais é que uma construção social objetivada por aqueles indivíduos cujo sentimento é segregar àqueles que não apresentam à sociedade um padrão de comportamento condizente com suas aspirações, e que se apresentam como exóticos, estranhos, esquisitos.
Seja do ponto de vista da moradia, indumentária, físico ou intelectual. A fim de demarcar sobre essas minorias uma relação de poder subjetivamente repressora e dominante.
Sei que o papo está um tanto quanto depressivo. Vou colocar um ponto por aqui. Aproveitando para me encontrar com meu também louco sensato e degustarmos um cafezinho sociológico diga-se de passagem sem açucares.
Ele amava tanto os livros
e a leitura,
que os seus malucos pensamentos,
criavam na sua doce imaginação,
uma parceira e uma canção,
e saia dançando nos seus devaneios!
Se alguém te chamar de Doido, maluco? Não se preocupe às vezes a loucura tem o sinônimo daquilo que as pessoas não tem explicação pelos atos dos outros.
—By Coelhinha
