Mal

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Não fazer o mal por medo das consequências não te torna bom; pois quem é bom não faz o mal, mesmo se não houver consequência.

O mal não existe. Por não existir, ele tenta destruir o que existe, tentando levá-lo à inexistência. Contudo, esse esforço é em vão, pois, justamente, o mal não é capaz de destruir o que é real, o que é verdadeiro, o que é. O mal é, na verdade, apenas uma ilusão: a negação de si mesmo, a negação do próprio bem.

Assim como a mentira, o mal é uma invenção sem fundamento, algo que só existe enquanto for alimentado pela distorção da verdade. Ele não tem substância, não tem essência. O mal, portanto, é uma criação passageira, que necessita de poder por si só.

Da mesma forma, a solidão não é uma realidade. Não há solidão verdadeira, pois estou sempre acompanhado de mim mesmo. Mesmo nos momentos em que parece haver um vazio ao redor, a presença interior permanece. A solidão é uma percepção equivocada, que ignora a verdade de nossa conexão constante com o nosso ser.

A angústia, também, é uma ilusão. Não existe angústia em sua forma real, porque, quando estou em paz – como no sono tranquilo –, não sinto angústia alguma. O que a angústia representa, na verdade, é a negação da minha própria paz, é a resistência ao estado de harmonia que está sempre disponível, mesmo que por vezes não o reconheçamos.

E a morte? A morte não existe. O mal, como qualquer outra ilusão, tenta nos convencer de sua realidade, mas, na verdade, ela não passa de uma transição, um processo de mudança que está além da nossa compreensão limitada. Não posso morrer se nunca deixei de existir; o nascimento e a morte são, na essência, partes de um ciclo contínuo, e o que realmente importa é o que prevalece: a existência.

Porque, afinal, a inexistência não existe. O que prevalece é a verdade da existência, e essa é eterna, única, e fixa.

Quando eu sou rejeitado, desprezado, ignorado, no fundo, eu não fico mal; eu me sinto livre daquilo que não tem nada a ver comigo.

As pessoas, geralmente, só não fazem o "mal" pelo medo das consequências — seja a consequência que acreditam ter após a morte ou a consequência que recebem em vida mesmo. Já outras pessoas são naturalmente boas por natureza, não fazem o mal, mesmo se houvesse a oportunidade. Então, é sempre bom rever o próprio caráter, a própria personalidade, as próprias intenções, o próprio ser, e desenvolver em si mesmo aquilo que você de fato é ou quer ser, mas não por medo de consequências, e sim por vontade, por coração, por si mesmo.

Tem pessoas que só fazem o "bem" por interesse — interesse de ser "privilegiado", de "receber", de "ganhar", de "conseguir" dos outros. E isso não é, interpretamente falando, uma pessoa "essencialmente boa", entre aspas, quando só se faz com esse objetivo, e sim uma "pessoa interesseira", fingindo ser boa ou mostrando ser interesseira mesmo. Ou seja, não desenvolveu naturalmente o sentimento puro, leve, doce, amoroso de ser. Não percebeu que, pra isso, não precisa da expectativa de receber algo em troca ou temer as consequências se não fizer, e que basta, essencialmente, seguir o próprio sentimento, deixar fluir naturalmente as intenções, enxergar os próprios comportamentos, respeitar a própria vibração pessoal sobre qualquer situação, parar de se controlar e apenas ser, indiferente dos atos. Pois a essência de si mesmo é fluxo, natural, espontâneo, se desenvolve assim, e não se controlando pra não ser.

Por exemplo, tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas têm a intenção de ajudar a levantar porque têm como objetivo ter algo em troca depois...

Tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas a intenção era apenas ajudar a levantar, pois não têm como objetivo algo em troca...

Então, existe uma diferença entre uma pessoa "boa" e uma pessoa "interesseira", que só faz o "bem" por interesse.

A "boa" tem como intenção o ato do momento, e mesmo que receba algo em troca, a intenção era o ato, não a expectativa em receber.

A "interesseira" tem como intenção receber algo depois do ato, e se ela não recebe em troca, cobra, pressiona, joga na cara, abandona, larga, chantageia, diz que não fizeram por ela.

Não que eu esteja julgando ou definindo o que é "bom" ou o que é "ruim", o que é "interesseiro" ou o que "não é". Até porque, pessoas mudam. Às vezes, estão em um dia bom, às vezes, em um dia ruim. Não é uma regra, é uma análise do momento. Às vezes, a pessoa fez de coração agora e, daqui a cinco minutos, por interesse, no qual irá cobrar em seguida. Novamente repito: não é uma regra, é uma análise do momento. Apenas uma interpretação rasa de uma situação hipotética pra você discernir a diferença de quando alguém é e quando finge ser pra dizer que é. Pra você discernir a diferença de quando alguém fez por interesse e quando fez por vontade própria, por coração.

Às vezes, somos ruins; às vezes, bons; às vezes, interesseiros; às vezes, não. Porém, é bom ter o olhar aprimorado nas situações desses momentos, saber quem finge, saber quem é. Pois, quando nosso olhar é turvo, embaçado, cego, a gente acaba olhando apenas quem não era pra olhar, apenas porque a "aparência", as "miragens" vistas dos nossos olhares cegos aparentavam ser verdadeiras, boas de coração. E nisso, nos iludimos com quem não deveríamos, por ser fingimento, falso, e deixamos de ver quem era pra enxergar: os verdadeiros de bom coração.

E quem olha é o próprio sentimento, não a impressão dos olhos.

Pois os olhos têm o interesse de olhar o que aparenta ser.

O sentimento sente o que de fato é.

Quando o coração está cheio de benção, nenhum mal cabe nele,

O mal é um ótimo professor; ou você aprende, ou te repete a mesma lição.

De tanto ser mal interpretado e ter minhas falas concluídas por mim, sempre supondo o pior, o silêncio tornou-se o lugar mais seguro.
Não por falta de sentimentos ou de coisas a dizer, mas porque cansei de explicar minhas intenções a quem já decidiu enxergar em mim aquilo que queria condenar.

Para alguns velados, é vital que sejas mal rotulado diante de todos que estão à vista. Assim, enquanto tens os holofotes apontados, os seus defeitos passam despercebidos, e as suas falhas permanecem invisíveis sob o peso da tua etiqueta.

Para alguns velados, é vital que sejas mal rotulado diante de todos que estão à vista. Assim, enquanto tens os holofotes apontados, os seus defeitos passam despercebidos, e as suas falhas permanecem invisíveis sob o peso da tua etiqueta.


- Francisco S. Lourenço

Tô sempre fazendo o bem, mas sei fazer o mal se for necessário.

Relaxe!
Nem todo Mal entendido,
Precisa ser Bem explicado.


Gleice KELLY ss.

Cada dia vai mudando
O homem só fica olhando
Finge não ouvir e nem ver
Todo mal que ele pode fazer...

São florestas derrubadas
A mãe natureza assassinada
A terra continua chorando
O meio ambiente implorando...

O que resta vive sufocado
O povo continua calado
Rios morrendo pela poluição
Em todo lado a degradação.

O planeta terra pede socorro
O homem egoísta sem explicação
Mata floresta e nascentes
Vai devastando o nosso chão.

⁠Ninguém se recupera do mal de nascer, chaga capital entre todas. É, no entanto, com a esperança de nos curar dele um dia que aceitamos a vida e nos submetemos às suas provações. Os anos passam, a chaga permanece.

Emil Cioran
The Fall into Time (1964).

“Mais que a traição, a dor de Jesus foi ver o mal levar quem Ele tanto amava.”

"Sofomaníaco: quem finge pensar profundamente, mas mal domina o raso."

"O passado mal resolvido é como dívida antiga: se você não quitar, ele cobra juros no presente."

“Nem sempre o mal vence o bem — às vezes, o bem é que se entrega ao mal por medo de parecer cruel.”

“Hoje em dia, o homem não precisa de máscara pra ter medo de falar — só de uma frase mal interpretada.”

“Interpretar mal a Escritura também é uma forma de distorcê-la.”

“QUE TIPO DE PESSOA JESUS MANDA VOCÊ SER DIANTE DE QUEM TE FAZ MAL?”