Mal
Prefiro os ignorantes, os mal-humorados, os rejeitados, os loucos, os depressivos, os humildes e os babacas do meu lado, não os sábios; os sábios não precisam de mim, até porque são "sábios"...
Dentro de mim, vive o bem e o mal; o mal sou eu negando a mim mesmo; só eu posso me libertar do mal, me aceitando viver do jeito que eu sou.
A solidão é um encontro consigo mesmo; se você está mal consigo mesmo, a solidão é ruim; se você está bem, a solidão é paz.
Quem não quer ser mal visto como carente de atenção geralmente é carente julgando a atenção de quem chama.
Depois que eu aprendi a amar o mal, quase nada me faz mal;
O mal é aquele bem que eu não aceitava em mim.
Metaforicamente falando, o ser humano é um equilíbrio constante entre o bem e o mal...
Ele constrói, destrói;
Ama, odeia;
Diz a verdade, diz a mentira;
Ajuda, age com indiferença;
Cria espaço, cria barreira;
Vive de coração, atua apenas pela razão;
Busca a paz, deseja guerra;
Oferece, rouba;
Elogia, xinga;
É alegre, é triste;
É saudável, é doente;
Nasce e morre.
O mal não existe, o sentido de mal não tem sentido, e pelo fato dele não existir, de não ter sentido, ele tenta levar o que existe, o que tem sentido, a não existir, a não ter sentido também. Só que não tem como levar o que existe a não existir, a não ter sentido, já que tudo existe, tudo tem sentido. Até quando eu digo que não tem sentido, é um sentido que eu criei.
O mal é apenas uma ilusão da nossa cabeça.
Amar tudo como é, inclusive a dor e o que parece mal, é a cura da alma. Quando o amor está presente, nada é realmente ruim.
É normal você não sentir vontade de trabalhar, ainda mais trabalhar pra alguém que te paga mal, ameaça mandar embora, cobra, pressiona, escraviza. Não se culpe por isso. O mundo vive uma escravidão coletiva dominada por podres de ricos, e todos aqueles que não querem ser "escravos" indiretamente desses podres de ricos são taxados de vagabundos e preguiçosos, seja pela mídia, pela cultura, religião, educação, família, amigos e desconhecidos. Porque a maioria tem orgulho em ser escravo, não se culpe de não ser. O mundo tá contaminado pela mentira. Nesse universo imenso, o sentido da sua vida não é ficar obedecendo chefe até os 60 anos, não.
O mal é inútil, só que às vezes até o inútil é útil para aprendermos que não precisamos, que não é útil.
Amor é ceder.
Amor é dar sem esperar nada em troca.
Amor é amar até quem quer teu mal.
Amor é entrega total.
Amor é aceitar quem foi embora.
Amor é perdoar.
Amor não escolhe o que amar,
Pois amor ama tudo.
Mas como vou amar tudo,
Se eu não sei o que é amor?
Para o mal, tudo é fácil, o mal quer acabar, destruir, eliminar, o mal é filho da morte.
Para o bem, tudo é difícil, o bem quer iniciar, construir, acrescentar, o bem é filho do nascimento.
E ambos são necessários para o equilíbrio das suas escolhas.
O mal não existe, o mal só existe quando você nega o bem.
Quando está triste, é porque evita a alegria;
Quando está com ódio, é porque rejeita o amor;
Quando está angustiado, é porque resiste à paz.
Se nega um, o outro toma o lugar. O bem está sempre lá, esperando para ser escolhido.
Se eu tô mal com algo, é porque eu não aceito esse algo ou não mudo esse algo, se eu não aceito e nem mudo, é óbvio que vou ficar mal.
O esquema não é tomar anti-depressivo, nem continuar mal, o esquema é eu aceitar esse mal ou mudar esse mal, porque aceitando esse mal, eu fico bem, mudando esse mal, eu também fico bem, o que me impede disso, é só o medo, medo do que vão pensar ou achar, caso eu mude, caso eu aceite, só isso.
Só é difícil, se eu dificultar.
Não fazer o mal por medo das consequências não te torna bom; pois quem é bom não faz o mal, mesmo se não houver consequência.
O mal não existe. Por não existir, ele tenta destruir o que existe, tentando levá-lo à inexistência. Contudo, esse esforço é em vão, pois, justamente, o mal não é capaz de destruir o que é real, o que é verdadeiro, o que é. O mal é, na verdade, apenas uma ilusão: a negação de si mesmo, a negação do próprio bem.
Assim como a mentira, o mal é uma invenção sem fundamento, algo que só existe enquanto for alimentado pela distorção da verdade. Ele não tem substância, não tem essência. O mal, portanto, é uma criação passageira, que necessita de poder por si só.
Da mesma forma, a solidão não é uma realidade. Não há solidão verdadeira, pois estou sempre acompanhado de mim mesmo. Mesmo nos momentos em que parece haver um vazio ao redor, a presença interior permanece. A solidão é uma percepção equivocada, que ignora a verdade de nossa conexão constante com o nosso ser.
A angústia, também, é uma ilusão. Não existe angústia em sua forma real, porque, quando estou em paz – como no sono tranquilo –, não sinto angústia alguma. O que a angústia representa, na verdade, é a negação da minha própria paz, é a resistência ao estado de harmonia que está sempre disponível, mesmo que por vezes não o reconheçamos.
E a morte? A morte não existe. O mal, como qualquer outra ilusão, tenta nos convencer de sua realidade, mas, na verdade, ela não passa de uma transição, um processo de mudança que está além da nossa compreensão limitada. Não posso morrer se nunca deixei de existir; o nascimento e a morte são, na essência, partes de um ciclo contínuo, e o que realmente importa é o que prevalece: a existência.
Porque, afinal, a inexistência não existe. O que prevalece é a verdade da existência, e essa é eterna, única, e fixa.
