Mais que uma Mao Estendida

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⁠#FRIO

Como o vento que ecoa com mais força...
E o silêncio que fala à nossa alma...
O que para alguns não é belo...
Para outros é toda a beleza do mundo...

Por guardar segredos...
E sempre ter adiante um desafio...
Passo pelo tempo...
E de meu coração faço dele meu abrigo...

E no frio que me abraça...
Vendo uma folha cair...
Antes da última luz se apagar...
Poderei voltar a sorrir...

Não quero da vida todas as respostas...
Porém as procuro...
E sendo a procura pelas respostas, que à vida dá mais sentido...

Não espere meu sorriso...
Não prometo companhia...
Aprecio algumas amizades...
Para não ter a alma vazia...

Talvez minha alma ainda grite...
Na esperança de alguém me encontrar...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

O que hoje é ferida, amanhã é cicatriz... e toda cicatriz é a assinatura do que te fez mais forte. Amar alguém que não fica é uma forma de santidade: é amar sem possuir.

#Espelho...
Espelho meu...
Diga-me a mais pura verdade...

Por vezes à noite...
Vejo um rosto...
Que me olha de forma suspeita...
Meio a contra gosto...

Será que minha alma...
Reflete minha imaginação ?
Esta ou aquela...
Pouco me importa...
Se tudo for ilusão...

Por fora as pessoas me vêem como querem...
Uns com olhos bons...
Outros não...
Conforme coração...

Sou alma imortal...
Espírito livre...
De longas eras advenho...
Do tempo um viajante...
Nesse espaço de agora...
Somente um errante...

Espelho...
Espelho meu...
Pergunto a ti agora...
Se tudo vai bem...
No correr das horas...

Não é por vaidade...
Pesa o tempo...
Pesa idade...

Vivendo nas coisas além de mim mesmo...
Descobrindo erros e qualidades...
A cada dia nascendo à vida...
Não minta espelho...
Conte-me sua verdade...

Por que persiste?
Por que repete?
Do jeito que é...
Esse silêncio torturante...

Nada me fala...
Pouco me mostra...
Não me revela...
O saber...

Mostra meus olhos cansados...
De um menino que sustenta esse homem...
Um dia...
Muito além...
Esquecido...abandonado....

Espelho...
Espelho meu...
O que terei agora?

Dissipando minha claridade...
Arrancando minhas possibilidades...
O que foi compreendido não existe mais...
Ah...
Como sou fulgaz...

Espelho...
Espelho meu...
Desdenhei a realidade
Mostrou em mil imagens...
O que minha alma grita...
Diante de sua cruel verdade...

Sandro Paschoal Nogueira

Nenhum animal tem mais liberdade do que o gato, mas ele enterra o seu próprio excremento. O gato é o melhor anarquista.

Ernest Hemingway
Por quem os sinos dobram. Rio de Janeiro: Bertrand, 2013.

A única pessoa que fica feliz quando você mostra seu sonho é sua mãe, mais ninguém.

Existem histórias, estórias, story...
Nada mais...
Além de sangue nos jornais
e formigas que transitam por aí,
nos arredores da existência...

Para e pense, antes que seja tarde de mais, porque tudo que você pensa, nem todos iram gostar, segura sua língua e terá disciplina e sabedoria.

Bom dia! Você aí, que está acordando ou já saiu para trabalhar. Agradeça a Deus por mais este dia e oportunidade que está tendo por mais este dia de vida. Seja grato e abençoe o seu próximo, dando um bom dia abençoado e seja abençoado por Deus. Que a paz esteja contigo.

Bom dia! Chegou segunda feira, vamos agradecer a Deus por mais este dia e que seja muito abencoado. Vamos a luta e seguir enfrente e até chegar a hora do descansa ao chegar em seu lar. Obrigado, Deus por me acordar com vida e saúde.

O dia vem, e logo acordamos, para mais um dia de luta. Mas não podemos esquecer de agradecer por cada dia de vida, pois é Deus que nos concede está graça dívida. Obrigado Senhor por tudo.

Olhar quem não te olhando é fácil, mas olhar pra você é mais fácil.

Senhor, Deus Javé, venho em sua graça te agradecer por mais este dia que nos permite com vida e saúde, lhe perdi em nome do teu filho amado, Jesus Cristo, que cuide de todos os meus familiares, amigos e todos as pessoas que não conheço, e que está indo trabalhar e os que estão voltando para seus lares e cuide daqueles que não tem onde dormir e os que não tem o que comer. Pai, providencie Senhor, pra que todos tenham a sua paz.

Vamos que vamos e também agradecer a Deus por mais um dia de vida e que nos abençoe nesta nova jornada. Que seja um dia iluminado e abençoado para todos nós. Que a paz esteja convosco.

Bom dia! Hoje é segunda-feira, que possamos agradecer a Deus por mais um dia de vida e que nos permita ter uma semana abençoada no Senhor. Que o senhor te abençoe em seus propósitos. Amém.

Bom dia! Hoje é mais um dia com a permissão do Senhor e devemos ser grato por mais este presente divino de Deus, poder acordar com vida e saúde e dinheiro nenhum do mundo paga isso, mas Deus nos dar de graca a cada dia, então seja grato, por tudo isso hoje. Amém.

Bom dia, pra mais este dia maravilhoso que Senhor nos permiti acordar com saúde e vida. Que possamos agradecer a Jeová, o Deus de Israel por tudo que Ele tem feito. Que o Senhor abençoe o seu dia e que seja de muitas bençãos.

Hoje é quarta-feira, é mais um dia que Deus nos abençoa com a vida, devemos ser grato por cada segundo que respiramos o ar que o Deus de Israel nos concede. Pai que te agradecemos por tudo, em nome de Jesus Cristo.

Deus todo poderoso Pai, venho a ti para te agradecer por mais este dia que o Senhor me abençoa com dom da vida, sou grato por cada momento, cada cuidado que me permiti ver, ouvir, falar, cuidar do templo do Senhor. Perdoe os meus pecados. Obrigado por mais este dia tão lindo!

Quando ensinar já não basta

Há dias em que a escola pesa mais do que a mochila dos professores em semana de avaliações.
Não por causa das aulas. Nem das provas. Nem da burocracia, embora ela exista e cresça a cada ano. Pesa porque, em algum momento, ensinar deixou de ser apenas ensinar. Hoje, espera-se que o professor seja gestor de conflitos, mediador familiar, psicólogo improvisado, agente social, produtor de relatórios, alimentador de plataformas, responsável por índices, motivador permanente e, de alguma forma, o último elo de uma corrente que começou a se romper muito antes de sua chegada. Tudo retorna ao professor. Se o estudante aprende, cumpriu sua obrigação. Se não aprende, pergunta-se o que o professor fez, ou deixou de fazer. Essa lógica revela uma das maiores distorções da educação contemporânea: individualiza-se a responsabilidade por um problema que é estrutural.
Nesta semana, sentei-me diante de um estudante do sexto ano que não lê. Não escreve. Não domina habilidades que deveriam ter sido construídas nos primeiros anos da escolarização. É educado, prestativo, participa, tem vontade de agradar, mas a linguagem escrita ainda não lhe pertence. Foi nesse momento que a palavra "avaliação" perdeu o sentido. Como avaliar alguém que não consegue acessar aquilo que é condição para realizar a própria atividade? Que nota representa essa realidade?
A escola, então, oferece caminhos conhecidos. Recuperação. Nova oportunidade. Trabalho substitutivo. Mais prazo. Mais uma atividade. Mais uma tentativa. O RAV. Até que, quase sempre, chega-se ao mesmo destino: a aprovação. Não porque as dificuldades desapareceram, mas porque o sistema precisa continuar funcionando.
É uma engrenagem curiosa. Cobra-se do professor uma avaliação criteriosa, instrumentos diversificados, registros, evidências e lançamento de notas. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados finais não contrariem o fluxo esperado. A avaliação precisa existir, mas suas consequências nem sempre podem existir. Talvez seja por isso que tantos professores experimentem a sensação de correr sem sair do lugar.
O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu que vivemos tempos líquidos, marcados pela fragilidade dos vínculos e pela dificuldade de sustentar compromissos duradouros. A escola não ficou imune a essa condição. A responsabilidade pela aprendizagem tornou-se cada vez mais difusa. Quando tudo é responsabilidade de todos, frequentemente acaba não sendo responsabilidade de ninguém. E, no fim, sobra para quem está diante da turma.
Também me vem à memória Paulo Freire, quando afirmava que ensinar exige rigor metodológico e compromisso ético. Curiosamente, quase sempre lembramos apenas da palavra "amor". Esquecemos do rigor. Ensinar também exige reconhecer quando uma aprendizagem ainda não aconteceu. Fingir que aconteceu não é inclusão; é apenas adiar um problema que se tornará maior no ano seguinte.
Há algo profundamente injusto nisso. O estudante é privado de um direito fundamental: aprender. O professor é privado da possibilidade de avaliar com honestidade. A família, muitas vezes, acredita que a aprovação significa desenvolvimento. E a escola produz documentos que atestam competências que, na prática, ainda não existem.
Não escrevo estas linhas porque acredito que reprovar resolveria o problema. Não resolveria. Mas aprovar sem garantir a aprendizagem também nunca resolveu. Entre essas duas margens existe um vazio que temos insistido em chamar de política educacional.
Enquanto isso, seguimos preenchendo planilhas, lançando notas, organizando recuperações, respondendo questionários sobre estratégias, justificando ausências, explicando conflitos que nasceram em segundos e tentando provar, diariamente, que estamos fazendo o suficiente.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja por que tantos estudantes chegam ao sexto ano sem ler. A pergunta é outra: em que momento nos acostumamos com isso?
Talvez seja esse o maior retrato da crise educacional. Não a existência do problema, mas a naturalidade com que passamos a conviver com ele.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.

A coisa mais difícil de encontrar hoje em dia, é o amor verdadeiro e recíproco de verdade, sem mentiras, sem más intenção, sem traições. Um sentimento leve, poder deitar e dormir tranquilo sem desconfiança ou consciência pesada. Apenas a paz de ter alguém parceria de verdade.