Mais que uma Mao Estendida
Hoje o céu parece mais perto,
como se quisesse me apertar um pouco.
As nuvens quedas lembram daquelas promessas
que ficaram por aí.
Não foi falta de fé;
foi apenas o cansaço de esperar demais.
"Para todas as crianças que enxergam o mundo com mais profundidade, mesmo quando ninguém percebe. E para os gigantes silenciosos — de carne, de crina ou de amor — que nos ensinam a caminhar com calma e a encontrar beleza no ritmo de cada passo."
" Gigante: O amigo que mudou Tudo"
GIGANTE, O GUARDIÃO SENSÍVEL
Era mais que um cavalo – era um ser de sensibilidade rara, capaz de perceber o que muitos ao redor não conseguiam enxergar. Seu olhar calmo, profundo, parecia abraçar as emoções escondidas de quem se aproximava, lendo o silêncio e o desespero com a mesma intensidade. Desde o primeiro encontro, Antônio sentiu que gigante não reagia como as pessoas. Não havia pressa, nem cobranças. O cavalo ajustava seu corpo, sua respiração, de acordo com o ritmo do menino. Quando Antônio chegava nervoso, com as mãos trêmulas e os olhos inquietos, Gigante diminuía o passo e suavizava o balanço. Era um diálogo sem palavras, uma dança invisível construída na troca de sensações. Os músculos de Gigante transmitiam segurança e calma, como se ele dissesse: "Estou aqui, você pode confiar." Esse sentimento atravessava o corpo de Antônio, ajudando-o a se soltar da ansiedade que tantas vezes o paralisa. Aos poucos, o menino aprendeu que a regulação não era só um conceito abstrato aprendido com terapeutas, mas uma necessidade que afetava um ser vivo que dependia dele. Gigante tornou-se o espelho das emoções de Antônio. Quando o cavalo movia as orelhas para os lados, indicava inquietação; quando inclinava a cabeça para baixo, demonstrava relaxamento. Antônio descobria que poderia “conversar” com Gigante pelo toque, pela respiração, pelo olhar – e, na resposta do animal, encontrava um reflexo do próprio estado interno.
Que hoje você descanse o coração,
sem tentar entender tudo,
sem carregar mais do que cabe.
O que é seu, encontra o caminho.
O que não é, se dissolve.
Siga no seu ritmo.
Com fé serena,
com os pés no chão
e o coração guardado.
O Visitante II
Depois que a casa aprendeu,
nunca mais abriu a porta
com as duas mãos.
Agora,
quem entra
já encontra o chão gelado,
as luzes apagadas
e uma cadeira vazia
posta no lugar certo:
longe demais
para parecer convite.
Há pessoas tão monótonas
que nem chegam como tempestade.
Chegam como poeira.
Sentam,
falam pouco,
prometem nada,
mas ainda assim
ocupam espaço
como móveis velhos
em cômodos que já pediam fogo.
Eu sempre soube.
Só não dizia alto
porque há verdades
que ficam mais bonitas
quando provadas
pelo próprio desaparecimento
dos outros.
No fim,
ninguém me surpreende.
Apenas confirma.
Uns rareiam.
Outros somem.
Alguns fingem delicadeza
enquanto deixam a lâmina
em cima da mesa.
Mas todos,
absolutamente todos,
partem do mesmo jeito:
fazendo silêncio
como se o silêncio
não tivesse digitais.
Eu vi.
Vi quando a presença
começou a virar intervalo.
Vi quando a palavra
perdeu peso.
Vi quando o cuidado
ficou preguiçoso.
Vi quando o “perfeito”
já vinha vestido
de despedida.
E ainda assim,
não pedi explicação.
Porque pedir clareza
a quem vive de sombra
é oferecer vela
a um túmulo.
A casa não corre mais
atrás de visitante.
Não limpa pegadas.
Não guarda copo.
Não espera retorno.
Deixa a poeira assentar
e aprende o nome
de cada ausência.
Há gente que se acha mistério,
mas é só repetição
com perfume barato.
Há gente que se acha perda,
mas era só tempo
escorrendo pelo ralo.
Há gente que pensa
que deixou saudade,
quando deixou apenas
uma prova:
eu estava certo.
Sempre estive.
E se um dia perguntarem
o que aconteceu,
direi sem raiva,
sem saudade,
sem brilho nos olhos:
nada.
Só mais alguém
entrou numa casa
que não merecia conhecer
e saiu pequeno demais
para virar lembrança.
Porque, no fim,
o que assusta não é perder pessoas.
É perceber
que algumas nunca tiveram altura
para serem chamadas de perda.
A vida é um processo que nos ensina, que mais vale o percurso, do que o ponto de partida ou da chegada.
Como o Kuwaete Henka, você deve aprender a viver do jeito mais certo, roubar caso seja certo, ou se não ouvir nada vindo do limbo, só basta dar... Seu passo para frente para seguir ao caminho da luz a frente.
Cada gestão pública
deixa mais do que obras:
deixa marcas na vida das pessoas
e capítulos permanentes
na história de uma cidade
À medida que conhecemos mais profundamente a Deus e crescemos em comunhão com Ele por meio da Palavra e da oração, somos transformados para abandonar a ilusão do controle e descansar na sábia e perfeita providência do nosso Pai.
Quanto mais conhecemos a Deus, mais percebemos que a maior bênção da oração não é receber algo das suas mãos, mas desfrutar da sua presença.
Orar é mais do que falar com Deus; é, em comunhão com Ele, sermos transformados pelo Espírito Santo para viver segundo a sua vontade revelada.
Quando a falta importa mais que tudo que está presente, significa que a ingratidão é quem comanda.
As vezes, erramos porque falamos o que sentimos, e não o que pensamos.
Outras vezes, erramos porque falamos o que pensamos, e não o que sentimos.
A dor pode ser inevitável, mas o sofrimento sempre é uma escolha.
Importar-se demasiadamente com o que os outros pensam, é a receita infalível do fracasso.
A vida nada mais é do que o sopro de Deus, dando fim ao que acabou e início àquilo que ainda não começou.
O modo como você é tratado é mais importante do que o quanto você gosta de alguém. Leia isso de novo.
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