Mais Leve que o Ar Tao Doce de Olhar
Escrevo sobre o amor alguns anos, porém quanto mais escrevo menos consigo intender.
Este sentimento que quase sempre me faz sofrer.
Quando vem depressa pode ser bom, lentamente ou com muita emoção. O importante que ele sempre esta por aí, este sentimento que algumas vez me faz sorrir.....
"Pensei em dizer, disse ao gritar: mundo louco para de rodar, não quero mais ver o tempo passar. Se isso não acontecer eu acho que vou adoecer."
Retalhos da Memória
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(O CONTRASTE DO GARI MAIS POLITIZADO DA PARAÍBA)
Por: Anna Paula Oliveira. jornalista
No dia 11 de janeiro de 1972, num barraco da maior favela da cidade, a Cachoeira, nascia José Martins de Paiva, O Gari . Sentindo-se um pré destinado à miséria, com ar de tristeza e desolamento, contou-me sua história, definindo suas lembranças de criança como “infância do pesadelo”.
A fome, maior bandida de sua vida, o devorava e enfraquecia. Sua refeição diária era um prato preparado com um bocado de farinha, cebolas cortadas em pequenos pedaços e uma pitada de sal o banquete descia goela abaixo acompanhado por 3 ou 4 copos de água. Em dias que nada tinha para preencher os buracos do estômago espetado pela dor que roncava, o menino dormia anestesiando a fome que atormentava , e que apunhalando forte, por vezes o fez desmaiar.
As lágrimas presas no semblante escurecido ficaram nítidas, ao falar sobre o sonho de criança: ir à escola.Mas, seu desejo foi roubado pelos ratos que além de morde-lo durante à noite, roeram seu registro de nascimento , documento que na época custava caro e era imprescindível para matricula na escola. Angustiado , lembrou-se ainda do diálogo com a mãe:
_ Mãe, me bote na escola!
Que aos tapas lhe respondia:
_ Pra que que tu quer estudar miserável? Caderno de pobre é o roçado e a caneta a enxada. Vai trabalhar vagabundo!
Já que filho de pobre não ia à escola, sua rotina se alternava entre as esmolas que pedia nas ruas e as víceras de galinha procuradas entre as penas nas sarjetas das granjas.Entre as lembranças remoídas , falou com olhos distantes sobre a história da galinha preta, morta, abandonada em um córrego sujo.Obrigado a descer à margem, a mãe o apedrejou, por ele não ter forças de trazer o jantar do dia para cima. Um engenheiro que trabalhava em uma obra observou a cena e chocado,e aos prantos o ajudou a subir. Passando as mãos carinhosamente pelos cabelos do menino que chorava disse:
_ Minha senhora, não faça isso com seu filho...Tome esse dinheiro e joga isso fora, que isso não é comida de gente. Agradecidos, mãe e filho se despediram do homem generoso, e enfim, quando já não havia mais ninguém à vista, voltaram ao córrego, apanharam a galinha e comeram.
Crescendo dentro da favela, recebeu os beijos de rejeito e viu-se em um dilema: a revolta ou a conformação. Entre lutar para crescer ou roubar par viver, trilhou os dois caminhos _mas não sem medo. Afinal sua mãe o repreendia com palavras duras, ditas sempre com um facão em punho:
_ Olha desgraçado, no dia que você roubar, eu meto essa faca no teu bucho e corto seu pescoço, seu infeliz miserável.
As palavras secas e cruas ecoaram por muito tempo em sua cabeça perturbada pelo destino difícil. Quando adolescente, apesar das ameaças da mãe, passou a viver como menino de rua. Sem trabalho e oportunidade de estudar, acompanhado por uma tropa de meninos, quebrou vidros de carros, pegou morcego em ônibus e derrubou muitos tambores de lixo, onde o proibiam de catar os restos.
Aos 15 anos, mesmo sem registro de nascimento, começou a freqüentar clandestinamente a escola. Porém a hostil bagagem das ruas o tornou agressivo ao ponto de em uma briga na escola, furar com um lapiz um colega de classe. Mais uma vez o sonho de aprender, escapou de suas mãos.
Com o tempo, muitos amigos morreram tragados pela criminalidade das ruas ou assassinados pela polícia_ polícia essa que na favela da Cachoeira, entrava batendo nos “ciladrões”, porque ali todos eram culpados até que provassem o contrário.
Aos poucos com ajuda de amigos, aprendeu a ler e aos 18 anos, passou no concurso para gari, onde foi batizado com nome que o tornou conhecido, Gari da Cachoeira. Durante as coletas do lixo, os livros que para uns não tinham mais utilidade, eram levados para casa como peças valiosas. As obras eram lidas entre os intervalos do trabalho e as folgas no fim de semana. Ao longo dos anos tornou-se sindicalista atuante na categoria. Através de programas sociais de alfabetização de adultos concluiu o ensino fundamental e posteriormente o ensino médio por meio de supletivo.
Sua participação na luta por condições dignas de moradia aos moradores da favela da Cachoeira, foi determinante nas ações sociais que foram aplicadas na habitação e saneamento básico da comunidade.
Hoje a favela já não existe mais, A Cachoeira virou bairro da Glória, e embora as paredes sejam de concreto e não de taipa, o desemprego, a fome e o sofrimento causado pelas diversas faltas, permanecem ainda ali impregnados nas pessoas que continuam sem efetivas oportunidades de mudança.
O Gari da Cachoeira, casado, pai de 4 filhos, sindicalista, político atuante, candidato por duas vezes a cargos públicos, estudante de Direito, continua engajado em ações sociais que contribuam para mudanças no quadro infeliz de miséria sentido na pele, onde carrega ainda muitas cicatrizes.
Burrice do Saber
"Nada muda na vidaDe quem não quer mudar,Nascer burro e morrer cavaloÉ mera utopia,Pois a pior fantasiaÉ não querer aprender.”
José Martins de P, gari da cachoeira
era pra ser amizade, mais esse sorriso em seu rosto me fez apaixonar, eu so não sabia que o motivo era eu
Você quebra a cara mais não para de amar você fais de tudo pra ela falarespondeu mais eu não gosto de você
Nesse mundo sem sentido, eu sou mais um indivíduo que luta pra entender o motivo de continuar aqui funcionando e vivo. Aqui nasci aqui cresci e também muito padeci e aqui eu vou morrer, parece que nada me adianta o muito ou o pouco prazer, as coisas boas e ruins da vida, todas vou esquecer.
O futuro me parecia interessante, até pensei que por ele valeria a pena viver, mas como sou inconstante, percebi que esse caminho o final é só morrer, então bateu um vazio na alma e minha inteligência não conseguiu compreender, será que só eu penso assim ou todo mundo também quer saber.
Que significado tem a vida se não posso viver? Como planejar meu futuro se nem isso posso ter, sou limitado a uma pequena fração de tempo, depois ao pó sou obrigado a voltar, depois minha existência se apaga e é como nunca estivesse em algum lugar.
O que fazer então, já que não existe razão e nada parece ter sentido? Como alimentar o meu coração, como provar pra minha compreensão que preciso continuar vivo? Alguém em algum lugar, que esteja no planeta Terra, talvez nem precisa estar, me responda essa réplica.
Apenas há uma luz no meu modo de viver, quando conheço a história de Jesus e dos personagens que vieram antes dele nascer, quando mim é apresentado uma explicação, então revive em mim o meu ser e através dos relatos da criação vejo o mundo com mais clareza como precisava ver, sabendo que a vida é minha e pra sempre não irei morrer, que não vou ficar sempre aqui mas outros lugares vou conhecer, conhecer outras dimensões criadas por um supremo ser, onde eu também faço parte dassa grande obra de arte que só Deus pode entender.
Isso pra mim é mais que liberdade é como ser uma ave de rapina sobrevoando o azul do céu entre os límpidos raios do Sol.
As decepções com quem amamos só nos faz ainda mais fortes. Chega uma hora que nada mais dói, nada mais importa, tudo fica insignificante...A vida vai te levando rotineiramente para o mesmo lugar.
Aquilo que era prioridade hoje não é mais. Aquilo que lhe fazia brilhar os olhos de amor, hoje os faz verter águas...No silêncio mais secreto, o choro dá lugar ao sorriso que vivia estampado no rosto. Fábula de um amor que não volta mais.
É mais fácil pedir á Deus aquilo que nem mesmo nos é necessário, do que praticar o difícil ofício da gratidão por tudo que recebemos mesmo sem pedir todos os dias.
Ter sido criança, foi a parte mais linda que Deus me permitiu ser.
... Graças ao universo ainda preservo aquela menina de sorriso doce aqui dentro.
AS RANHURAS DA BELEZA
as ranhuras do tempo
a deixaram ainda mais bela
o cristal era marcado e imperfeito
e naquela imperfeição
havia beleza
MÃOS DADAS
os dias de solidão
eram os mais livres
os dias de liberdade
eram os mais solitários
concluiu que a solidão e a liberdade
eram um casal daquele tipo
que anda pelas ruas de mãos dadas
Pais e mães sempre alegaram a necessidade de ter mais tempo para os filhos, e agora nos temos modernos o tempo que sobraria para os filhos esta sendo ocupado pelo celular.
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