Mãe Especial
A ingratidão é filha de uma alma pequena e mãe de todas as rupturas indignas: primeiro, porque não reconhece o que recebeu sem merecer; depois, porque renega sem vergonha o bem que se lhe fez.
Eu queria ser uma boa mãe
É, eu queria ter sido uma mãe, uma boa mãe, uma mãe normal, uma mãe que cuida, uma mãe que não surta, uma mãe que não briga, uma mãe que não trata mal e que não desfaz os sonhos dos filhos!
Eu queria ter sido uma mãe normal, uma mãe padrão, uma mãe que não estivesse, enquanto estava sendo mãe, que não estivesse também sendo mulher, que não estivesse também experimentando coisas por aí, sabores, amores e deixando de lado o meu chamado de ser mãe, como eu fiz!
Eu queria ter sido uma mãe normal, uma mãe capaz de não abandonar nas horas incertas e nem tampouco nas horas certas. Eu sempre quis ser uma mãe perfeita. Eu sempre quis. Eu sempre também invejei as mães perfeitas. Eu admito, invejei muito. Invejei de verdade. Eu sempre tive inveja dessas mães que são a pura arte da perfeição materna, coisa que eu nunca consegui ser.
Eu invejo as mães que amam. As mães que amam seus filhos mais do que eu amei. Porque eu também sei amar. Eu só não sei ser mãe. Eu não sei ser a mãe, aquela que ama seus filhos, a mãe que ama seus filhos e filhas acima de tudo e que não os ensina a desistir, que não brincam com seus sentimentos, que não os humilham.
Eu queria ter sido uma mãe melhor, uma mãe que fosse capaz de ser colo, colo e abrigo. E eu nunca fui!
Eu não vou mentir que eu ainda tenho esperanças e que eu ainda quero. Ah, como quero, quero muito, Deus sabe o quanto. Como se fosse um sonho meu a se realizar antes da morte. Essa morte que vai me levar para outra vida, para outro plano, para outra dimensão. Sei lá para onde ela vai me levar, mas enquanto vivo, eu queria ser uma boa mãe, e acertar.
É, talvez eu não consiga ser uma boa mãe, porque faz tempo, não é só de agora, que não depende mais só de mim.
Tem mais coisas!
Tem passado! E tem um presente que eu ainda não consigo mudar!
Nildinha Freitas
0511 "Alguns 'humoristas' só sabem fazer o tipo de 'humor' que esculhamba os outros, a mãe dos outros, os filhos dos outros... Nunca eles proprios!"
MeuTEXTO-1882 📜 "Mãe é também base e princípio de tudo. Repugnante e Inexplicável é alguém praticar violência contra as Mulheres, já Mães ou não. Feliz Dia para as Nossas e para Todas!"
2228 📜 "Li, do próprio, que a mãe dele disse que a Segunda Guerra só começou porque ele havia nascido. Essa brincadeira o perturbou durante anos. O próprio é aquele famoso baterista do Grupo Musical (que alguns chamam de Banda), lá da Cidade 'Piscina do Fígado'!"
2677 📜 Li, do proprio Richard Starkey, que disse ter ouvido da mãe que a Segunda Guerra só começou porque ele havia nascido. Li também que a declaração o incomodou durante anos!
2709 📜 Sempre lembro do que disse Ringo Star que, segundo a mãe dele, 'a Segunda Guerra Mundial começou porque ele havia nascido'!
-
Lembro que, no Meu Caso foi totalmente diferente. Meus Pais disseram que eu havia nascido 'porque o Mundo estava ansioso, esperando alguém com a Minha Alegria e Fé'! Não fiquei famoso, a exemplo do Ringo, mas sou Feliz desde sempre!
2937 📜 Minha Relação com Bolsonaristas jamais foi de Ódio. Só não juro 'Minha Mãe Mortinha' (como diziam os meninos) porque Eu não tenho mais Mãe Viva, ohquei?
1566
"Eu sempre ouvia que 'Mãe não tem rima'. Isso desde meu tempo de menino na escola. Por anos e anos foi assim, até que... Até que alguém falou e mostrou que um único sujeito (gênio, por sinal) conseguiu rima para a palavra Mãe. Só ele chegou a isso e é impressionante. O sujeito que conseguiu é mesmo gênio!"
1666
"Já esta atribuíram a Kung Fu Tsé: 'O Homem sem dinheiro só a Mãe o ama!' Se é verdade? Não sei... Nem conheci Minha Mãe!"
Na casinha simples de família humilde, a mãe colocava na mesa a comida feita com amor e carinho: cuscuz, arroz, feijão de corda cozido com carne de sol, fruto do nosso trabalho. E o suco de caju não poderia faltar. Era um banquete!
Mas a alegria estava estampada no sorriso. A mãe e o pai faziam o sinal da cruz, agradecidos:
"Obrigado ao nosso Senhor."
Era pura simplicidade, onde a fé fortalecia a esperança e esta enchia o peito de coragem. A pobreza não existia. E toda a nossa riqueza estava ali, em volta de uma só mesa: a família...
Bem maior!
Por Marcio Melo
Eu não sou empresário, eu estou empresário. Eu não sou pai, eu estou pai. Eu não sou mãe, eu estou mãe. Eu não sou justo, eu estou sendo justo quando pratico a justiça. Eu não sou generoso, eu estou sendo generoso quando pratico a generosidade.
Nós, como seres impermanentes, assim como a própria vida, não podemos afirmar que somos algo, pois amanhã podemos não ser mais. Logo, o que temos e o que supostamente podemos ser se resume a quem somos no agora. Se somos, somos no momento em que praticamos uma ação, pois essa ação nos define naquele momento. Logo, somos verbo, pois somos definidos por nossas ações.
Beatíssima Maria virgem
Amika Nostra
Mãe do espírito e de todo o princípio.
Origem do pequeno espelho do infinito
E parada central de estirpe deste mundo tão esquisito para o qual pariste o teu filho. Regadora da urtiga e do Nardo
Lírio da terra bivalente
Jardineira do quintal dos bardos,
Da poesia.
Está tudo morrendo
Conselheira dos agoniados,
Quem sou eu para vir novamente pedir perdão por todos os bardos?
Por essa raça sobranceira e enviesada
Que anda de luto pelos próprios excessos e à beira do teu cântaro gargareja, um duro lamento espúrio.
Que boceja um tédio estéreo a maneira de quem detesta o Absoluto.
E de tanto falar por Ele, acredita só no que usurpa.
Os que rabiscamos no espelho,
Nos mundos da estrutura, do nada, do vazio em pêlo.
Quem sou eu para pedir teu zelo por tantas pobres criaturas?
A mortalidade moral mata mais que faca e fuzil no território nacional.
De ponta a ponta ao meu país, cada dia mais infantil,
Mata a si mesmo com ardis,
Com imposturas num marasmo igual as diabruras e penduricalhos da pior africanização.
Como uma colcha de retalhos que não tapa mais nada
O chão de derrapantes assoalhos deste país sem direção é sacudido pela mão do entretenimento e do embuste.
Quando a noite, mais uma vez,
Com uma dissonância na acústica
Cai das alturas como um susto, um pesadelo a mais Talvez uma oportunidade,
E o que custa parar um minuto, dois, três e refletir e orar?
Ouvir, ver simplesmente o que fazemos da raça inteira De nós mesmos ?
Mas não, a cada anoitecer sacudimos pelos extremos a toalha em farrapos
Que demos pelas migalhas do Poder, ao banquete dos fratricidas,
Dos cambalachos,
Dos abortos.
O desfile nas avenidas, de machos eunucos e outros fantasiados pela vida
De cabeça para baixo na ida sem volta ao festival dos porcos
E enquanto isso morrem, Morrem filhos e mães, e irmãos no escuro
Órfãos de sonhos
E depois morrem o passado e o seu futuro
Morre tudo e ninguém socorre
A árvorezinha atrás do muro, ninguém colhe o fruto maduro
A mão do país que se afoga. Que Pantanal é esse nosso ?Em que é impossível dar um passo sem afundar?
Sem que a piroga vá desaparecendo no poço ?Num baldezinho cheio de ossos ?
Num vazio pendurado, à corda,
Num balanço de enforcamento.
Que multidão?
Que gente é essa ?
Seminua, com as mãos na cabeça
Ou no bolso alheio
Uma gente que estraçalha os filhos sem pressa
Num ritual de alinhamento Até que ninguém mais os conheça
Todos são teus filhos
E penso neste escuro dia, seguinte ao mais perfeito nascimento,
Penso no teu rosto sucinto, Que é a perfeição do pensamento
Amparado só do infinito,
Que contemplando cada berço.
Transforma o meu país Senhora da súbitas transfigurações.
Ó aparecida nos porões,
Em que torturam o homem à aurora,
Ó peregrina entre as visões,
Ó negra ó branca
Mediadora das grandes reaproximações,
Escuta-nos Mãe de Jesus Ora pro nobis
Vem a nós
Como estavas ao pé da cruz Na hora sombria
Um instante atrás,
Em que se ouviu aquela voz “porque Me abandonaste?”
A luz nos abandona.
Estamos sós
Terrivelmente,
Mas a culpa que temos todos
Do horror que fizemos de nós.
Ó mística
Ó rosa rústica
Ó penhor da salvação
À hora a última
Advoga em que o Senhor Venha a nós
Fala-nos
Que acústica da velha Catedral em ruínas e outra Vez com teu nome tua voz. Que os Farrapos do homem, que se devora e não termina o horrendo banquete da fome
Se reúnam em ti, mãe menina de todos nós
Os que mal somos
Os leprosos mal agradecidos Que não retornaram ao teu Filho depois de curados Perdidos desviados e maltrapilhos.
Retorna a nós como do exílio,
Velhos bondes em busca dos trilhos
Voltamos tantos iludidos
Nós, os mutantes
Nós os idólatras
Nas lucobrações orgulhosas Do encolhido intelecto,
Esse alcoólatra,
Que sim,
Se embebedou de paródias.
Atua inteligência da morte é o único modelo da nossa.
O mais, é a miragem do apóstata.
AVÓ, MÃE, TIA E MADRINHA
Quando Deus envia ao mundo
uma criança em seu nascer,
cerca-a logo de mulheres
que lhe ensinam a viver.
Cada gesto de carinho
faz a alma florescer.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A avó borda a experiência
com ternura e devoção;
conta causos, faz lembranças,
cultiva a tradição.
Seu colo é porto seguro,
seu conselho é direção.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A mãe é fonte de amor,
é coragem e proteção;
ensina os primeiros passos,
a verdade e o perdão.
No silêncio de um abraço
fala mais que uma oração.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A tia chega sorrindo
feito um raio de alegria;
é parceira das brincadeiras,
da conversa e da folia.
Mas também sabe aconselhar
com firmeza e cortesia.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A madrinha faz promessa
diante de Deus e do altar;
recebe um filho do coração
para amar, guiar e cuidar.
Na bonança ou na tormenta,
nunca deixa de amparar.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Cada uma tem seu jeito,
cada qual sua missão;
uma afaga, outra corrige,
todas dão a mesma mão.
Na união desses cuidados
cresce forte o coração.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
O café feito com afeto,
o remédio e a oração,
o vestido bem cuidado,
o pão quente e o feijão;
tudo ensina à criança
o valor da gratidão.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A bênção dada à noitinha,
o sinal da Santa Cruz,
a palavra de esperança,
a confiança em Jesus.
São sementes de uma vida
iluminada pela luz.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Quando a lágrima aparece,
logo chega uma das quatro;
uma enxuga o rosto triste,
outra acalma o desacato.
E o amor transforma a dor
num bonito reencontro.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Quem cresce cercado assim
leva o bem por onde for;
faz da bondade um costume,
da humildade o seu valor.
Aprendeu desde pequeno
a linguagem do amor.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Que Deus guarde essas mulheres
como estrelas a brilhar;
são alicerces da família,
são razão para sonhar.
Onde existe esse carinho,
Deus escolhe ali morar.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Minha mãe
Hoje o tempo sentou ao lado dela
e eu senti o mundo encolher
na palma da minha mão;
há um silêncio crescendo entre nós
como quem aprende a ir ficando
longemesmo permanecendo.
Lilian Morais
Não me afaste com o seu olhar, por favor. Já sou grande o bastante para entender o que minha mãe passou a vida me ensinando — apenas com o olhar.
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