Machado de Assis Poemas a Palmeira
sou um soluço perdido, abafado... nas horas rajadas de vento de mais uma tarde do viver... vendo o quanto tarde é a vida... que tarda é a morte... mas que a tarde tornou-se passado.
Felizmente já faz tempo. Pensei que ia contar com raiva no reviver das coisas, mas errei. Doer se gasta. E raiva também, e até ódio. Aliás também se gasta a alegria, eu já não disse?
[...], nada volta mais, nem sequer as ondas do mar voltam; a água é outra em cada onda, a água da maré alta se embebe na areia onde se filtra, e a outra onda que vem é água nova, caída das nuvens da chuva. E as folhas do ano passado amarelaram, se esfarinharam, viraram terra, e estas folhas de hoje também são novas, feitas de uma seiva nova, chupada do chão molhado por chuvas novas. E os passarinhos são outros também, filhos e netos daqueles que faziam ninho e cantavam no ano passado, e assim também os peixes e os ratos da dispensa, e os pintos... tudo. Sem falar nas moscas, grilos e mosquitos. Tudo.
E, no fim das contas, de que adiantava ficar reexaminando nossa tristeza o tempo todo? Era como cutucar uma ferida e se recusar a deixá-la sarar. Eu sabia o que tinha vivido. Sabia qual tinha sido meu papel. De que adiantava repassar isso?
Péssimo destino teve Ícaro ao voar próximo o sol, seguindo seu sonho e o alcançado para enfim ser queimado e jogado ao chão, me questiono se é um destino cruel ou o débito de sonhar de forma tão extraordinário.
Quem nasceu para brilhar, não se importa com o brilho dos outros e sim soma, para haver luz suficiente aos que estão na escuridão...
Este meu ser insignificante mas pleno de significado teve no aluno mais errante o que de melhor há no aprendizado: o amor.
Dói-me saber que a lua que agora vejo, também olha prá você inteirinho... Dói-me, não por ser lua, mas porque ela te vê e eu não!
E mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria,
saber que já não sou a mesma de ontem me fez perceber que valeu a pena.
Eu tenho percebido, Dr. Rhodes, que quando recebem responsabilidades, as pessoas normalmente estão à altura da ocasião.
Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.
Ouso-me a aventurar por caminhos desconhecidos porque prefiro conviver com as incertezas e em paralelo a remedição das mesmas; do que viver a extrema calmaria da comodidade e segurança. Só assim consigo me sentir vivo.
Eu havia descoberto quantas nuances existem nos sentimentos, o quanto é difícil ser você mesmo e deixar os outros te aceitarem.
´´Os dias correm somem, e com o tempo não vão voltar, so uma chance para viver, não perca a força o sonho, não deixe nunca de acreditar, que tudo vai acontecer´´
A vida é como uma árvore. Às vezes, você ficará extremamente seca e sem nenhuma folha, ou simplesmente receberá uma forte tempestade. Durante a primavera, você terá a chance de florescer e mostrar a melhor versão de si mesma. Haverá pessoas que te apreciarão durante o inverno, outras durante o verão ou mesmo aquelas que te amarão exatamente como você é, não importa em qual estação do ano você esteja.
