Luzes da Cidade
Luzes vermelhas se afastam
E luzes amarelas se aproximam
São brancas ou amarelas?
Nem sei ao certo mais
Graças a esse frenesi
De conter a si mesmo, incapaz
E pestanejo, de súbito
Em sono profundo imergindo
Perdido em um deserto (quão lindo!)
Onde a areia é cinza e compacta
Um deserto de luzes e muita fumaça
Tudo é quadrado, tudo é medido
E ainda assim não há harmonia
Tudo é nocivo aos meus sentidos
Um mundo retorna, outrora ia
Aonde ia, se agora volta?
E amanhã novamente irão
Em busca do quê, pelo bem de quem?
Como gado, assim, anda essa multidão
Os cérebros de cada são agora um para todos
Rememos, pr'onde o voga ditar a chegada
Se é que chegada há
Se não enlouquecermos durante a empreitada
Me recuso, entretanto, a mover passivamente
Um remo longo, pesado e egoísta
Que vale mais que a própria gente
Pobres zumbis, sem alma e intelecto
Platão, tire-os da caverna
Creio eu que para a vida eterna
Eu possa ainda espera-los aqui em cima
Luzes da Cidade
É Incrível toda vez que estou chegando de avião em São Paulo e você vê a cidade aparecer iluminada na sua cara, milhões de luzes, um oceano de luz! Está tudo lá, pessoas, as janelas, as árvores, os semáforos, carrilhões de automóveis, e dentro desses automóveis pessoas rindo, outras com dúvidas, outras apaixonadas, dentro das casas milhões de histórias, uma mãe conversa com a filha enquanto costura, a filha pensa no cara que viu na rua, o cara que ela viu na rua passa em frente a uma árvore milenar que durou muito mais do que um décimo que ele chegará a viver e fica confuso.. Prédios, buzinas, correrias, O músico de rua toca Bob Dylan pra sobreviver, uma folha seca é pisoteada nos parques, uma moeda velha cai em um bueiro, os milionários jantam nos terraços, um mendigo come um pedaço de pão velho, é tudo é tudo a mesma coisa entende? é tudo igual, igualzinho! é tudo farinha do mesmo saco, e vai tudo para o mesmo lugar.. E você lá de cima estupefato para e pensa em tudo e se dá conta que somos insignificantes e mais um no meio de milhões de vidas, histórias e coisas …
De dentro do meu eu, observo atentamente a vida, vejo as luzes da cidade, ao tempo que aprecio a sinfonia de pirilampos ao campo. Eu vejo coisas, imagino lugares, rabisco o script da vida ao tempo que Deus me convida á sair de cena; imagino dois mundos e se em um eu vivo é porque no outro só vegeto, há como eu quero gritar, e gritando penso eu ser ouvido, mais é engano quem ouviria alguém como eu?
Manaus
Manaus, como criança que se apaixona
pelas luzes de Natal,
Comigo, o mesmo aconteceu!
Após longas horas viajando
pelas águas do grande Amazonas,
Num simples barco de madeira,
Tuas luzes, depois de tanta escuridão,
De longe avistei...
Manaus, acolheste meus pais, irmãos e eu, Quando criança, aqui cheguei.
Acredito que nada é por acaso...
Meu pai se aventurar
subindo o rio ao teu encontro,
Descer, mais fácil seria...
Não foi fácil, não é fácil...
A labuta de pessoas que deixam suas terras
em busca de uma oportunidade melhor para sua família. Só heróis, fazem isso!
Manaus, não nasci de ti,
Mas quem disse que precisa de laços sanguíneos para o amor florir?
Mãe é quem cria, isso é um fato!
E que orgulho ter sido criado por ti...
Manaus, tua beleza não está apenas na exuberância da tua natureza, nem nas belezas das tuas praças e monumentos que carregam tua história...
Manaus, tua beleza está, principalmente,
No teu povo guerreiro e hospitaleiro,
O que faz de ti, uma cidade especial!
Manaus, cidade das oportunidades...
Manaus, cidade dos sabores, cores e sonhos...
De muitos que buscam apenas,
Uma nova realidade.
Manaus, bonita morena...
Tua beleza não apenas encanta!
Ela acolhe e seduz...
Todos que aqui chegam,
Sentem brotar a esperança,
De poder viver, numa cidade luz.
Manaus, minha cidade do coração
Criaste-me desde criança,
Como é possível não te amar?
Se aqui cresci,
Aqui aprendi a ler o alfabeto...
Até, o da vida!
Aqui, criei amigos,
Aqui, criei raiz e dei frutos,
Aqui, bebi da fonte dos mestres...
Que contribuíram para eu ser,
Quem hoje sou.
Manaus, que orgulho ter sido criado por ti...
Quero que saibas,
Que não importa onde eu ande,
Hei de carregar para sempre comigo,
Cada pedacinho teu...
E desde quando você se foi , ás luzes da cidade nunca mais foram as mesmas , as estrelas jamais brilharam com tal beleza , e eu ? Ah eu nunca mais me encontrei .
Tão longe, das luzes de neon e das ruas da cidade
É aqui que eu costumava sonhar
Estive ao redor do mundo, mas eu nunca poderia reproduzir
O sentimento que sinto abaixo dos meus pés
E quando o sol se pôr e as luzes da cidade se apagarem, valorize os poucos que escolheram ficar ao teu lado até que a luz do sol brilhe novamente, pois eles são os teus verdadeiros amigos.
Sem ninguém pelas ruas e as luzes on
Procurando algum bar
Uma ilusão
De rolê na cidade depois das três
Esse carro é um oasis e um harém
A gente faz de tudo
Mas nada faz sentido
Nem as luzes da cidade
Nem o escuro de um abrigo
A gente faz de tudo
Mas nada faz sentido
Nem a existência de uma guerra
Nem a violência do inimigo
Não posso entender o que fizeram com nossas vidas
Não posso entender por que viramos suicidas
Oh! Oh! "O que fizeram com nossas vidas?"
Oh! Oh! "Por que viramos suicidas?"
Eu ando tão vazio, tão cheio de vícios
E o fim da linha, é só o início
De uma nova linha, de um novo mundo
De um dia-a-dia cada vez mais absurdo
Eu já pensei em mandar tudo pro espaço
Eu já pensei em mandar tudo pro inferno
Mas não pensei que fosse tão difícil
Ficar sozinho numa noite de inverno
Não posso entender o que fizeram com nossas vidas
Não posso entender por que viramos suicidas
Oh! Oh! "O que fizeram com nossas vidas?"
Oh! Oh! "Por que viramos suicidas?"
Se Apagassemos todas as luzes da cidade observariamos mais a beleza das estrelas.
Assim é a beleza interior, sente acuada enquanto nós invertemos os valores.
Naquela noite silenciosa, enquanto o sorvete derretia devagar e as luzes da cidade se perdiam desfocadas atrás de mim, entendi que a solidão não era vazio, mas um eco de tudo que já fui — e que, mesmo se dissolvendo como aquele instante, ainda havia beleza em simplesmente existir entre o que passa e o que fica.
— ian vioto
Caminhando sozinho na noite, com um sorvete derretendo entre os dedos e as luzes da cidade se desfazendo em cores ao fundo, percebi que, assim como aquela fotografia imperfeita, minha própria história também carrega beleza no caos, na solidão e em tudo que o tempo insiste em dissolver — e talvez seja exatamente aí que ela se torna real.
— fallen
A fogueira do final de semana e as flores da cidade.
As luzes artificiais fazem mau a natureza mas na narrativa humanas a luz caminha no lado do conhecimento.
A luz calida abandona alma na escuridão.
Os pássaros não distingue dia da noite as plantas também... As consequências que natureza devastada pelo homem em busca de luz para conforto humano...
Pensais o humano e seu humanismo....
O mundo não gira em torno do ser humano...
Temos ser sensatos e termos amor ao planeta, pois humanidade passa e o planeta vai continuar mas sem seus algozes de destruição.
Muitas luzes da cidade somadas durante à noite ainda não são suficientes para brilharem mais do que a lua, considerando que mesmo com o seu luar menos luminoso, o brilho dela permanece imponente, caloroso como um olhar atencioso olhando com gentileza para a gente.
Eu olho para as luzes da cidade. Exatamente iguais a mim. Sou parte dos espaços,movimento,vento.
Essa arquitetura grotesca que acolhe a nossa natureza se torna dinâmica, nos unifica, nos distancia e nos deixa a deixa: estamos todos, unidos em nossos próprios abrigos, convivendo com as sombras e esfinges.
É tempo de construir novos mundos,tomar conta uns dos outros,demonstrar afeto como se planta uma semente para dias menos duros e conversar com Deus.
Porque ele preserva a nossa parte mais bonita que resiste a estes tempos nebulosos. Pedimos por Paz,torcendo pra que alguém totalmente desconhecido que seja exatamente aquilo que eu seria para outro agora, abra a porta, nos tirando dos muros que construímos e nos diga que embora nesse tempo esteja cada um na sua,vai ficar tudo bem!
Lembro que quando era pequena,eu sempre imaginava me pintar por dentro de azul como o céu,era assim que eu sentia Deus,eu lhe agradecia por todas as coisas simples e lhe pedia para ter força para aguentar firme e foi conversando com ele todos os dias,que me fortaleci e aprendi que a parte mais linda do Amor,é construída em forma de prece.
O Último Eco do Romantismo
Ainda que as luzes da cidade apaguem o luar, e o tempo corra sem pressa de sentir, eu continuaria a sentar-me à mesa e a criar, versos de um amor que muitos deixaram de ouvir.
Que me chamem de o último romântico da Terra, o guardião de uma chama que teimam em apagar.
Se o mundo lá fora se perder em sua guerra, eu venço os dias no simples ato de amar.
Mesmo que minhas palavras encontrem o vento, e flutue sem destino feito folhas no chão, sei que o silêncio do espaço acolhe o sentimento,
e o próprio universo compreende a canção.
Pois nada que é puro se perde do nada, nenhum sopro genuíno se desfaz em vão.
A vida,
em sua volta sensata e sagrada, devolve o afeto que sai do coração.
E assim escrevo,
sem medo do vazio, falando ao infinito o que a alma traduz em letras.
Se sou o último a cantar à beira do rio, que minhas palavras guardem o restinho de luz!
Há noites em que a cidade me parece um sopro cansado. Luzes que piscam como olhos que fingem não ver. Caminho entre rostos apressados e penso no que perdi. Perder também é aprender a medir o valor do que resta. E quando volto, minha casa me recebe com ternura de objeto amado.
