Luzes
A mamãe desce bem cedo, nos ensinou a ser humildes, gratos, amáveis e generosos, por que no curso habitual, não normal da existência nesta dimensão humana, seria na grande maioria das vezes amargo, acido e salgado. Mamãe desde cedo nos explicou que por mais que a chama da vela, por maior que seja, ilumina toda e qualquer escuridão, ela a chama nunca terá sombra.
Agora sinto saudade. Mesmo em silencio a coabitação com minha mãe Edyala, nesta dimensão me dava abrigo. Hoje a percebo na eternidade, entre as estrelinha do céu e aguardando a noite feliz, de nosso reencontro.
A dimensão terra sempre foi e será habitada por espíritos. Por ilusão tradicional, acredita se que eles tenham temporalidade a partir do pressuposto que na memoria histórica tenham sido categorizada como pessoas e tempo. A parte física e material são compostas por veículos espaciais diversos que dão personalidade ativa e passiva ao espirito. O nascimento, a plenitude e a morte são apenas diferentes momentos interdimensionais do percurso existencial da verdade, que se originou para o eterno e para liberdade.
Por militância de vida, sem qualquer conotação religiosa. Dou o melhor de mim para quem não conheço. E em algum momento, recebo generosamente o melhor que existe, de quem não me conhece. Por isto, muita gratidão.
Quanto mais generoso, sábio, bom e iluminado um espirito é nesta dimensão, mais mesquinhez, ignorância, mau e sombrio ele atrai para si em sua existência. Como se o inverso fosse a auto-afirmação persistente de tudo que não vive.
Não adianta armar uma bela arvore de natal toda iluminada e mil enfeites se não é natal ou se não tem o amor ao próximo no coração, da mesma forma que não adianta se vestir de maçom, cheio de pins, medalhas e penduricalhos de metal barato se o irmão maçom, não seja livre, não lute pela igualdade, não seja fraterno a todo semelhante e não sinta se inacabado e por isto promova humildemente ao seu espirito o estudo constante.
Sou tão pouco de mim todos os dias, pelo cósmico segredo de não querer ser e nada com certeza, pela afirmativa dizer. Rogo a vida, minha leal e fiel confidente, não tão distante do presente, que um dia há de amanhecer, simplesmente, sob os mil raios de luzes das manhãs e tenha enfim chegado a grande síntese, de perceber que tanto fiz mas nunca serei e eu não sou nada.
Se eu vou beber a água do rio, por que estou com sede e chegando lá, encontro um diamante. Não devo vender barato por que nada me custou, devo vender pelo valor mais alto e separar dez por cento para saciar a sede dos que tem sede.
Inicie sua jornada com humildade e retidão. Todos nascem sabendo mas o esquecimento é primordial. O homem livre e bom, no momento certo será convidado para a Maçonaria, cada qual escolhe seu caminho entre as luzes ou a escuridão.
Eu desde sempre, em si sou muito pouca coisa mas tive sorte em ter grandes amigos inteligentes, assim como grandes oportunidades de fazer parte por momentos da milícia celeste do Criador, como tive também grandes lições de sábios humildes ao longo de tantos caminhos e não poderia deixar de agradecer aos meus padrinhos, que por generosidade me apresentaram as luzes. Com tudo isto a cada dia, sou menos.
A cor amarela traz consigo uma radiação e frequência espiritual de gratidão, alegria e amor. Alguns seres divinos vestem-se de amarelo e espalham luzes por onde passam.
Me alertavam antigos velhos mestres, que quando uma serie de pessoas boas morrem, é por que está havendo uma grande batalha dimensional entre o bem e o mal, um confronto vibracional entre as trevas e as luzes no astral, o bem celestial antevendo segue sublimando possíveis fortes catástrofes para toda humanidade diante da força avassaladora do fogo e do caos.
Não é uma questão tão simples, em ser bom ou ruim, no mundo moderno de hoje tão corrompido pelo dinheiro, a posse e o poder de consumo de bens materiais luxuosos e tecnológicos, que qualificam nos como pessoas de sucesso e de valor no topo da sociedade ou mero alpinistas oportunistas para lograr de qualquer forma o êxito alheio. Confesso que luto com meus demônios todos os dias mas mesmo assim, não sou santo, as coisas boas que participo, acontecem quando estou vestido com as armas de Deus, mas só um soldadinho anônimo e fugaz, que a convite intuitivo passa a fazer parte da grande e poderosa milícia celeste da harmonia iluminada e colorida da vida.
Sem mágoas dos que não concordam com o que pensamos e sem vaidades que só entorpecem nossa frágil personalidade, fazendo acharmos equivocadamente, que somos especial, sábios e diferentes. Caminhemos perdoando os opostos e humildes pela luz que refletiu em nosso espírito e gratidão, porque a estrada é disforme e oblíqua.
Ao viver na escuridão fui convidado a ver a luz desde então trabalho incessantemente minha pedra bruta, com o malho e o cinzel seguindo a dadivosa orientação dos meus mestres, na justa e perfeita geometria.
Na vida só existe o agora e o sempre, que é todo o momento futuro. Não olhe para o passado, não importa o que e quem lhe machucou, violentou ou lhe maculou, certo ou errado, nada mais temos para fazer, passou. Logo seja inteligente e não permita que o passado tenha o mínimo de poder no presente. A vida segue e deverá ser luzes, cores, alegrias, bondades e generosidades. Este é e será o natural caminho da existência plena da vida.
Mundo Azul
Ele caminha devagar na calçada,
como quem mede o peso do dia.
Apressados tropeçam nele,
mas ele nunca tropeça
na pressa do mundo.
Disseram que era estranho,
porque via o mundo por ângulos tortos.
Que culpa tem um espírito sensível,
se a sociedade se crê reta demais
para enxergar a beleza do desvio?
No intervalo entre duas palavras,
ele enxerga um poema inteiro.
No espaço entre um toque e outro,
ele sente tudo o que existe.
A falta de respostas assusta os outros,
mas o silêncio dele não é vácuo: é morada.
Ali dentro, onde poucos chegam,
há um universo à espera de tradução.
O Silêncio dos Vagalumes
Foram-se os vagalumes,
não por medo da noite,
mas porque sua luz já não cabia
em mãos que desaprenderam o assombro.
Foram-se como preces mudas,
sem rastro, sem vestígio,
levando consigo a infância dos olhos
e a última centelha do espanto.
A cidade caminha sobre sombras,
e os passos ressoam na ausência do que era vivo.
Onde antes um lampejo fugaz
rasgava a pele do escuro,
agora há um breu domesticado,
submisso ao clarão sem alma
das lâmpadas que nunca dormem.
Mas quem sabe, em outra noite,
quando os homens cessarem o peso
sobre as coisas miúdas,
eles voltem.
E, sobre as ruas, redesenhem em claridade
o que o silêncio agora esconde:
o simples milagre
de brilhar sem porquê.
Magnetismo pessoal
Quero poder abrir os olhos e ver ao teu lado na companhia de uma noite de lua cheia as luzes da cidade do outro lado do rio, ao longe.
Quero olhar para as luzes vibrantes sentado no pé de um monte, no meio da natureza com o teu perfume do meu lado.
Quero escutar apenas a tua respiração para eu me sentir próximo da tua intimidade.
Vejo através dos teus olhos o reflexo das luzes da lua e da cidade.
Eu em relação a você, possuo um magnetismo pessoal intenso.
