Luz poema
povoa, povoa o meu olhar
a índia na lagoa
o menino na canoa
um barco nos conduz
a luz vermelha cor de telha nos cabelos ,
laranja nas unhas,
quantas testemunhas,
parece uma coisa à toa
mas há paz,
há paz...
a paz na turbulência
comportada do meu peito,
é um semi-leito,
é uma canoa,
eu não sei...não sei o que é isso
amo Messejana com suas mangueiras
e viadutos, José de Alencar e todos os seus índios
amo Messejana....
• Eles chegaram verdes, numa luz esverdeada, esverdeando a caatinga; reverenciaram o rio numa espécie de dança; a noite ficou tão fria ou uma febre aqueceu meu corpo de sustos e ansiedade. Choviam pedaços de luzes de todas as tonalidades e só caiam no leito do rio, a noite estava fantasmagórica alem da assustadora presença de Jupira num longo branco sob o cajueiro centenário: "as mentirinhas morrem afogadas no estio, as verdades florescem as margens do rio..." era uma espécie de ciranda que parecia envolver os invasores; atrás de uma pedra eu observava todo sibilar da nave que derramava luzes a um raio de trinta metros. Nuvens cobriram a lua e as estrelas e começou uma neblina; arrastei-me entre as vegetações até uma cabana próxima onde eu estava enquanto a chuva se tornava mais densa; percebi na cabana Jupira sob a chuva entre os extraterrestres, percebi que ela passava por uma verdadeira metamorfose e também ia ficando esverdeada, os traços do seu rosto, sua pele... jupira dançava com os verdes enquanto uma mangueira com um ruído diferente provavelmente abastecia a nave com a água do rio. Comunicavam-se de uma forma que eu não entendia. mas dava pra perceber: Jupira era um deles, eu só a reconhecia porque ainda estava sob o longo branco . cessou o ritual de dança, cessou também a chuva e o vento; os verdes adentraram a nave enquanto jupira se afastava ouvi então um zumbido ensurdecedor que me obrigou a tapar os ouvidos com os indicadores, por alguns instantes me afastei da porta e quando voltei percebi apenas jupira com o seu longo branco, sob o cajueiro com a sua ciranda esquisita:
•
• "as mentirinhas morrem afogadas no estio
• as verdades florescem às margens do rio..."
Você se foi com a chuva de verão levando o sol e a luz
Pra mim paixão não foi e jamais será aquilo que seduz
Assim eu me pergunto o que é isso então que nada apraz
Sinto saudade e a felicidade eu penso nunca mais
Ficaram sim lembranças doces e jamais esquecerei
Nossos momentos e a cumplicidade que tinhamos em comum
O que vivemos juntos, a dimensão não sei
Mas algo igual jamais encontrei em sentimento algum
Sigo mais triste e mais sozinho embaraçado em meu viver
Tentando acreditar no amor ou algo similar
Eu sou teimoso, leigo e insisto nessa insensatez
O que de nós persiste ainda dá prazer
E isso me intriga e me faz acreditar
Que a chuva de verão que um dia te levou te trará outra vez
A LUZ DA MANHÃ SEGUINTE
Tanta coisa aconteceu,
Circunstâncias drásticas, adversas
Sinto-me assim um sobrevivente...
Mas este filme continua, um outro cenário...
Poeira e teias de aranhas,
Algo sinistro e envolvente
Algo que nunca passou pela minha cabeça...
Os zumbis, vampiros e os bruxos dançam sob os astros,
Bruxos, vampiros e zumbis bailam nojentos
Sobre o lodo de seus instintos...
Administro bem os meus temores,
Me desvencilho de grandes amores,
Me penitencio sob a lua cheia,
Cama e mesa ficam fartas a meia noite e meia...
A ternura dos meus olhos lacrimeja sangue
Por tempo e amores perdidos,
Mas tenho este privilégio, sou um sobrevivente...
Sem sonhos não se contempla a luz da manhã seguinte
E eu conheço os tons dourados desse alvorecer;
Os vampiros, bruxos e zumbis dançam sob as estrelas
Mas ofuscam-se com os primeiros raios do nascente
A dor é o primeiro passo para a felicidade,
A queda é o primeiro passo pro equilíbrio,
O frio é a ausência do calor
Vampiros, zumbis e bruxos dançam sob a tênue luz das estrelas
E a solidão é a ausência do amor
À LUZ DE LAMPARINA
Tem uma mensagem expressa no neon do outdoor,
O mundo se acaba na Europa,
Horizontes em chamas também na Califórnia,
Eu tento, à luz de lamparina uma frase de amor...
Eu acho que pirei completo,
Não sou poeta muito menos arquiteto,
Talvez uma loucura me sustente;
Talvez o que sustenta esta loucura
O suave perfume das flores,
A brisa e acreditar que deus sou eu...
Ah, meu amor, os loucos bebem o orvalho da madrugada
E a minha sede é de sorrisos estampados,
O ódio se alimenta de carnificina
E a minha rima nasce santa
Porque até as cicatrizes indeléveis trazem ensinamentos.
Eu nunca fui sozinho assim, eu sempre fui solitário;
Mas meu amor, esta ternura de falar sozinho
Talvez seja influencia do meu signo sagitário,
Eu olho estrelas...
Constelações me deixam consternado;
Quantos mundos, quantos Raimundos e Edmundos, tantos otários
E a solidão universal dos nossos olhares
Dói muito menos que a inanição da África
Mas as insignificâncias nada significam,
As insignificâncias não significam nada
o mundo se acaba e o que teremos sido
uns sozinhos, muitos sós e outros solitários...
GÊNESIS
Deus disse haja luz e a luz se fez...
e Ele separou os dias das noites
nas primeiras manhãs cheias de orvalho, pássaros de flores e de luz,
aquele sentimento de êxtase
diante do tinha criado invadiu seu espírito...
e Ele quis que o homem se sentisse assim
e criou a mulher...
Deus estava apaixonado.
Sol que Ama a Chuva
Ela era como o sol
As outras estrelas não se igualavam
à luz dela.
Genuinamente feliz.
Seus sentimentos eram poesias,
e pinturas —
fossem elas em seu próprio corpo
ou em uma parede qualquer.
Sua arte era sua beleza,
que era cada vez mais realçada
pelas pinceladas
que ela mesma fazia questão de dar.
Era consciente
de que esculpir seu corpo
doía na alma,
mas ela não tinha medo
de deixar sua obra mais bonita:
seu corpo, seu templo.
Ela não precisava de admiradores;
a própria admiração
já era mais que suficiente.
Sua beleza se assemelhava
às mais lindas rosas,
às mais verdes florestas.
Ela era sol —
mas dias bonitos, para ela,
eram dias nublados,
chuvosos e escuros.
A natureza era sua inspiração,
mas ela morava na cidade,
onde dificilmente era possível
avistar uma árvore.
Ela era como as estações:
alegre, iluminada,
fria, colorida, vasta...
Ela mudou.
Seus interesses ainda são os mesmos,
porém ela se perdeu —
e não é capaz de se encontrar mais.
Ela só quer paz.
Nada é para sempre.
Nem a luz, nem as trevas.
Nem as guerras, nem mesmo a paz.
Tudo nessa vida é passageiro.
A própria vida é tão passageira, tão fugaz...
Tão tênue como uma luz distante, oriunda de uma estrela moribunda.
Estamos em meio a uma agressiva tempestade.
Mas uma hora essa tempestade também há de passar e ceder espaço à bonança.
O que hoje nos apavora se tornará um doloroso aprendizado.
Nunca esqueceremos, mas vamos superar, pode apostar.
No fim, tudo vai ficar bem, vocês vão ver.
A mulher é intensa, é luz, é amiga, verdadeira, é romântica, é guerreira, é frágil, é fiel, é segura de si, é alegria, é felicidade, é chorona, é explosiva, mas também é calmaria.
Mulher! Deus te criou com um propósito especial.
Mulher! Você é a outra metade que faltava para o homem se sentir completo e feliz.
Mulher! Quando Deus te criou, deu-lhe o mais lindo dom, o de gerar vidas.
Mulher! Você é especial.
A Lua não emite luz, não tem luz própria. Na verdade, olhamos o Sol na Lua.
Assim é a vida de quem aceita Jesus e vive o evangelho de verdade.
Enxergaram Jesus em você.
Saudade!
Luz viva que iluminas a estrada do passado,
Um Céu que nos une nesta distância
Refletes sempre a imagem da pessoa amada.
Diz-lhe, numa prece, que regresse, e que
Esta falta sua me fez amar sem limites,
Suportando a tristeza de sua ausência!
Cego estava quando te perdi.
Agora todas lembranças fazem o mundo pequeno.
Relembro dos quelhos e castanheiros,
Dos muros os nossos picadeiros,
Ouço sua linda voz de tom ameno.
Só as lembranças adolescentes, me deixam
Os olhos brilhando de saudade!
A Luz do Amor e da Família
Em um simples berço, nasceu a esperança, entre palhas e estrelas, brilhou a aliança, naquela noite clara, um Menino sorriu e todo o mundo, em paz, se uniu.
Jesus nasceu para nos ensinar,
Que o amor é o caminho a trilhar.
Acolher é seu dom, cuidar é seu lar,
E juntos, em família, vamos celebrar.
Oh, doce criança, tão pura e singela,
Nos mostra a verdade, sua luz tão bela, que a fé nos guie, que o amor seja lei, e que o lar seja porto, acolhida e rei.
Neste Natal, que o Menino nos inspire,
A viver em união, que nada retire.
Pois acima de tudo, nos deixou a lição:
A família é amor, é o lar, é perdão.
De mãos dadas, seguimos essa luz,
A bondade que o Menino nos conduz.
Com o coração aberto e cheio de paz,
O Natal é amor, que nunca se desfaz.
Cicatrizes que sussurram
Estou em pé, mas não inteira, há frestas em mim onde a luz hesita, esquinas da alma onde o medo ainda mora, e a vergonha sussurra antigos nomes.
Carrego silêncios que pesam mais que gritos, feridas que não sangram, mas ardem baixinho.
Já quis fugir de mim,calar partes que doem só de existir.
Mas hoje aprendo a me sentar comigo,
a ouvir sem julgar, a tocar cada sombra com mãos de ternura, e chamar pelo nome o que antes eu escondia.
Porque há beleza também no imperfeito,
força no que um dia foi queda, e cura, talvez, em simplesmente não fugir mais.
A luz inibi as sombras,
Que por sua vez reluta contra a luz,
Mesmo sendo opostos, eles coexistem.
É impossível definir uma existência com ausência de quaisquer que sejam,
No início se fizeram, para toda eternidade.
VIDA LONGA
Luz do sol que um dia já me deixou tão angustiado, já que ela sempre me lembrava de que aquele era mais um dia nesse mundo de hipócritas, pessoas que falam demais mais agem de menos, pessoas que fingem pra escapar dos olhares críticos, mas hoje em dia tenho pensamento diferente e não me preocupo mais com isso, pois coloquei tudo nas mãos de Deus, sei que ele fará o melhor , quando pequeno sempre desejei a eternidade ao lado daqueles que me fazem bem, saber que eu poderia ter apenas 80 anos de vida, não me bastava, porque eu queria ver e aprender ao longo dos tempos, agora eu vejo que para ter tudo aquilo que eu almejo, não é necessário a eternidade, mas sim uma vida longa e plena, porque eu quero viver e aprender, eu quero viver cada momento como se fosse o ultimo, mas além de tudo, eu quero viver pra contar.
No Rio Grande do Norte
Vi uma luz arretada
Eram relâmpagos no céu
Prevendo a invernada
Logo a chuva comecou
E o agricultor se animou
Vendo sua terra molhada.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
A raiva é um sopro forte
Impiedosa e quente
Que quando está agindo
Apaga a luz da mente.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
12/04/2024
Eu sei que cometo erros,
Sou carne & osso e poesia.
Eu sou centelha de luz,
Sou real, sou fantasia.
Sou memória e esquecimento,
Um ponto no firmamento
Que some no fim do dia.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
18/04/2024
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