Luto Morte
Nós somos mais felizes hoje porque outros o fizeram para nosso bem? Que bem? Se alguém sacrificou-se verdadeiramente para que eu fosse mais feliz no presente, eu sou, na verdade, mais infeliz do que ele, pois não concordo em fundar minha existência sobre um cemitério.
QUANDO VOCÊ MORRER
Quando você regressar ao plano espiritual, vai perceber que não havia nenhum motivo para se preocupar tanto com as coisas, pois toda a sua existência material se esvaiu…
No final das contas, foi tudo como um sonho, no qual acordamos e tudo terminou apenas num segundo…
Você vai perceber que não havia nenhum motivo para tantas preocupações, para tanta agonia, para tantas aflições, tantos desgastes, tantos pesos desnecessários que você carregou…
Para que conduzir tantas cargas em suas costas? Mas ainda da tempo de deixar tudo isso de lado e parar de se desgastar tanto com coisas sem valor…
Quando seu corpo expirar pela última vez e sua alma deixar o corpo material… você vai perceber que não havia nenhum motivo para tantas brigas, tantas contendas, tantas batalhas pelas coisas…
Não havia razão para tanta luta, tanto confronto, tanto atrito, tantas desavenças. Você vai compreender que a paz interior vale infinitamente mais do que qualquer coisa que fez você perder a sua paz.
Afinal, você não pode levar nada ao plano espiritual, a não ser a paz que você conquistou, ou os conflitos internos que você cultivou.
Quando você reencontrar os guias espirituais no outro lado da vida você vai se dar conta de que não havia justificativa para tantas negatividades, para tanto desespero, para tanta pressa, para tanta correria, para tanta afobação, para tantas tensões em fazer as coisas.
Você vai ver claramente que você correu tanto, se desgastou tanto para alcançar algo, e não chegou em lugar algum.
Vai perceber que viveu sempre buscando algo fora de você, quando a solução estava dentro de você. Vai entender que ficou tão ligado e tão antenado em tudo e acabou esquecendo de você mesmo.
Vai perceber que buscou tantas coisas, mas deixou sua alma em segundo plano. Vai descobrir que ficou tão preocupado com bem estar material que esqueceu do bem estar interior que você levaria para a eternidade.
Quando você chegar ao plano espiritual… vai descobrir tudo isso. Mas será que precisa morrer para descobrir que você deixou de viver por motivos fúteis e vazios?
Não espere a morte para perceber que você perdeu sua vida com coisas efêmeras e ilusórias… Depois, não tem mais volta.
UM PONTO
Tudo, aliás, é um ponto.
Um ponto incerto.
Um ponto sem nó.
Um ponto de interrogação.
Um nó atravessado.
Uma incerteza dentro da outra.
Uma exclamação.
A vida
A morte
Meu norte
Meu nada
Meu tudo
Verticalizado
Nas ruas desertas.
Assim, aliás, é o meu mundo,
Enigmatizado,
Energizado,
Sem uma pretensão,
Apenas uma razão
E uma loucura.
Por mais que vivemos, por anos e décadas, ainda nos será pouco, para entendermos a alegria de viver. Se a morte nos abater, será como viver apenas um ano ou não mais, de uma década, pois a vida é uma criança, que não tem consciência da morte, simplesmente brinca com ela.
Natalirdes Botelho
Nem todos conseguem compreender, mas devido a certas circunstâncias,
precisou ser a ovelha negra
pra ser mais forte e tentar sobreviver,
antes, era mais vulnerável a morte
de tudo aquilo que lhe era importante,
muitas vezes chegou a se perder,
hoje, continua com sua imperfeição,
todavia, agora é diferente,
graças a Deus, consegue,
de formamais frequente,
unir o sentimento à razão
e de vítima passou a ser sobrevivente.
Se pensarmos bem, nossos amigos, parentes, familiares... nem sempre estão presentes em nossas vidas.
Vivemos o tempo todo entre ausências e presenças.
Nosso desespero vem da ausência definitiva trazida pela morte.
Infelizmente, não tivemos o poder de escolher nascer ou não, nem tampouco o lugar onde nascer.
Uns nascem em berço de ouro, outros em berço de couro.
Cabe a cada um de nós escolher como viver antes de morrer
Queria ter dito-te que te amava... Que eras o meu protetor em meio a escuridão de minha infância! Queria ter abraçado-te a velhice mais bela que minha ávida imaginação de criança! Queria ter contigo chorado quando juntos estivemos em uma longa tarde de inverno, onde a ti deveria eu ter feito saber o quanto foi inspiração de doce melodia em meu sôfrego arfar. Tua força protetora de quem com asas voa como por liberdade dos mais tristes lugares comuns. Sim, queria ter dito o quando foste meu rosto amigo em momentos de solidão de outrora. E, assim tenho-te como eterno, sempre perambulando nas lembranças de um segundo furtivo que me varam as visões de um efêmero contemplador. Tua voz mais enevoada, que do terror libertava quando criança a minha alma infeliz. Que possam teus feitos emoldurarem as portas dos céus decaídos com pétalas de esperança. Que possa tua face servir de ornato vivo para meu coração já distante de todo cenário febril. Que possas estar no mais belo descanso da paz, como nos mais silentes campos nos aguardando, Jacob, meu irmão!
Pobre é quem confia no dinheiro, pois quando adoece gasta tudo pela última respirada. Mas quem confia em Deus, alcança graça até na enfermidade e, se partir, ganha a vida eterna.
- Jucelya McAllister
"Moço, eu não morri não!
Eu apenas saí de cena.
Quando menos esperar estou de volta com meu dengo, meu banzo e meu Eu."
☆Haredita Angel -11.6.17 -.11.08h
As vezes, a vontade de morrer e mais forte do que estar vivo. Mas depois lembro que todos estamos mortos por dentro
Agora, quando já era tarde demais e as lojas da vida estavam fechadas, ele lamentava não ter comprado certo livro que sempre desejara, não ter jamais passado por um terremoto, um incêndio ou um desastre de trem; não ter visto jamais o Tatsienlu no Tibet, nem ter ouvido nunca as gralhas azuis parlando em salgueiros chineses; não ter jamais falado com aquela colegial errante, de olhos impudicos, que encontrou, certo dia, numa clareira solitária; não ter rido da anedota contada por uma mulher tímida e feia, quando ninguém riu na sala; ter perdido trens, alusões e oportunidades; não ter dado a moeda que tinha no bolso para aquele velho violinista de rua, que tocava tremulamente para si mesmo, certo dia gelado, numa cidade esquecida.
‘Um dia eu também vou morrer.’ Acontece com você, não? Ódio do mundo, que muito alegremente continuará sem você. Uma sensação básica de que todas as coisas do mundo são bagatelas, fantasmagorias comparadas à sua agonia mortal, e portanto à sua vida, pois, como você mesmo diz, a vida em si é a agonia antes da morte.
Deus não quer que você se entregue em um apelo e diga "Eu aceito Jesus", nada contra os que creem assim, mas Deus quer um sacrifício vital, uma vida sacrificada no altar. Não é uma questão de palavras é uma questão de morte, morte para tudo que ainda te torna vivente para o mundo.
Diante da catástrofe que é esse mundo.
Só nos resta viver cada dia sonhando com o melhor, e pedindo para estar vivo no outro dia.
Sim a vida é dura, nem tudo o que se quer se tem.
Temos que batalhar pelo que queremos, e muitas vezes não se obtém o sucesso desejado.
Muitos desistem de seus sonhos, acredito que por pura idiotice. Estamos carecas de saber que a vida não é fácil, e se você não aguenta o "tranco", cai fora que você esta no lugar errado.
Viver não é para os fracos baby.
Imagine um mundo bem diferente desse. Não, não é simplesmente porque o céu tem outra coloração ou a fauna e a flora são diferentes. Imagine um lugar... podemos dizer corrompido? Acho que corrompido é uma boa palavra. Um lugar caótico onde a principal força reguladora foi destruída. Um lugar único em todo o multiverso, um lugar que conseguiu destruir a morte. Não é tão doce quanto se pensa, há o mais básico dos perigos de se matar algo tão poderoso, mas há efeitos ainda mais imprevisíveis.
Imagine um lugar onde nada morre: toda criatura vaga por aí, sendo devorada e se reconstruindo, quase nunca de forma totalmente igual a anterior. Doenças não sumiram, pelo contrário: sem a morte para levar embora bactérias, doenças são mais comuns que nunca. Ferimentos crônicos sem esperança de alívio, traumas, fantasmas metafóricos de passados para sempre assombrando os vivos. Esses são os efeitos básicos de se lidar com isso. Há coisas ainda piores em antagonizar a morte, coisas que poucas pessoas pensam.
Imagine que a Morte também é responsável por manter a sanidade de um dado local. Não de seus cidadãos, mas do local em si. Imagine um mundo onde som, luz e cheiro se misturam, onde as rosas gritam cores e cada segundo que se mantem os olhos abertos, se ouve os gritos das cores. Imagine um mundo onde sons despertam sabores, memórias e reações do corpo. Onde a própria luz do sol esmaga, acaricia, estapeia, queima e congela ao mesmo tempo. Onde todas as cores pulsam com vivacidade impar, onde todos os cheiros são tão fortes que queimam imagens estranhas na retina. Isso também não é o pior em se retirar uma das forças reguladoras do universo de um dado local.
O pior são as mutações. Criaturas ainda caçam, homens ainda guerreiam; a imortalidade não acabou com conflitos e instintos básicos dos viventes. Felizmente, após ferimentos as pessoas se consertam sozinhas, ninguém sabe de onde vem a massa extra necessária para repor membros e ninguém quis realmente se preocupar com isso, afinal, a cavalo dado não se olha os dentes. O problema é que isso era um cavalo de Troia.
O que era reposto era, quase sempre, ligeiramente diferente do original. Talvez os dedos de uma mão fossem mais juntos, talvez uma das pernas tenha joelhos voltados um pouco para o lado... isso não importa, né? Não, provavelmente não importa ao curto prazo. Não interessa se, depois de algumas regenerações todos acabassem com estranhos tentáculos preênseis no lugar de braços ou com estranhos rostos ovalados, sem olhos e de longas bocas, ainda estavam vivos. Ninguém se importava se os animais estavam ficando cada vez mais ferozes, loucos e destruidores, a morte não era permanente. Que se danasse que o próprio universo estivesse virando uma grande massa cancerosa, que a biologia da humanidade estivesse completamente diferente e que cada criatura naquele universo se tornara uma aberração lovecraftiana. Ainda estavam vivos. A mutilação e seus corpos, a corrupção de suas essências, a violação de seus sentidos... tudo isso era um preço pequeno a se pagar, não era?
Não era?
Não?
