Luis Fernando Verissimo Sonhos
Hoje não.
Hoje não quero
Hoje é dia de não querer,
Sem contradizer minha hierarquia
Minhas ordens hoje – desconsidero.
Nem me insista: hoje não quero.
Sou feliz
De presente a estrada matinal
- De chão batido – relva.
Selvagem selva e paraíso.
Natureza, sol, belezas.
Sigo como sou.
Me encanto
– Nó na garganta –
Sou feliz;
Não esqueço!
A música
E exatamente naquela fala
A música parou.
O silêncio foi enorme,
Por que será?
Não teve como evitar
A voz saiu parecendo um grito,
Todos se voltaram meio assustados.
O que mesmo teria falado?
Voltemos a dançar.
Hoje não
Vou apelar ao faz de contas
Hoje não quero o real
Nem vou saber se o sol aponta
Nem quem está bem ou mal.
Não quero notícias nenhuma,
O mundo vou esquecer
Superar medos guardados
Ser feliz pelo fato de viver
Hoje serei corpo sem matéria,
Sem futuro me puxando
Vou sorrir como quem vive em férias
Sonhar como quem está amando.
Poesiaria
Tristes são as poesias de rua.
Falta-lhes a básico:
Rimas
Versos
Palavras.
Me comovo...
Todas elas deveriam morar
Num livro lindo,
Confortável
De capa bem elaborada,
Aconchegante.
Contudo poucas condições literárias disponho.
Louvo cada poeta e seu esforço para adotá-las.
Tenho um sonho utópico, louco, desastrado
De construir uma poesiaria
E hospedá-las confortavelmente.
Pois a poesia sonhada
Estará sempre bem instalada.
Humildade morta
Talvez nunca chegue para ficar,
Nem nunca levante para ir embora.
Talvez a multidão escondeu
No tremor da respiração
Em que você se perdeu
E foi-se pela contramão.
Nem mais copo, nem mais corpo
Acolhendo os desejos acordados.
Não há boca esperando outra,
Apenas um movimento sem jeito
Um corpo conduzindo a roupa.
Na parede pendurado um recado
De um tempo a ser lembrado,
Um sorriso nunca esquecido
Contrastando com o hoje amarelado.
Findou assim, sem terminar
Foi tudo e sempre tudo será
Amor que ama tem vida eterna
O que morre é a humildade de amar.
Sol
Conte-me do sol prometido,
Disseste-me que ele ainda brilha,
Inquieto-me sem que o veja
A espera é castigo insano.
Venha para mim sol que tanto amo.
Florir
Floriu o poema que plantei.
Flores lindas!
Perfumadas de vida.
Escuto o assovio do menino
Em seus galhos empoleirado.
Doçura de versos germinado,
Na poesia, que mesmo tardia,
Faz sombra para lhe abrigar.
Para ser lido
O livro leva o silêncio
Leva a vida
Seus personagens
Suas passagens
Leva calado
O que foi grafado
Para ser lembrado.
O livro transporta
Tudo o que se quer,
Leva saudades
Em cada linha
Uma historinha
Que alguém inventou
Ou a verdade
Que o autor contou.
O livro é fiel
Leva de tudo, mas
Fica calado
Seu conteúdo
Não é revelado
Se não for folheado.
Escuro
A noite ocultou as ondas,
Sem silenciar meus ouvidos.
Doce embalos de ninar,
Doces ondas de amar.
Desenhei o paraíso
E nele me deitei,
Ouço a canção de sonhar,
Adormeço ouvindo o mar.
Ter TRABALHO poupa-nos de 7 Grandes Constrangimentos na Vida:
(i) Infelicidade,
(ii) Desgraça,
(iii) Angústia,
(iv) Aflições,
(v) Doenças,
(vi) Vícios
(vii) Privações.
Todavia, existem indivíduos que querem ter Empregos para ter tudo isto!
Ter Emprego poupa-nos de 1 Grande Constrangimento na Vida:
(i) Não ter que andar a procurar Trabalho.
© 14 de abril de 1980 | Luís Ribães Monteiro
Quando alguém ERRA, costumo dizer em tom de alerta o seguinte:
- A primeira tem graça;
- A segunda graça tem;
- A terceira não tem graça nenhuma!
A partir daqui, nada mais há a dizer.
© 14 de março de 1978 | Luís Filipe Ribães Monteiro
O chefe é aquele que vem cedo quando tu chegas tarde e vem tarde quando tu chegas cedo.
O líder é aquele que entra em primeiro e sai em último para poder lidar contigo e com o chefe.
Mas atenção: tudo isto tem limites!
O verdadeiro Amor, sente-se ferido com a simples e indelével ruga de uma flor. Todavia, tudo perdoa!
© 17 de junho de 1983 | Luís Filipe Ribães Monteiro
As melhores pessoas com as melhores ideias podem ser, facilmente derrubadas pelas piores pessoas com as piores ideias. Todavia, devemos continuar a Ser, melhores pessoas e a Ter, cada vez mais, melhores ideias! Só, assim, é que a Excelência será reconhecida nas melhores pessoas e a Mediocridade nas piores.
Mas atenção, isto leva o seu tempo!
© 25 de abril de 1987 | Luís Filipe Ribães Monteiro
Há gente muito parva no mundo, mas, os maiores, são aqueles que nos tentam fazer iguais a eles. E isso é terrível!
© 5 de abril de 1985 | Luís Filipe Ribães Monteiro
Entre o ruído das armas e as falas de um ditador, as leis do homem não se conseguem escutar. Nós, a isto, podemos chamar de Tirania.
Mas, quando entre o ruído das leis do homem, nem o próprio é reconhecido, nós, a isto, apelidamos de Democracia.
No primeiro caso, desejamos a Democracia.
No segundo caso, desejamos a Tirania.
© 10 de março de 1984 | Luís Filipe Ribães Monteiro
EU sou uma pessoa extremamente FELIZ quando estou sozinho ou com os meus; mas sou uma pessoa extremamente INFELIZ quando olho para os outros.
© 12 de agosto de 1984 | Luís Filipe Ribães Monteiro
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