Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos

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Você é a pessoa mais frustrante, brilhante, contraditória… E irritantemente talentosa que eu já conheci. Sempre que estou com você, me sinto muito burro. Da melhor forma possível.

⁠Sempre vou amar o que tivemos, não importa o quê, porque tive você por seis anos.

Os Runarounds: Música e Sonhos
1ª temporada, episódio 8.
Inserida por pensador

Você não é especial. Eu não sou especial. A maioria das pessoas não é especial.

Inserida por pensador

Você tinha um plano, não é? Então você conhece a sensação de quando tiram esse plano de você. Como isso te corrói por dentro?

Inserida por pensador

⁠Trauma está na moda nos dias de hoje. É uma piada. Tudo é trauma. Brigar com amigos é trauma, notas ruins são traumas. Eles precisam crescer.

Inserida por pensador

⁠Tem uma grande diferença entre falar sobre uma ideia e, de fato, fazer todo o trabalho.

Inserida por pensador

⁠O que é absolutamente verdade é que tenho pensado muito em você e realmente sinto que faremos algo muito especial juntos.

Inserida por pensador

⁠Sonhar é um tipo de psicose. Nosso cérebro decide começar a alucinar enquanto dormimos. Como se ele fizesse uma faxina. Por alguma razão, precisamos que isso aconteça.

Inserida por pensador

Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora, e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia: fechada, sozinha, perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.

Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu: O essencial da década de 1980

Nota: Trecho do conto "Dama da Noite" de Caio Fernando Abreu

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Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe. Se a realidade te alimenta com merda, meu irmão, a mente pode te alimentar com flores. Eu não estou fazendo nada de errado. Só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas.

Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.

Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor?

O que importa é que você entra por um ouvido meu e sai pelo outro, sabia? Você não fica. Você não marca. Eu sei que fico em você, eu sei que marco você. Marco fundo. Eu sei que, daqui a um tempo, quando você estiver rodando na roda, vai lembrar que, uma noite, sentou ao lado de uma mina louca que te disse coisas, que te falou no sexo, na solidão, na morte.

Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho carente, tigre e lótus.

“Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia, duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, ,veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.”

Continuamos carregando nossas pequenas maldições – mais orgasmos, insônia, pesadelos, excessos de álcool e cigarros, procura cega (...).

Então quero que você venha para deitar comigo no meu quarto novo, para ver minha paisagem além da janela, que agora é outra, quero inaugurar meu novo estar-dentro-de-mim ao teu lado, aqui, sob este teto curvo e quebrado, entre estas paredes cobertas de guirlandas de rosas desbotadas. Vem para que eu possa acender incenso do nepal, velas da suécia na beirada da janela, fechar charros de haxixe marroquino, abrir armários, mostrar fotografias, contar dos meus muitos ou poucos passados, futuros, possíveis ou presentes impossíveis. Dos meus muitos ou nenhuns eus. Vem para que eu possa recuperar sorrisos, pintar teu olho escuro com kol, salpicar tua cara com purpurina dourada, rezar, gritar, cantar, fazer qualquer coisa, desde que você venha, para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida. Porque nada mais sou além de chamar você agora, porque não tenho medo e não estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele país distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois.

Perdi meu tempo acreditando em você
Sem argumentos nada mais pra resolver
Não adianta, tuas mentiras eu não quero mais
Pouca confiança não me satisfaz

Porque sozinhos podemos melhorar
Essa é a hora ainda estamos vivos
Não tenho mais tempo pra errar

Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura.

(Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares – Fonte: Domínio Público)

Inserida por portalraizes

Nós sempre procuramos a PESSOA PERFEITA… e o que seria a mulher perfeita? Uma loira de olhos verdes, formada, pós-graduada, que saiba 2 línguas, que leia 5 livros por mês, que seja sempre linda e ardente, que divague sobre diversos assuntos? Cada um tem seu conceito, seu sonho de par ideal… mas os pares ideais se formam por detalhes tão pequenos, mas não menos importantes, que certas exigências simplesmente desaparecem. Quem não se sente bem em receber um sorriso sincero, um abraço verdadeiro e uma conversa que envolva ambos? Por mais que as pessoas tentem disfarçar através de “cascas”, caras e bocas, cedo ou tarde, o vazio se torna insuportável… e aos poucos, as pessoas aprendem que a felicidade não está nos outros, mas naquilo que fazemos de acordo com nossa consciência, sem ferir nossos princípios. E o dia que encontrar a pessoa que entenda isso e sinta o mesmo, quem sabe, não encontraremos o “par perfeito”?

Jornalista Mauri Fernando de Souza (Choco)

Inserida por lilou