Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos

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Em um agosto perdemos a cor.Mais como diz,Caio fernando abreu.Setembro estava chegando enfim.

E a gente sempre acha que é Caio Fernando Abreu. Cria frases de pronto na cabeça, diz alguma coisa breve, sincera e apertada: Me convide para entrar, era o que eu queria muito que você fizesse.

A mim este sol, estes prados, estas flores contentam-me.
(Heterônimo de Fernando Pessoa)

"Não me diga que o céu é o limite, quando há pegadas na Lua."
fernando fernandes''

"O Poeta é um fingidor", Fernando Pessoa sabia bem o que quer dizer isso, pois levou a vida a inventar outras mil pessoas, com o fim de esconder quem de fato era: Um gênio incompreendido, um débil fingidor da sua real essência mortal e decadente... é dessa matéria que se forjam os poetas geniais.

O Fingidor - homenagem a Fernando Pessoa

E finge e sente
E finge e sente
Completamente,
Exaustivamente,
Que no final sente,
Tão-somente,
Que tudo fingiu
Que nada sentiu.

Pois, como diria Fernando Pessoa: “... Amar é a eterna inocência, e a única inocência é não pensar...”

Porque ir embora pra tão longe, ir embora para o incerto. Quando poderíamos ficar aqui juntos pela a eternidade. Um amando o outro. Uma coisa que aprendi com tudo isso. Almas gêmeas não podem ficar juntas. Como isso dói, esse bichinho que entra na gente. Na verdade, que já está na gente e começa a crescer quando encontra sua cara metade, isso mesmo; estou falando do amor. Amor, o que é amor? É sofrer por algo que não podemos ter, sentir? Ou é algo que vamos tratando com o tempo? Preciso de um remédio para curar isso. Espero que a cicatriz não esteja com raízes para fora. Pois não quero mexer nessa raiz e fazer com o que abra novamente essa ferida. Mas uma coisa te digo, eu te amarei eternamente.

Para Fernando Pessoa:

Pois...Pois...
Com as suas mil faces,
as tantas faces em uma.
Com a coerência
ou incoerência,
ele foi mutação.
Sem uma alma pequena,
foi pura emoção.
Sonhou os sonhos do mundo.
Foi completamente alma,
Natural igual o levantar do vento.
Comove - me .
" Ler é sonhar pela mão de outrem"

⁠"Não existe um lugar mais tranquilo do que uma mente em paz."

Paulo Fernando de Araujo

Boas e bobas são as coisas que penso quando penso em você." - Caio F. Abreu -
Caio Fernando Abreu

"Quero outra vez um quarto todo branco e um par de asas. Mesmo de papelão..."
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Caio Fernando Abreu

"Venha quando quiser, ligue, chame, escreva... tem espaço na casa e no coração, só não se perca de mim.”
Olhando...

...e olhando olhando ...você!!

Fernando, Fernando...

Quando escreveste que todas as cartas de amor são ridículas não sabias que ridícula seria eu em escrever todas as cartas de amor? Que ridículo era o amor em se deixar ser escrito em cartas? Mas tinhas razão! Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas!

Álvaro de Campos

A Fernando Pessoa

(Depois de ler seu drama estático "O marinheiro" em "Orfeu I")

Depois de doze minutos
Do seu drama O Marinheiro,
Em que os mais ágeis e astutos
Se sentem com sono e brutos,
E de sentido nem cheiro,
Diz rima das veladoras
Com langorosa magia
De eterno e belo há apenas o sonho.
Por que estamos nós falando ainda?

Ora isso mesmo é que eu ia
Perguntar a essas senhoras...

Para Fernando Pessoa

De quando em quando me observo ao mar
E apenas de ouvir as ondas
Em tão doce e rítmico balançar
Valeu a pena ter nascido!

Perfeita És - Fernando S. Dias (Poetry)




Encontrei em ti, ó minha formosa eleita, que em minha alma se fazia desfeita
Nada se iguala ao teu raro fulgor
Tu és joia bendita, perfeita és, meu amor


Flor do acaso, Diamante escondido
Mais valiosa que o rubi do mundo todo
Tão pura qual lírio ao orvalho exposto
Branca qual neve nos montes de agosto


Branda és tua voz, suave e calma vens a ser
Tua longuíqua presença envolvera-me
Envolveu-me com teu amor estonteante
Um repentino romance o qual não obliterarei-me jamais

Já dizia Caio Fernando de Abreu: “A gente passa a vida inteira achando que é imortal”.
E nessa de achar imortal, a gente acaba se privando de sentir, fazer e falar certas coisas por medo do que as pessoas irão dizer.
Deixamos de fazer o que mais queremos por medo de julgamentos.
Deixamos de falar o que sentimos por medo da resposta da pessoa ou do ceticismo dela.
E, às vezes, nos privamos até de sentir. Como se isso fosse possível...
Sendo certo ou errado, bom ou ruim, o fato é que sempre seremos julgados. E se passarmos a nossa vida dando ouvidos a esses comentários, esqueceremos de viver.
Porque viver é isso: Cair e levantar, acertar e errar... E, às vezes, viver significa errar mais e acertar menos, até porque não recebemos manual de instrução da vida quando nascemos.
Precisamos errar, seguir alguns caminhos tortos, fazer escolhas não muito boas, mas, algumas vezes, precisamos fazer isso por nós mesmos. Precisamos cair, errar, chorar, ver o erro assim: cara a cara. Necessitamos ver se é realmente ruim para então dizer que não vale à pena. Isso é que é viver: fazer escolhas erradas e certas. Precisamos acreditar na mentira para sabermos que ela ser trata de mera ilusão. Precisamos desperdiçar uma oportunidade para sabermos dar valor àquelas que irão aparecer. Precisamos buscar nossa felicidade da maneira que quisermos sem passar por cima dos outros.
Nós não somos gatos, que na teoria, têm sete vidas. Não dá pra dizer "vou deixar isso pra amanhã" porque o amanhã não nos pertence e hoje pode ser o nosso último dia aqui na terra.
Precisamos viver para saber o que é a vida.

A esperança está na inocência dos corações que queimam e enxergam mudança.


Fernando Antonio Almeida Ferreira

Que a ousadia abrace a coragem em transmutações...e voe.


- Fernando Seixas.

" Seria apenas mais uma história,se não tivesse tocado a alma."

Caio Fernando Abreu;

POESIA EM MEMÓRIA ÚLTIMA
(para ti, Avelino Fernando do Couto Ribeiro)
Rezaram-te a missa,
O solista cantou,
O órgão tocou,
Em premissa.
Eu assisti e rezei
Diferente, por razão
De fé ao Corpo
Do Homem morto
E Crucificado que eu sei.
Tanta gente caminhando
Em passo quase de tropa
Rumo ao campo sagrado
E eu atrás de todos pensando
Se a morte é vida ou pecado
Por ter a coragem de morrer
Antes do prazo aprazado.
Deus - que fria é a morte
Criada de nascente
A poente,
Sem norte.
Dois barrotes de madeira
Duas cordas na horizontal,
Uma cova funda na vertical,
Um caixão que desce anormal
De cabeça para baixo,
Abismal,
Um corpo quase vivo
Afinal,
Que se não fosse a terra
Que mais aterra e pesa
Na sua função de singeleza
Entre a definição da morte,
Quiçá, quando for da nossa sorte
Entremos de pés ao baixo
E de cabeça ao alto,
Sem sobressalto,
Ou suspiros,
Não vá, mesmo lá dentro
Do ataúde fatal,
Vomitarmos os diospiros
Ingeridos há tempo que tal.


(Carlos De Castro in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 06-04-2026)

POEMA PARA TI
AVELINO FERNANDO DO COUTO RIBEIRO
(ou quando a morte fardada de roupagens negras se transforma em cristais de lágrimas puras que nem o sol consegue secar. © Carlos De Castro)
Há poucas horas te via
Na madrugada passar,
À minha porta.
Ias cedo, para o pão ganhar
Cedo ou tarde não importa
Quando o coração tem vida
Na noite que vai parir o dia.
E sou eu nesta elegia,
Neste paradoxo sem fim
Que afirmo com precisão
Que a morte é tão cobarde,
Se não,
Era fogo que não arde
E levava-me só a mim.
Assim, fico sem tino
Sem vontade de seguir
Esta vida, Avelino.
Pode ser que ao Divino,
Já no Reino do Eterno,
Possas rogar meu menino
Para que eu amado primo,
Jamais desça ao tal inferno.


(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Trista Por Escrever, em 06-04-2026)